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03 abril 2013

O divino silêncio


Uma antiga lenda norueguesa narra este episódio sobre um homem chamado Haakon, que cuidava de uma ermida à qual muita gente vinha orar com devoção.
Nesta ermida havia uma cruz muito antiga, e muitos vinham ali para pedir a Cristo que fizesse algum milagre.
Certo dia, o eremita Haakon quis também pedir-lhe um favor. Impulsionava-o um sentimento generoso.
Ajoelhou-se diante da cruz e disse:
- Senhor, quero padecer por vós. Deixai-me ocupar o vosso lugar. Quero substituir-vos na Cruz.

E permaneceu com o olhar pendente da cruz, como quem espera uma resposta.
O Senhor abriu os lábios e falou… As suas palavras caíam do alto, sussurrantes e admoestadoras:
- Meu servo, cedo ao teu desejo, mas com uma condição.
- Qual é, Senhor?, perguntou com acento suplicante Haakon. É uma condição difícil? Estou disposto a cumpri-la com a tua ajuda!
- Escuta-me: Aconteça o que acontecer, e vejas tu o que vires, deves guardar sempre o silêncio.
Haakon respondeu:
- Prometo-o, Senhor!
E fizeram a troca sem que ninguém o percebesse. Ninguém reconheceu o eremita pendente da cruz; quanto ao Senhor, ocupava o lugar de Haakon.

Durante muito tempo, este conseguiu cumprir o seu compromisso e não disse nada a ninguém.
Certo dia, porém, chegou um rico. Depois de orar, deixou ali esquecida a sua bolsa. Haakon viu-o e calou. Também não disse nada quando um pobre, que veio duas horas mais tarde, se apropriou da bolsa do rico. E também não quando um rapaz se prostrou diante dele pouco depois para pedir-lhe a sua graça antes de empreender uma longa viagem.

Nesse momento, porém, o rico tornou a entrar em busca da bolsa.
Como não encontrasse, pensou que o rapaz se teria apropriado dela; Voltou-se para ele e interpelou com raiva:
- Dá-me a bolsa que me roubaste!
O jovem, surpreso, replicou-lhe:
- Não roubei nenhuma bolsa!
- Não mintas; devolve-me já!
- Repito que não apanhei nenhuma bolsa!
Nesse momento, porém, o rico tornou a entrar em busca da bolsa. Voltou-se para ele e interpelou novamente com raiva:
- Dá-me a bolsa que me roubaste!
O jovem, surpreso, replicou-lhe:
- Não roubei nenhuma bolsa!
- Não mintas; devolve-me já!
- Repito que não apanhei nenhuma bolsa!
O rico arremeteu furioso contra ele…

Soou então uma voz forte:
- Pára!

O rico olhou para cima e viu que a imagem lhe falava. Haakon, que não conseguiu permanecer em silêncio diante daquela injustiça, gritou-lhe, defendeu o jovem e censurou o rico pela falsa acusação.
Este ficou aniquilado e saiu da ermida. E o jovem saiu também porque tinha pressa para empreender a sua viagem.

Quando a ermida ficou vazia, Cristo dirigiu-se ao seu servo e disse-lhe:
- Desce da Cruz. Não serves para ocupar o meu lugar. Não soubeste guardar silêncio.
- Mas, Senhor, como podia eu permitir essa injustiça?

O Senhor continuou a falar-lhe:
- Tu não sabias que era conveniente para o rico perder a bolsa, pois trazia nela o preço da virgindade de uma jovem. O pobre, pelo contrário, tinha necessidade desse dinheiro; quanto ao rapaz que ia receber os golpes, as suas feridas o teriam impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal: faz uns minutos que o seu barco acaba de soçobrar e que ele se afogou. Tu também não sabias isto; mas Eu sim. E por isso me calo.

E o Senhor tornou a guardar silêncio…
Reflexão:
Muitas vezes nos perguntamos por que Deus não nos responde. Porque Deus se cala?
Muitos de nós gostaríamos que nos respondesse o que desejamos ouvir, mas Ele não o faz: responde-nos com o silêncio. Deveríamos aprender a escutar esse silêncio.
O Divino Silêncio é uma palavra destinada a convencer-nos de que Ele, sim, sabe o que faz.
Com o seu silêncio, diz-nos carinhosamente: “Confia em mim, sei o que é preciso fazer”!


De: alphaeomega.org.br

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13 junho 2012

Historinha dos 3 ducados

Era uma vez um homem como todos nós, nem melhor nem pior, um pobre pecador.

O que havia feito? Não sei. Uma falta talvez mais grave que as outras; um pecado maior que os outros, sem dúvida, quando Deus o abandonou à própria sorte. Deus, evidentemente, não faltou; foi ele que não correspondeu.

E estava sendo conduzido à forca da cidade de Toulouse. Acompanhavam-no os juízes e o carrasco, em meio a uma multidão atraída por curiosidade, para ver o que aconteceria.

Ora, exatamente nesse dia, passava por Toulouse o rei René com sua esposa, a formosa rainha Aude, que ele acabara de desposar na pátria vizinha. Passando em frente à forca, a rainha viu o condenado já empoleirado no banco, com a cabeça enlaçada pela corda. Não pôde conter um grito, e escondeu o rosto entre as mãos.

O rei deteve a todos, e fez sinal ao carrasco para que parasse. E voltando-se para os cônsules, disse:

— Senhores magistrados, a rainha vos pede, como sinal de boas vindas, que seja de vosso agrado conceder a esse homem o perdão.

Mas os cônsules responderam:
— Senhor, este homem cometeu o grande crime para o qual não há perdão. Ainda que nosso desejo seja agradar à senhora rainha, a lei exige que ele seja enforcado.
— Há portanto, no mundo, uma falta que não possa ser perdoada? Perguntou timidamente a rainha.
— Não, certamente — respondeu um conselheiro que acompanhava o rei. — Segundo o costume do país, qualquer condenado poder ser resgatado pela soma de mil ducados.
— É verdade — responderam os magistrados. — Mas onde é que esse pobre coitado encontrará tal quantia?
  O rei abriu a bolsa, e saíram de lá 800 ducados. Quanto à rainha, vasculhou a sua e só encontrou a soma de 50 ducados.
— Senhores — disse ela — não bastam para esse pobre homem 850 ducados?
— A lei exige mil ducados — repetiram os magistrados, inflexíveis.

Então, todos os senhores que compunham o séquito do rei e da rainha reuniram o que traziam consigo, para dar. Os cônsules anunciaram:
— 997 ducados. Ainda faltam 3 ducados.
— Por causa de 3 ducados esse homem será então enforcado!? — Exclamou a rainha, indignada.
— Não somos nós que exigimos — responderam os magistrados — mas ninguém pode mudar a lei.

E fizeram sinal ao carrasco.
— Parem! — gritou a rainha. — Revistai antes esse miserável. Talvez tenha consigo os 3 ducados.

O carrasco obedeceu e revistou o condenado. No bolso do pobre coitado encontraram-se 3 ducados de ouro.

Cristãos! O homem que vistes nesta história, em grande perigo de ser enforcado, sois vós, sou eu, é a humanidade pecadora.

No dia do Juízo, nada nos poderá salvar. Nem a misericórdia de Deus, nem a intercessão da Virgem, nem os méritos dos santos, se não levarmos conosco três ducados de nossas boas ações.

Fonte: Contos e lendas medievais

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24 abril 2012

O FILHO

As vezes eu recebo uns e-mail's interessantes, como este que publico abaixo.

O filho

Um homem muito rico e seu  filho  tinham grande paixão pelas artes.
Tinham de tudo em sua  coleção, desde Picasso até Rafael.      
 Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes  obras de arte.
Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra.
Foi muito valente, mas morreu na batalha, quando resgatava outro soldado.
O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente
a morte de seu único filho.
Um mês mais tarde,  alguém bateu à sua  porta.
Era um jovem com uma grande  tela em suas mãos e foi logo dizendo ao  pai: "O senhor não me conhece,  mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida; ele salvou muitas  vidas nesse dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o  peito, morrendo instantaneamente.
Ele falava muito  do  senhor e de seu amor pelas artes."
O rapaz  estendeu os braços para entregar a tela:
 "Eu  sei que não é  muito, e eu também não  sou um grande artista,  mas sei também que  seu  filho gostaria que o senhor  recebesse isto."
O pai abriu a tela. Era  um retrato de seu filho, pintado pelo jovem  soldado.
Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado havia capturado a personalidade de seu  filho na pintura.
O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu  filho, que seus próprios olhos encheram-se de lágrimas.
Ele agradeceu ao  jovem soldado, e ofereceu- se para pagar-lhe pela pintura. "Não, senhor, eu nunca  poderei pagar o que seu filho fez por mim! Essa  pintura é um presente."
O pai colocou a tela à  frente de suas grandes obras de arte, e a cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de Mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas  as suas obras de arte.
Muita gente  importante e influente chegou ao local, no dia e horário  marcados, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava o  retrato do  filho.
O leiloeiro bateu seu  martelo para dar  início ao leilão:
"Começaremos o leilão  com o  retrato "O FILHO".
 Quem oferece o primeiro  lance? Quanto oferecem  por este  quadro?"
Um grande silêncio... 
Então um grito  do fundo da sala:
"Queremos ver as  pinturas famosas!!!
  Esqueça-se desta  !!! "
O leiloeiro   insistiu: "Alguém oferece algo por essa pintura?? R$100?  R$200?..."
Mais uma vez outra voz: "Não viemos  por esta pintura, viemos por Van  Gogh, Picasso... Vamos às ofertas de verdade."
Mesmo assim o leiloeiro  continuou... 

"Quem leva O FILHO?"

Finalmente, uma voz: "Eu  dou R$10 pela pintura."

Era o velho jardineiro  da casa.
Sendo um homem muito pobre, esse era o único dinheiro que podia oferecer.

"Temos R$10! Quem dá  R$20?"  gritou o leiloeiro.
As pessoas já estavam  irritadas, não queriam a pintura do filho, queriam as que realmente eram  valiosas para  sua coleção.

Então o  leiloeiro  bateu o martelo: "Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido por  R$10!!!"

"Agora, vamos começar  com a coleção!" gritou um.

O leiloeiro soltou seu  martelo e disse:
"Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão  chegou ao final". 
"Mas, e as pinturas?“ perguntaram os interessados.

"Eu sinto muito", disse  o  leiloeiro, "quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado  no testamento  do antigo dono."
"Não seria permitido revelar esse segredo  até esse exato momento.
Somente a pintura O FILHO  seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as  suas posses, inclusive as famosas pinturas."
“ O homem que comprou  “ O  FILHO “   fica com tudo !!! “

Reflexão:

Deus entregou seu único e amado filho, para morrer por nós há 2000 anos atrás.
Assim, como o leiloeiro, a mensagem hoje é:
"Quem ama o Filho tem tudo com o Pai, e herdará suas riquezas."
Deus não mente. Ele é perfeito. Em sua palavra nos deixa os Ensinamentos e as promessas para quem o ama.


Se tiver uma história legal, mande pra mim, clicando aqui


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16 abril 2012

Seja diferente, seja santo (Lv 11,44)

Geralmente nos dias de hoje ouvimos por aí: "Não deixe que ninguém viva a sua vida", "Escolha seus próprios caminhos", "Seja livre", "Você é dono do seu própiro nariz", "Não leve desaforo pra casa".
Porém, é difícil alguém dizer: "Seja Santo", "Perdoe sempre".
Preceitos cristãos cabem em qualquer lugar, cabem em qualquer situação.
É possível sim viver de forma diferente daquela que estamos acostumados. Pois os meios de comunicação em geral não estão preocupados com os ensinamentos bíblico-cristãos.
Vivemos tão acostumados com o erro, que nem imaginamos que fomos criados por Deus e seremos mais felizes se o imitarmos.





A Águia e a Galinha

“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/a rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês – É águia. Mas eu criei-a como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de envergadura.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração e fará um dia voar às alturas.
- Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidira, fazer uma prova. O naturalista tomou a águia ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no telhado da casa. Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá em baixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
- Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
- Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se de claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais alto. Voou.... voou até confundir-se com o azul do firmamento...
E terminou clamando:
- Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galhinhas. E muito de nós ainda acho que somos efetivamente galhinhas. Mas nós somos águias. Por isso, abramos as asas e voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que jogarem aos pés para ciscar”.

James Aggrey

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