28 março 2011

Dirijo-te esta oração


13. Mas, agora, vou para junto de ti. Dirijo-te esta oração enquanto estou no mundo para que eles tenham a plenitude da minha alegria.
14. Dei-lhes a tua palavra, mas o mundo os odeia, porque eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo.
15. Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal.
16. Eles não são do mundo, como também eu não sou do mundo.
17. Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade.
18. Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” (JO 17, 13-18)

Esse contato em forma de oração o Filho do Homem com o Pai, que reproduzi no pequeno trecho acima, foi essencial na jornada do Pregador da galiléia, Jesus Cristo. Sem uma conversa a sós com o Pai, seria impossível para o Filho do Homem cumprir sua missão.

Se para Jesus a oração, o dialogo com o Pai era fundamental para que ele pudesse suportar as agruras inerentes à sua caminhada, infinitamente tem maior importância para nós os seus seguidores.

Que maravilhoso exemplo nos deu o Mestre, não é mesmo?

Nas horas de “inverno da alma”, como diria Augusto Cury, não há nada mais acalentador do que uma conversa com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo.

Já disse nesse espaço que não existe meio mais eficaz de evangelização do que o lar. É nele que temos a bênção de poder ensinar os alicerces da Palavra de Deus aos pequenos brilhantes que o Criador nos encarrega de criar, os filhos.

Tarefa árdua, missão duríssima, visto que não estamos sob uma redoma. Vivemos numa sociedade onde nem todos compartilham o mesmo pensamento. Nossos valores conflitam-se com modismos, nossos ensinamentos deparam-se com pontos de vista totalmente contrários aos princípios cristãos. Cito apenas alguns:

Briga pelo poder, escravidão da beleza exterior, da forma física, a luta insana em querer sempre ser o primeiro em tudo...

Uma bela saída seria sempre buscar o que Jesus sempre fazia: o contato com o Pai em forma de oração.
Essa conversa ganha um sentido maravilhoso quando feita em família.
Agradecer ao Pai pelo amanhecer, pelo alimento, pela escola, pelo trabalho dos pais, pela babá, pela nota “mais ou menos” na escola, pelo irmãozinho ou irmãzinha, pelo brinquedo novo.
As crianças entendem perfeitamente quando falamos com Jesus, elas prestam bastante atenção em nossa conversa com o Papai do céu.

Por mais simples que seja a oração ela penetra profundamente o coração dos pequenos.

Certa vez, quando eu tinha uns seis ou sete anos, minha mãe precisou fazer uma cirurgia delicada. Minha irmã mais velha me levou até a igreja de Nossa Senhora da Fátima, se não me engano na Vila Prudente, na capital paulista, e ficou ajoelhada diante da imagem da padroeira da igreja e começou a pedir à Mãe do céu que não deixasse a nossa mãezinha sofrer no hospital. Minha mãe passou pela cirurgia sem nenhuma complicação e tem a saúde perfeita. Milagre que eu presenciei na minha infância.

Eu não me lembro das palavras que minha irmã proferiu, mas esse ato ficou gravado na minha alma, desde os longínquos anos setenta.

Numa das últimas orações do Cordeiro de Deus, Jesus roga: “Não peço que os tires do mundo, mas sim que os preserves do mal.” (Vers 15).

É tão bom viver nesse mundo tendo um Pastor que sempre estará cuidando de nós.

Falemos mais com ele, em família. Pode ser a qualquer hora, porque “Não, não há de dormir, nem adormecer o guarda de Israel.” (Sl 120,4)

Paz e Bem