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20 setembro 2016

Revista Cosmopolitan publica testemunho de uma virgem consagrada “felizmente casada com Deus”



Por Maria Ximena Rondón

DENVER, 17 Set. 16 / 09:00 am (ACI).- Esta semana a revista Cosmopolitan, dirigida ao público feminino e que com frequência promove uma imagem frívola da sexualidade, compartilhou o testemunho de Carmen Briceno em um artigo intitulado “Estou felizmente casada com Deus: Como uma virgem consagrada”.

Uma virgem consagrada é uma mulher que opta por consagrar sua virgindade a Deus e faz um voto de castidade. Não é uma religiosa, não vive em um convento nem usa um hábito. Permanece celibatária e leva uma vida normal como qualquer pessoa: trabalha, está com a sua família e com os seus amigos, viaja e realiza diversos trabalhos apostólicos.

A publicação é o testemunho contado por Carmen. Ela começa o seu relato narrando que é filha de um diplomático, nasceu na Venezuela, mas viveu nos Estados Unidos durante quase toda a sua vida. Indicou que seu país tem uma forte tradição católica, mas que a sua família não era muito religiosa e apenas frequentava a missa aos domingos.

Quando se mudou para Virginia conheceu uma jovem cristã e “ela foi o instrumento de como queria que fosse a minha relação com Deus” porque “vi Jesus vivo nela. Pensei. Isso é o que eu desejo”.

Carmen começou a aproximar-se mais à religião católica em 2005, na Jornada Mundial da Juventude em Colônia (Alemanha), com um grupo de 20 jovens e um sacerdote. “Foi uma semana forte de oração, serviço e de encontro com o Papa. Nunca havia visto nada parecido. As pessoas falavam com amor de Deus e não tinham medo de expressá-lo”.



Foi durante a JMJ que ela sentiu o primeiro chamado à vocação. “Deus simplesmente me disse: Você dedicou o seu tempo a outros noivos, mas alguma vez pensou em mim? Por que não me dá uma oportunidade? Eu tinha que escutar. Tinha que dar uma oportunidade a Deus”.

Em seguida, voltou para os Estados Unidos e com a ajuda de um sacerdote, começou a aprofundar mais no que Deus queria para ela, começou a estudar a Bíblia e a procurar uma resposta para todas as perguntas que estavam surgindo.

“O sexo e a virgindade são presentes que você dá, não é algo que você perde. Não se trata de algo religioso; trata-se da beleza de ser humano. Relacionei melhor que a ideia de expressar o amor não se trata somente de sexo. Trata-se de querer o melhor para a outra pessoa”, assinalou Carmen.

Esta jovem considera que a virgindade é um grande presente e indicou que antes de discernir a sua vocação “queria esperar até o matrimônio, porque entendia o propósito do sexo”.

Ao princípio, sua decisão de ser uma virgem consagrada gerou uma tensão na relação dela com a família, mas depois “eles viram as mudanças que ocorriam em mim (...) viram-me profundamente apaixonada pela minha fé e assim eles começaram um processo de conversão”.

“Chamava-me a atenção a vida de uma virgem consagrada pelas suas lindas e antigas raízes, nos primeiros anos da Igreja, as mulheres faziam votos privados para pertencer completamente a Cristo e não se casar”.

“Essas eram as virgens mártires como Ágata e Lúcia que morreram por não querer casar-se com cidadãos romanos, porque já haviam feito seus votos a Deus. Viviam com suas famílias e se dedicavam a praticar obras de misericórdia em sua comunidade. Amavam tanto o Senhor que queriam entregar-se totalmente a Ele”.

Logo depois de um profundo discernimento vocacional, em 2009 Carmen tomou a decisão e fez o pedido para ser uma virgem consagrada na sua diocese. Este foi aprovado e no dia 22 de agosto deste ano, vestida de noiva e com uma aliança, se casou com Jesus Cristo. “Foi um lindo dia”, recordou.

Como virgem consagrada, Carmem leva uma vida normal. Trabalhou em uma paróquia, levou grupos de adolescentes a missões internacionais e viajou pelo mundo dando palestras a jovens.

Atualmente vive das doações que recebe em suas palestras e tem uma loja online, chamada Sacred Print, onde vende agendas decoradas com personagens católicos que ela mesma desenha.


De: acidigital.com

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09 maio 2014

Ela é consagrada, foi missionária na África e tem síndrome de Down



A Irmã Cristina dá um testemunho valente de amor à vida

Ela é a Irmã Cristina Acquistapace, tem 41 anos, em 2006 entrou na “Ordo Vorginium” (Ordem das Virgens) e, ao contrário das demais religiosas e consagradas, tem algo especial: nasceu com síndrome de Down e se tornou um testemunho valente de amor à vida.

Ela mesma contou a Roma Sette, jornal da diocese de Roma: “Sou uma simples mulher de 41 anos que acredita na vida. Tive a felicidade de que minha família não reduziu minha doença à minha pessoa, mas acreditou no maravilhoso dom de Deus. A vida é um dom e precisa ser vivida como um dom”.

Sua vida não foi fácil, como ela mesma relatou, mas isso não a impediu de dar graças a Deus pelo imenso presente de tê-la: “Vivi junto à minha família uma vida difícil, amarga, dolorosa, mas isso não nos impediu de vivê-la como um dom, aceitando as próprias limitações e explorando os talentos que o Senhor me deu”.

“Precisamos seguir adiante, apesar do cansaço. Penso no cansaço do nosso Senhor Jesus Cristo e isso me dá coragem para continuar adiante no meu caminho, tendo os olhos fixos no objetivo que quero alcançar. Enfim, a vida é uma viagem à qual todos nós somos convidados, um caminho para todos”, explicou.

Suas diferenças não a impediram de tornar realidade um dos seus maiores sonhos: ser missionária na África. Após entrar na Ordem das Virgens em 2006, quando foi consagrada pelo bispo de Como, Dom Alessandro Maggiolino, Cristina foi fazer uma experiência no Quênia, junto à sua tia religiosa, uma vivência que – como ela mesma conta – a ajudou a amadurecer na fé e em sua vocação como consagrada.

Esta experiência em Deus lhe trouxe felicidade e realização: “Sou uma mulher feliz, realizada e contente, com uma missão particular. Com isso, não quero dizer que não sofri, mas o sofrimento faz parte da vida”.

Sua consagração a renovou em todos os aspectos da sua vida, apesar da sua deficiência: “Minha vida não mudou, mas eu mudei. Meu coração e minha fé se transformaram. Meu interior mudou, mas o exterior continua igual. Mudei meu jeito de me relacionar com a vida e comecei a ver as coisas com olhos diferentes, com uma atitude diferente e com uma consciência diferente”.

Cristina também comenta que todos nós temos uma missão: “Viver a vida apesar de tudo, superando as dificuldades de cada dia. Quero viver minha vocação no interior da minha família, da minha paróquia e da sociedade”.

Seu lema de vida é inspirado em São João Paulo II, que dizia: “Tome sua vida nas mãos e faça dela uma obra-prima”. E ela completa com um lema pessoal: “Eu tropeço, mas não me rendo”.

Por ser um ponto de luz no meio da chamada “cultura da morte”, a Irmã Cristina recebeu recentemente o prêmio “Uma vida pela vida”, da Faculdade de Bioética do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma.

De: aleteia.org



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04 abril 2013

O chamado - Vocação religiosa feminina

Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus

Eu ouvi e aceitei o chamado de Cristo” é uma frase que foi repetida por vários personagens entrevistados pela equipe do Gaz+ durante a produção desta reportagem. São jovens que abandonaram uma vida cheia de escolhas para seguir uma vocação e uma vida com regras. Uma opção que de início surpreende amigos e familiares, mas que, segundo eles, é o único caminho para a felicidade.  
Ao chegar nos seminários e institutos apostólicos é fácil perceber o que encanta os jovens que estão ali. Rodeados por bosques, recantos de paz e tranquilidade, eles apontam a caridade como motivo principal para seguir a vocação. “Nós procurávamos um caminho que nos completasse e ao optarmos por servir à comunidade encontramos o que faltava na nossa vida”, conta a irmã Ilciene Aparecida dos Santos, 25, que fez os votos há um mês. “Olhamos o mundo de uma forma diferente. Para nós, o importante é servir as pessoas e transformar a vida delas em algo melhor. Levar a felicidade é o melhor trabalho que poderíamos escolher”, complementa a postulante Ana Claúdia da Costa Ferreira, de 23 anos.
Para quem quer ser padre ou freira, a missão de vida vai além dos planos tradicionais, como constituir uma família ou ter um emprego. Muitos deixaram para trás romances e perspectivas de futuro. “Eu namorava e estava para noivar quando vim para o seminário. Larguei tudo para poder ajudar a comunidade e me sentir melhor”, conta o seminarista e pós-graduado em Pedagogia, Eugênio Ludke Filho, de 25 anos.
Além do voto sagrado
É claro que a vida em reclusão social não é fácil. O rigor das tarefas e os limites impostos pela vida religiosa, como a convivência entre pessoas desconhecidas e uma agenda com horários rígidos, assustam jovens ainda confusos com a escolha. Para se ter ideia, é necessário dez anos de estudo para se formar padre. Uma trajetória iniciada em encontros vocacionais, passando pelas graduações em Filosofia e Teologia e pelo período de formação religiosa. Caminho similar traçado também pelas noviças que dividem o tempo entre períodos de convivência e autoconhecimento com a graduação universitária e serviços prestados à comunidade.
Para esses meninos e meninas, os votos de pobreza, obediência e castidade são apenas um detalhe – e não uma preocupação. Para o seminarista Anderson Leonardo dos Santos, 14, que está no primeiro ano de formação, o mais difícil é se adaptar à rotina da casa e conviver com pessoas diferentes. Já Luis Guilherme de Souza, 17, percebe a enorme diferença entre o seminário e sua casa. “Lá fora eu fazia o que queria na hora que sentia vontade. Aqui, preciso seguir regras e horários rígidos”, ressalta.
Mas nada que desanime os aspirantes a padre. “Se você tem certeza que quer isso para a sua vida, você abandona tudo em troca de algo maior. O celibato não vai ser o problema”, complementa o seminarista Claudecir de Oliveira, de 33 anos.
Já com relação à vaidade das meninas, impossível não notar a troca de roupas, sapatos e maquiagem pela saia preta, camisa branca e véu. O que para elas é um mero detalhe. “Nós passamos por um processo de desprendimento e com o tempo percebemos que essas coisas não nos fazem falta”, constata a postulante Fabiana de Jesus da Silva, de 20 anos.
Para poucos
Disciplina é essencial  
Não são muitos os jovens que decidem seguir a vocação religiosa como objetivo de vida. Mesmo entre os que optam pelo seminário, a maioria acaba desistindo durante o período de formação. De acordo com o padre Fabiano Dias Pinto, reitor do Seminário Arquidiocesano São José, cerca de 10 a 15% dos meninos que iniciam seus estudos vão até o fim. A pressão familiar, acadêmica e social é apontada como maior fator para a desistência. “O maior problema para esses meninos é a obediência. Em casa a maioria deles não têm limites e quando chegam aqui não conseguem conviver com as regras. Isso faz com que eles desistam da vida religiosa”, esclarece.
Outro motivo é o tamanho das famílias atualmente. “As famílias têm poucos filhos e os pais imaginam um caminho de prosperidade material para seus descendentes. Essa resistência acaba influenciando. Muitas meninas deixam o chamado de lado e optam por outra vida”, explica a irmã Maria Dolores Silva, responsável pela formação no Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus.

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