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13 fevereiro 2017

A dignidade humana é inviolável desde a concepção até o último suspiro, diz o Papa




VATICANO, 10 Fev. 17 / 05:00 pm (ACI).- “Em primeiro lugar está a dignidade inviolável de cada pessoa humana, desde o momento da concepção até o seu último suspiro”, afirmou o Papa Francisco na manhã de hoje, no Vaticano, durante a audiência aos participantes no encontro da Comissão Caridade e Saúde da Conferência Episcopal Italiana.

Na Sala Clementina do Palácio Apostólico do Vaticano, o Santo Padre advertiu contra a cultura do descarte, “que penaliza os mais fracos”, e pediu que se coloque no centro dos cuidados de saúde aos doentes e não os deixe em segundo plano.

O Pontífice elogiou o trabalho de muitos profissionais de saúde, “que com as suas mãos tocam todos os dias na carne de Cristo que sofre, e isso é uma grande honra e uma grande responsabilidade”.

Também se referiu aos voluntários “que, com generosidade e competência, tudo fazem para aliviar e humanizar os longos e difíceis dias de tantos doentes e idosos solitários, sobretudo os pobres e indigentes”.


O Papa indicou que vivemos em um tempo marcado por “fortes mudanças sociais e culturais e, atualmente, podemos constatar uma situação de luzes e sombras”.

Em relação às luzes, reconheceu que, “certamente, a pesquisa científica registrou avanços e estamos agradecidos pelos preciosos resultados obtidos para curar, se não mesmo derrotar, algumas patologias”.

Nesse sentido, expressou confiança de que “esse mesmo empenho seja assegurado para as doenças raras e esquecidas, às quais nem sempre é dada a devida atenção, com o risco de dar lugar a novos sofrimentos”.

Entretanto, “juntamente com as luzes existem algumas sombras que ameaçam prejudicar o sofrimento dos nossos irmãos e irmãs doentes”, advertiu.

Nesse sentido, assinalou que “o setor no qual a cultura do descarte evidencia as suas consequências dolorosas é, precisamente, o da saúde. Quando a pessoa doente não é colocada no centro e considerada na sua dignidade, geram-se atitudes que podem levar até mesmo a especular sobre as desgraças dos outros. E isto é muito grave!”.

Para prevenir que essa cultura do descarte arraste os que sofrem, pediu para “permanecer vigilantes, sobretudo quando os pacientes são idosos com uma saúde muito comprometida, se estão a sofrer de doenças graves e onerosas”.

Além disso, advertiu contra a mercantilização da atenção da saúde, “o modelo que converte o serviço de saúde em um negócio, se é adotado de forma indiscriminada, em vez de otimizar os recursos disponíveis, acaba produzindo descartes humanos. Otimizar recursos significa usá-los de forma ética e solidária e não penalizar os mais frágeis”.

“A pobreza crescente no campo da saúde entre as camadas desfavorecidas da população, devido à dificuldade de acesso aos tratamentos, não deixe ninguém indiferente e se multipliquem os esforços de todos para que os direitos dos vulneráveis sejam tutelados”, sublinhou.


De: acidigital.com

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31 outubro 2016

4 chaves para entender a viagem do Papa à Suécia segundo famoso ex-pastor luterano




ESTOCOLMO, 29 Out. 16 / 03:00 pm (ACI).- O Papa Francisco visitará a Suécia entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro por ocasião dos 500 anos da reforma protestante de Martinho Lutero, o que gerou diversas opiniões em torno do encontro ecumênico.

O Grupo ACI entrevistou o ex-pastor e fundador da igreja pentecostal mais influente da Suécia moderna e de toda Escandinávia, Ulf Ekman, que compartilhou 4 chaves para entender a viagem do Santo Padre ao país europeu, no qual apenas 1,5% da população é católica.

Ekman entrou em plena comunhão com a Igreja Católica em 2014, após estudar por dez anos o Magistério, o Catecismo, a Doutrina Social e depois de conhecer o exemplo de vida dos católicos carismáticos.

Confira a seguir as 4 chaves propostas por Ekman.

1. A visita comemora a reforma, não a celebra

“Sinto que a visita do Papa Francisco dará muitos frutos. Também acredito que sua visita à Suécia é única. Esta acontecerá por ocasião da comemoração, não da celebração, junto aos filhos deste acontecimento histórico conhecido como reforma”.

“Espero com otimismo que a reforma seja reavaliada de uma maneira mais objetiva: o que realmente aconteceu, quais são os frutos bons e os ruins. E obviamente, rezar juntos para poder crescer e esperar uma profunda unificação”, expressou Elkman.

Do mesmo modo, em recentes declarações na Sala de Imprensa do Vaticano, o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, afirmou que “no passado tivemos diversas comemorações com um tom um pouco triunfalista e polêmico das duas partes. Hoje, queremos fazer isto juntos e não fazemos somente a comemoração dos 500 anos da reforma, mas também os 50 anos do diálogo entre luteranos e católicos”.

“Este foi o primeiro diálogo bilateral que a Igreja Católica começou depois do Concílio, em 1967, e este também é um sinal de gratidão. Conseguimos redescobrir tudo o que é comum entre católicos e luteranos”, assinalou o Cardeal Koch.

2. O espírito de humildade do Papa deixará boas sementes

Ekman considerou “que o Papa Francisco está tranquilo e virá com um espírito de humildade total. É um mestre da escuta e, além disso, conhece de maneira especial os luteranos”.

O ex-pastor luterano disse também que “algumas pessoas se surpreenderão pela sua abertura, entre eles evangélicos, pentecostais, carismáticos, luteranos ou calvinistas. Acredito firmemente que a sua atitude e audácia deixará algumas boas sementes”.

3. O Papa é o indicado para incentivar o encontro e evitar controvérsias

“Também sinto que, embora haja um temor geral de que a Igreja Católica pretenda exercer domínio sobre as denominações cristãs, o Papa é a pessoa indicada para desmantelar tais temores e incentivar os irmãos separados ao encontro e à caridade entre eles”.

Do mesmo modo, assinalou Ekman, o Papa “tentará evitar os temas que possam gerar controvérsia; tudo dentro de um ambiente de caridade e consideração”.

4. Haverá um antes e um depois para a relação de ambas as igrejas

“Sem dúvida alguma existem temores, preconceitos, mas também há muito conhecimento em ambas as partes”.

Entretanto, prosseguiu Ekman, “é necessário ver os irmãos e irmãs que estão do lado oposto não com aspirações de domínio ou escutando o lado ruim que eles têm, mas ver o que temos em comum e como podemos nos aproximar e, sobretudo, como podemos caminhar juntos”.

“Há muitas questões para esta viagem que foram colocadas em cima da mesa e não podem ser evadidas. Com certeza, haverá uma mudança, um antes e um depois deste encontro”, sublinhou.


De: acidigital.com


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09 setembro 2016

Papa lista 5 obstáculos que impedem de sentir a real presença de Deus




Rádio Vaticano (RV) – “É a misericórdia que salva”. Inspirado nesta afirmação do Evangelho de Mateus, o Papa Francisco conduziu a Audiência Geral de quarta-feira (7/9) e citou a dúvida da “noite escura no coração” de João Batista, que não entendia o “estilo muito diferente” de agir de Cristo – “o instrumento concreto da misericórdia do Pai”.


“A justiça que João Batista colocava ao centro da sua pregação, em Jesus se manifesta em primeiro lugar como misericórdia. Esta passa a ser a síntese do agir de Jesus, que desta maneira torna visível e tangível o agir do próprio Deus”.

Uma mensagem muito clara também para a Igreja, afirmou o Papa:

“Deus não mandou seu Filho ao mundo para punir os pecadores tampouco para destruir os maus. A eles é feito o convite à conversão para que, vendo os sinais da bondade divina, possam reencontrar a estrada do retorno”.

Ao recordar novamente o Evangelho de Mateus, no trecho em que Jesus diz “bem-aventurado aquele que não vê em mim motivo de escândalo”, o Papa explicou que “escândalo significa obstáculo”.

“A advertência de Jesus é sempre atual: também hoje o homem constrói imagens de Deus que lhe impede de sentir a sua real presença”.

A partir desse aviso, Francisco elencou 5 destes obstáculos atuais:

1.“Alguns tecem uma fé ‘faça você mesmo’ que reduz Deus ao espaço limitado dos próprios desejos e das próprias convicções. Mas esta fé não é conversão ao Senhor que se revela, ao contrário, impede-O de provocar a nossa vida e a nossa consciência”.

2. “Outros reduzem Deus a um falso ídolo; usam seu santo nome para justificar os próprios interesses ou até mesmo o ódio e a violência”.

3. “Para outros Deus é somente um refúgio psicológico no qual estar seguro nos momentos difíceis: trata-se de uma fé dobrada em si mesma, impermeável à força do amor misericordioso de Jesus que conduz em direção aos irmãos”.

4. “Outros ainda consideram Cristo somente um bom mestre de ensinamentos éticos, um entre tantos na história”.

5. “Finalmente, há quem sufoca a fé em uma relação puramente intimista com Jesus, anulando o seu impulso missionário capaz de transformar o mundo e a história.

“Nós cristãos acreditamos no Deus de Jesus Cristo, e o seu desejo é aquele de crescer na experiência viva do seu mistério de amor”, afirmou o Papa – e concluiu:

“Tenhamos o compromisso de não colocar nenhum obstáculo ao agir misericordioso do Pai, e peçamos o dom de uma fé grande para que também nós sejamos sinais e instrumentos de misericórdia”.

De:Vatican Radio


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01 setembro 2016

Francisco: A misericórdia restabelece a dignidade humana




Rádio Vaticano – A misericórdia oferece dignidade. Este foi o tema da Audiência Geral do Papa Francisco nesta quarta-feira (31/08), na Praça São Pedro. Francisco baseou a sua reflexão a partir do testemunho da mulher “cuja fé salvou”.

“Quanta fé, quanta fé tinha esta mulher. Era considerada impura por causa das hemorragias e, por isso, excluída das liturgias, da vida conjugal, das normais relações com os demais: era uma mulher descartada pela sociedade”.

Este caso nos faz refletir sobre a maneira como a mulher é frequentemente percebida e representada na sociedade, afirmou o Papa.

“Todos devemos estar atentos, inclusive as comunidades cristãs, àquelas visões de feminilidade cheias de preconceitos e suspeitas que lesam a intangível dignidade da mulher”, alertou o Pontífice.

“Jesus admirou a fé desta mulher que todos evitavam e transformou a sua esperança em salvação. Não sabemos o seu nome, mas as poucas linhas com as quais o Evangelho descreve o seu encontro com Jesus delineiam um itinerário de fé capaz de restabelecer a verdade e a grandiosidade da dignidade de todas as pessoas” disse Francisco.

Cristo vê a mulher que se aproxima quase meio escondida. Um olhar de misericórdia e ternura que salva. “Isto significa que Jesus não somente a acolhe, mas a considera digna de tal encontro ao ponto de lhe dirigir a sua palavra e a sua atenção”.

Coragem, filha, tua fé te salvou. Um encorajamento de Cristo que ecoa ainda hoje. “Esta ‘coragem, filha” é a expressão de toda a misericórdia de Deus por aquela mulher e por todas as pessoas descartadas. Quantas vezes nos sentimos interiormente descartados pelos nossos pecados que cometemos. E o Senhor nos diz: ‘coragem, vem, para mim não és um descartado. Coragem filho, tu és um filho e uma filha’. Este é o momento da graça, do perdão, momento de inclusão na vida de Jesus, da Igreja, de misericórdia. Hoje, todos nós, grande ou pequenos pecadores, mas todos somos pecadores, o Senhor nos diz: ‘vem, coragem, não estás mais descartado, eu te abraço, eu te perdoo’. Assim é a misericórdia de Deus. Temos que ter coragem e ir até ele, pedir perdão dos nossos pecados e seguir adiante com coragem como fez esta mulher”.

Este abraço de Cristo coloca tudo às claras:

“Um descartado sempre faz algo escondido, durante toda a vida. Pensemos aos leprosos daquele tempo, ou aos sem teto de hoje, pensemos aos pecadores, a nós pecadores, sempre fazemos algo às escondidas, como se tivéssemos a necessidade de agir assim porque nos envergonhamos daquilo que somos: e Cristo nos liberta disso, e nos coloca em pé: ‘levanta, vem, em pé”.

Antes de conceder a bênção, o Papa saudou os peregrinos de língua portuguesa presentes na Praça: em particular os sacerdotes do Pontifício Colégio Pio Brasileiro em Roma, os tripulantes da Marinha do Brasil e os fiéis de Vitória.


De: Vatican Radio

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30 agosto 2016

Papa: "Cristãos na Europa perderam o contato com suas raízes"


Cidade do Vaticano (RV) – Foi publicada na manhã desta segunda-feira (29/08) a mensagem enviada pelo Papa Francisco ao Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Ele participou de um simpósio em Salonica, na Grécia, intitulado “A necessidade de re-evangelizar as comunidades cristãs na Europa”, cujo objetivo é “favorecer o confronto teológico e cultural entre católicos e ortodoxos”.


Encontro entre católicos e ortodoxos

O encontro é promovido pelo Instituto Franciscano de Espiritualidade da Universidade Pontifícia Antonianum e pela Faculdade Teológica Ortodoxa da Universidade Aristoteles de Salonica.

Em sua mensagem, o Pontífice encoraja a realização deste Simpósio porque a seu ver, existe a clara necessidade de uma nova obra de evangelização na Europa: “Muitas pessoas batizadas não são conscientes do dom de fé que receberam e não participam da vida da comunidade cristã porque perderam o contato com suas raízes cristãs”, afirma o Papa.

Novos caminhos, métodos e linguagens

Assim, Francisco diz esperar que as reflexões propostas no Simpósio, com o intercâmbio entre os estudiosos católicos e ortodoxos, contribuam para identificar novos caminhos, métodos criativos e uma linguagem apropriada para levar o anúncio de Jesus Cristo, em toda a sua beleza, ao homem contemporâneo.

A mensagem de Bartolomeu

Por sua vez, o Patriarca ecumênico Bartolomeu I também se manifestou, de Constantinopla, enviando a sua saudação aos participantes.

Para ele, a falta de valores estáveis e saudáveis e a liberdade desenfreada do homem têm conduzido a humanidade ao desespero: “Os recentes ataques terroristas são uma demonstração do afastamento das tradições cristãs por parte dos cidadãos europeus, que estão adotando novas teorias e costumes, completamente opostos à lei de Deus”.

“Incapazes de encontrar apoio espiritual, nossos irmãos se orientam para formas de religiosidade inspiradas em hostilidades e ódios que certamente não preenchem o seu vazio existencial”, prossegue Bartolomeu.

O mundo deposita esperanças no Cristianismo

O Patriarca sugere que “o amor pelo diálogo, pela resolução pacífica dos contrastes e pela reconciliação une os cristãos. O futuro pertence a Cristo, à sua Igreja e à sua teologia e por isso, devemos lutar para não desiludir as expectativas do mundo, que deposita esperanças no Cristianismo, em busca de consolo”.

Consequentemente, Bartolomeu encoraja os participantes do Simpósio, “que pode reforçar a unidade da comunhão e transmitir uma mensagem de fé, esperança e reconciliação a este mundo fragmentado”.



De: radiovaticana.va



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08 agosto 2016

“O sudário não tem algibeiras” – Papa condena apego ao dinheiro




Domingo, 7 de Agosto. Como habitualmente, ao meio dia o Papa Francisco apareceu à janela do Palácio Apostólico para recitar juntamente com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro a oração do Ângelus precedida duma reflexão em volta do Evangelho deste XIX domingo do tempo comum. Evangelho em que São Lucas nos descreve Jesus falando aos seus discípulos da atitude a assumir com vista no encontro final com Ele, Cristo. Ou seja conduzir uma vida rica de boas obras. E aconselha-os a venderem o que possuem e a dar os frutos dessa venda em esmolas; a construírem tesouros no Céu e não na terra… é um convite – frisou Francisco - a valorizar a esmola como obra de misericórdia, a não nos estribarmos em bens efémeros e terrenos, mas a usarmos tudo “segundo a lógica de Deus, a lógica da atenção aos outros, a lógica do amor. Nós podemos ser muito apegados ao dinheiro, ter muitas coisas, mas no fim não podemos levá-las connosco. Recordai-vos que o sudário não algibeiras”.

O Papa deteve-se depois sobre três parábolas através das quais Jesus aprofunda o seu ensinamento sobre o tema da vigilância : antes de mais a parábola dos servos que aguardam durante a noite o regresso do patrão: não adormecer, esperar com fé o Senhor, manter-se pronto, em atitude de serviço. Com esta parábola, disse o Papa – Jesus “perspectiva a vida como uma vigília de espera operosa, que antecede ao dia luminoso da eternidade, onde já não seremos nós a servir Deus, mas será Ele a acolher-nos no seu refeitório. É algo, todavia, que já acontece aqui na terra, no serviço aos outros e na Eucaristia, “onde somos nutridos com a sua Palavra e seu Corpo ”.

A segunda parábola está relacionada com a vinda imprevisível do ladrão. Jesus exorta a estar sempre prontos, porque quando menos esperamos, vem o Filho de Deus. O discípulo é aquele que espera o Senhor e o seu Reino.

E tudo é ulteriormente esclarecido na terceira parábola que fala de dois tipos de administradores. Um que na ausência do patrão, faz tudo correctamente e outro que, pelo contrário, abusa do poder, maltrata os servos e, por conseguinte será punido pelo patrão. O Papa disse que isto é comparável a frequentes situações dos nossos dias: “tantas injustiças, violências e maldades quotidianas nascem da ideia de nos comportarmos como patrões da vida dos outros. Temos um só patrão o qual nem gosta de fazer-se chamar “patrão”, mas sim “Pai”. Nós todos somos servos, pecadores e filhos: Ele é o único Pai.”

E o Papa não fica por aí:

“Jesus recorda-nos hoje que a espera das beatitudes eternas não nos dispensa do empenho em tornar mais justo e habitável este mundo. Aliás, precisamente esta nossa esperança de possuir o Reino da eternidade nos leva a agir de modo a melhorar as condições de vida terrena, especialmente dos irmãos mais fracos”

“Que a Virgem Maria nos ajude a ser pessoas e comunidades não achatadas sobre o presente, ou, pior ainda nostálgicas do passado, mas projectadas em direcção o futuro de Deus, em direcção ao encontro com Ele, nossa vida e nossa esperança”.

Depois da oração mariana do Ângelus, o Papa recordou mais uma vez a situação de guerra na Síria com estas palavras:

“Caros irmãs e irmãs, infelizmente, da Síria continuam a chegar notícias de vítimas civis da guerra, de modo particular em Alepo. É inaceitável que tantas pessoas inermes – mesmo tantas crianças – tenham de pagar o preço do conflito, o preço do fechamento de corações e da falta de vontade de paz dos potentes. Estamos próximos com a oração e a solidariedade aos irmãos e às irmãs sírios, e os confiamos à materna protecção da Virgem Maria. Rezemos todos um pouco em silêncio e depois a Ave Maria…”

Depois o Papa saudou os romanos e peregrinos de vários países, de modo particular adolescentes e jovens de várias partes da Itália, vindos a Roma em serviço de voluntario em centros de acolhimento e um grupo de jovens de Fasta, vindos da Argentina, que logo reagiram… e o Papa disse amigavelmente que esses argentinos fazem barulho por todo o lado…

E terminou pedindo orações e despedindo-se até à próxima…

De: Vatican Radio

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05 agosto 2016

Papa: "Pregação só é crível quando há testemunho e caridade"




Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta quinta-feira (04/08), no Vaticano, o Papa recebeu os participantes do Capítulo geral da Ordem dos Dominicanos.


O grupo de 70 frades, encabeçados pelo Mestre, Frei Bruno Cadoré, está reunido desde 17 de julho em Bolonha, neste ano em que se comemoram 8 séculos da confirmação da Ordem dos Pregadores pelo Papa Honório III.

Pregação, testemunho e caridade: estas três palavras são os alicerces que garantem o futuro da Ordem, segundo o Papa.

Em seu discurso, proferido em espanhol, lembrou que São Domingos, Pai Fundador, dizia: ‘Primeiro contemplar e depois ensinar’, pois “a pregação não tocará jamais o coração das pessoas se não houver uma forte união com Deus, em sua raiz”.

“Transmitir eficientemente a Palavra de Deus requer testemunho. O testemunho encarna o ensinamento, o faz tangível, acrescenta à verdade a alegria do Evangelho, de saber que somos amados por Deus e objeto de sua infinita misericórdia”
.

Vivenciar o testemunho


Explicando o conceito, Francisco afirmou que “os fiéis não necessitam apenas receber a Palavra em sua integridade, mas também experimentar o testemunho de vida de quem a prega”.

Por último, o Papa frisou que o pregador e o testemunho são condicionados à caridade: “Olhando hoje ao nosso redor, constatamos que o homem e a mulher dos nossos dias estão sedentos de Deus. Eles são a carne viva de Cristo, que grita «tenho sede» de palavras autênticas e libertadoras, de gestos fraternos e de ternura. Este grito nos interpela e deve ser o cerne da missão e da vida de nossas estruturas e programas pastorais”.
Verdade anunciada por amor e misericórdia


Neste sentido, Francisco terminou pedindo que os dominicanos pensem nisso ao programar o organograma da Ordem, discernindo sobre a resposta a este grito de Deus: “Quanto mais tentarmos saciar a sede do próximo, mais seremos pregadores da verdade a verdade anunciada por amor e misericórdia”.

DE:
Vatican Radio

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22 julho 2016

Papa: "a misericórdia não é uma palavra abstrata, mas um estilo de vida"




Quantas vezes, durante estes primeiros meses do Jubileu, ouvimos falar das obras de misericórdia! Hoje o Senhor convida-nos a fazer um sério exame de consciência. Efetivamente, é bom nunca esquecer que a misericórdia não é uma palavra abstrata, mas um estilo de vida: uma pessoa pode ser misericordiosa ou não misericordiosa, é um estilo de vida. Prefiro viver como misericordioso ou como não misericordioso. Uma coisa é falar de misericórdia, e outra é viver a misericórdia. Parafraseando as palavras do apóstolo são Tiago (cf. 2, 14-17), poderíamos dizer: Sem obras, a misericórdia está morta em si mesma. É exatamente assim! O que torna viva a misericórdia é o seu dinamismo constante, para ir ao encontro das carências e necessidades de quantos vivem em dificuldades espirituais e materiais. A misericórdia tem olhos para ver, ouvidos para escutar, mãos para levantar...

A vida quotidiana permite-nos tocar com a mão tantas solicitações que dizem respeito às pessoas mais pobres e mais provadas. De nós é exigida aquela atenção particular que nos leva a dar-nos conta das condições de sofrimento e necessidade em que se encontram numerosos nossos irmãos e irmãs. Às vezes passamos diante de situações de pobreza dramática, e parece que elas não nos comovem; tudo continua como se nada fosse, numa indiferença que no final nos torna hipócritas e, sem nos darmos conta, acaba numa forma de letargia espiritual, que torna o espírito insensível e a vida estéril. As pessoas que passam, que vão em frente na vida sem se aperceberem das necessidades de outrem, sem verem as numerosas necessidades espirituais e materiais, são indivíduos que passam sem viver, são pessoas que não servem ao próximo. Recordai-vos bem: quem não vive para servir, não serve para viver.

Quantos são os aspetos da misericórdia de Deus para connosco! Da mesma maneira, quantas pessoas nos pedem misericórdia. Quem experimentou na própria vida a misericórdia do Pai não pode permanecer insensível diante das necessidades dos irmãos. O ensinamento de Jesus que ouvimos não nos permite vias de fuga: Eu tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, estava nu, era forasteiro, estava doente e assististes-me (cf. Mt 25, 35-36). Não nos podemos esquivar diante de uma pessoa que sente fome: é preciso dar-lhe de comer. É isto que Jesus nos pede! As obras de misericórdia não são temas teóricos, mas testemunhos concretos. Obrigam-nos a arregaçar as mangas para aliviar o sofrimento.

Por causa das mudanças do nosso mundo globalizado, multiplicaram-se algumas formas de pobreza material e espiritual: portanto, demos espaço à fantasia da caridade para identificar novas modalidades de ajuda. Deste modo, o caminho da misericórdia tornar-se-á cada vez mais concreto. Por conseguinte, exige-se que permaneçamos vigilantes como sentinelas, a fim de que não aconteça que, perante as formas de pobreza produzidas pela cultura do bem-estar, o olhar dos cristãos se debilite a ponto de se tornar incapaz de visar o essencial. Visar o essencial! Que significa? Olhar para Jesus, fitar Jesus no faminto, no encarcerado, no enfermo, na pessoa nua, em quantos não têm um trabalho e devem e são responsáveis por uma família. Fitar Jesus nestes nossos irmãos e irmãs; ver Jesus em quantos estão sozinhos, tristes, em quem erra e tem necessidade de conselhos, naquele que precisa de percorrer o caminho com Ele, em silêncio, para se sentir em companhia. São estas as obras que Jesus nos pede! Ver Jesus neles, nestas pessoas. Porquê? Porque é assim que Jesus me vê, é assim que Ele vê todos nós!

Agora, passemos para outro assunto.

Nos dias passados, o Senhor concedeu-me visitar a Arménia, a primeira nação que abraçou o cristianismo, no início do século IV. Um povo que, durante a sua longa história, testemunhou a fé cristã mediante o martírio. Dou graças a Deus por esta viagem e estou profundamente grato ao Presidente da República Arménia, ao Catholicos Karekin II, ao Patriarca e aos Bispos católicos, bem como a todo o povo arménio, por me terem recebido como peregrino de fraternidade e de paz.

Daqui a três meses, se Deus quiser, realizarei mais uma viagem, irei à Geórgia e ao Azerbaijão, outros dois países da região caucásica. Aceitei o convite para visitar aqueles países, por dois motivos: por um lado, para valorizar as antigas raízes cristãs presentes naquelas terras — sempre em espírito de diálogo com as demais religiões e culturas — e, por outro, para encorajar esperanças e caminhos de paz. A história ensina-nos que a vereda da paz exige uma grande tenacidade e passos contínuos, a começar pelos pequenos, levando-os a aumentar gradualmente, indo uns ao encontro dos outros. Precisamente por esta razão, formulo votos a fim de que todos e cada um ofereçam a própria contribuição para a paz e a reconciliação.

Como cristãos, somos chamados a fortalecer a comunhão fraterna entre nós, para dar testemunho do Evangelho de Cristo e para ser fermento de uma sociedade mais justa e solidária. Por isso, a visita inteira foi compartilhada com o Supremo Patriarca da Igreja Apostólica da Arménia, que fraternalmente me hospedou durante três dias na sua casa.

Renovo o meu abraço aos Bispos, aos sacerdotes, às religiosas, aos religiosos e a todos os fiéis na Arménia. A Virgem Maria, nossa Mãe, os ajude a permanecer firmes na fé, abertos ao encontro e generosos nas obras de misericórdia. Obrigado!

Saudações


Queridos amigos de língua portuguesa, que hoje tomais parte nesta Audiência: sede bem-vindos! A todos saúdo, especialmente aos professores e alunos de Guimarães e de Viseu, encorajando-vos a nunca vos cansardes de servir as pessoas necessitadas, como verdadeiras testemunhas da Misericórdia no mundo. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção do Senhor!

Por fim, dirijo a minha saudação aos jovens, aos enfermos e aos recém-casados. Hoje celebramos a memória dos primeiros mártires da Igreja de Roma e rezamos por quantos ainda no presente pagam o caro preço da sua pertença à Igreja de Cristo. Amados jovens, a fé tenha espaço e dê sentido à vossa vida; estimados doentes, oferecei o vosso sofrimento para que quantos vivem afastados encontrem o amor de Cristo; diletos recém-casados, sede educadores de vida e modelos de fé para os vossos filhos.

De: vatican.va

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04 julho 2016

Papa : Abandonem "qualquer motivo de vanglória pessoal, carreirismo ou fama de poder"


Angelus: livrar-se da fama de poder para anunciar Cristo com coragem


Cidade do Vaticano (RV) – Milhares de fiéis se reuniram sob o forte sol romano na Praça S. Pedro para rezar com o Papa Francisco a oração mariana do Angelus.



Em sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho deste domingo, extraído do décimo capítulo de Lucas, que narra a necessidade de pedir a Deus operários para a sua colheita.

Os “operários” de que fala Jesus são os missionários do Reino de Deus, explicou o Papa. E sua tarefa é anunciar uma mensagem de salvação dirigida a todos, dizendo: “O Reino de Deus está próximo. De fato, acrescentou, Jesus “aproximou” Deus de nós; em Jesus, Deus reina em meio a nós, o seu amor misericordioso vence o pecado e a miséria humana.

A missão dos operários: construir e não destruir

Esta é a Boa Nova que os “operários” devem levar a todos: uma mensagem de esperança e consolação, de paz e de caridade. O Reino de Deus, prosseguiu o Papa, se constrói dia após dia, e oferece já sobre esta terra os seus frutos de conversão, de purificação, de amor e de consolação entre os homens. “É belo! Construir dia após dia este Reino de Deus. Não destruir, construir”, improvisou Francisco.

O Pontífice falou ainda com qual espírito o discípulo de Jesus deve desempenhar esta missão. Antes de tudo, consciente da realidade difícil e, às vezes, hostil que o aguarda. Com efeito, Jesus diz: “Eu os envio como cordeiros entre lobos”. “Jesus foi muito claro”, disse o Papa. “A hostilidade está na base das perseguições contra os cristãos.” Por isso, acrescentou, o operário do Evangelho se esforçará em ser livre de condicionamentos humanos de todo gênero, confiando somente na potência da Cruz de Cristo. “Isso significa abandonar qualquer motivo de vanglória pessoal, carreirismo ou fama de poder e fazer-se humildemente instrumentos da salvação.”

Alegria e coragem

“A missão do cristão no mundo é maravilhosa e destinada a todos, é uma missão de serviço, ninguém está excluído; essa requer muita generosidade e, sobretudo, o olhar e o coração dirigidos ao alto, para invocar a ajuda do Senhor.”

Para o Pontífice, há tanta necessidade de cristãos que testemunhem com alegria o Evangelho na vida de todos os dias. Pois assim regressaram os discípulos: repletos de alegria. E o Papa fez seu agradecimento aos inúmeros homens e mulheres que cotidianamente anunciam o Evangelho: sacerdotes, "párocos bons que todos nós conhecemos", missionários e missionárias. Francisco então se dirigiu à multidão e perguntou: “Quantos de vocês, jovens que estão nesta Praça, sentem o chamado do Senhor a segui-Lo? Não tenham medo! Sejam corajosos e levem aos outros esta chama do zelo apostólico que nos foi dada por esses discípulos exemplares”.

O Papa concluiu pedindo ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora, que jamais falte à Igreja corações generosos, que trabalhem para levar a todos o amor e a ternura do Pai celeste.

De:  Vatican Radio



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27 junho 2016

Papa Francisco propõe 3 pilares sobre os quais edificar a vida de todo cristão



Gyumri, 25 Jun. 16 / 10:00 am (ACI).- Na homilia que pronunciou na praça Vartanants na cidade de Gyumri, na Armênia, o Papa Francisco perguntou aos fiéis: “Que nos convida o Senhor a construir hoje na vida?”. Ele, então, propôs 3 pilares sobre os quais edificar e reconstruir a vida cristã.


Memória
Francisco explicou que “graça que devemos pedir é a de saber recuperar a memória, a memória daquilo que o Senhor realizou em nós e por nós: trazer à mente que Ele, como diz o Evangelho de hoje, não nos esqueceu, mas ‘recordou-Se’ de nós: escolheu-nos, amou-nos, chamou-nos e perdoou-nos”.

Mas, “há também outra memória a salvaguardar: a memória do povo”; e ao povo armênio “Ele não vos deixou sozinhos”. “Mesmo no meio de adversidades tremendas, poderemos dizer, com o Evangelho de hoje, que o Senhor visitou o vosso povo: recordou-Se da vossa fidelidade ao Evangelho, das primícias da vossa fé, de todos aqueles que testemunharam, mesmo à custa do sangue, que o amor de Deus vale mais que a vida”, assinalou.



O Pontífice sublinhou que “a fé constitui também a esperança para o vosso futuro, a luz no caminho da vida”. “Há sempre um perigo que pode fazer esmorecer a luz da fé: é a tentação de reduzi-la a algo do passado, algo importante mas próprio de outros tempos, como se a fé fosse um belo livro de miniaturas que se deve conservar em um museu”.

“Mas ela, se for encerrada nos arquivos da história, perde a sua força transformadora, a sua vivacidade, a sua abertura positiva aos outros. Ao contrário, a fé nasce e renasce do encontro vivificante com Jesus, da experiência da sua misericórdia que ilumina todas as situações da vida. Far-nos-á bem reavivar cada dia este encontro vivo com o Senhor”.

Aos jovens, pediu que, se Jesus chama “a segui-Lo mais de perto, a entregar a vida a Ele e aos irmãos”, “não tenhais medo, dizei-Lhe ‘sim’”.

“Ele nos conhece, ama-nos de verdade, e deseja libertar o coração dos fardos do medo e do orgulho. Abrindo espaço a Ele, tornamo-nos capazes de irradiar amor. Desta forma, podereis dar continuidade à vossa grande história de evangelização, de que a Igreja e o mundo precisam nestes tempos conturbados, mas que são também os tempos da misericórdia”.


Amor misericordioso
“É sobre esta rocha, a rocha do amor recebido de Deus e oferecido ao próximo, que se baseia a vida do discípulo de Jesus”, explicou o Pontífice. Por isso, “é vivendo a caridade que rejuvenesce e se torna atraente o rosto da Igreja”.

“O amor concreto é o cartão-de-visita do cristão: outras maneiras de se apresentar podem ser enganadoras e até inúteis, pois todos saberão que somos seus discípulos por isto: se nos amarmos uns aos outros”, disse na homilia.

Francisco assegurou que “chamados, antes de mais nada, a construir e reconstruir incansavelmente vias de comunhão, a edificar pontes de união e a superar as barreiras de separação”. “Que os crentes deem sempre o exemplo, colaborando entre si no respeito recíproco e no diálogo, sabendo que ‘a única competição possível entre os discípulos do Senhor é a de verificar quem é capaz de oferecer o amor maior’”, pediu aos fiéis armênios.

Por outro lado, o Santo Padre recordou que “há necessidade de cristãos que não se deixem abater pelas fadigas nem desanimem com as adversidades, mas estejam disponíveis e abertos, prontos a servir”.

Além disso, “há necessidade de homens de boa vontade que efetivamente, e não apenas em palavras, ajudem os irmãos e as irmãs em dificuldade; há necessidade de sociedades mais justas, onde cada um possa gozar de vida digna a começar por um trabalho justamente remunerado”.

De: acidigital.com


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23 junho 2016

Papa: tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo




Quarta-feira, 22 de junho – na audiência geral na Praça de S. Pedro o Papa Francisco afirmou na sua catequese que tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo. O Santo Padre sublinhou que tocar o pobre pode purificar da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.

Evangelho de S. Lucas, capítulo 5 – é deste endereço bíblico que Francisco parte para uma catequese plena de intensidade humana: um leproso dirige-se a Jesus e pede para ser purificado. Este homem vivia excluído – disse o Papa – mas não se resignava com a sua doença, nem com as normas sociais que faziam dele um excluído. Ele devia manter-se separado e longe de todos.

No entanto, este homem viola aquelas normas – observou o Santo Padre – entra na cidade e aproxima-se de Jesus. Na sua súplica, o leproso mostra-se certo de que Jesus tem poder para curá-lo; tudo depende da vontade d’Ele. “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!” – esta é a súplica do leproso. Jesus toca-o e diz-lhe: “Quero, fica purificado!”

“A súplica do leproso mostra que quando nos apresentamos a Jesus não é necessário fazer longos discursos. Bastam poucas palavras, acompanhadas da plena confiança na sua omnipotência e na sua bondade. Confiarmo-nos à vontade de Deus significa, com efeito, submetermo-nos à sua infinita misericórdia.”

Neste momento da catequese o Papa Francisco cometeu uma pequena inconfidência e disse que, ele próprio, todas as noites, faz esta pequena oração: “Senhor se quiseres, podes purificar-me”, acompanhada por cinco Pai-Nossos por cada uma das chagas de Jesus.

Nesta passagem do Evangelho Jesus fica bastante impressionado com este leproso – assinalou o Santo Padre que referiu ainda que o texto de S. Marcos sublinha que Jesus “teve compaixão, estendeu-lhe a mão e tocou-o”. O gesto de Jesus vai contra as disposições da Lei de Moisés que proibia a aproximação aos leprosos. Mas o Senhor toca aquele leproso – disse Francisco que se interrogou se os cristãos, quando encontram um pobre e dão esmola, lhe tocam a mão:

“Quantas vezes encontramos um pobre que se aproxima de nós. Podemos até ser generosos, podemos até ter compaixão, mas habitualmente não o tocamos. Oferecemos-lhe a moeda, mas evitamos tocar-lhe a mão. E esquecemo-nos de que aquele é o corpo de Cristo! Jesus ensina-nos a não ter medo de tocar o pobre e o excluído, porque naquela pessoa está Ele próprio. Tocar o pobre pode purificar-nos da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.”

O Santo Padre referiu ainda na sua catequese o facto de junto de si nesta audiência estarem refugiados africanos. “São nossos irmãos” – disse o Papa assinalando os valores do acolhimento e da inclusão.

Nas saudações aos fiéis presentes na Praça de S. Pedro, o Santo Padre dirigiu-se também aos peregrinos de língua portuguesa:

“Queridos amigos de língua portuguesa, que hoje tomais parte neste Encontro, obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! A todos saúdo, especialmente aos membros da Comunidade brasileira Doce Mãe de Deus e ao grupo de Escuteiros de Leiria, encorajo-vos a apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção do Senhor!”

O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!

De: Vatican Radio

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21 junho 2016

Papa: a cruz não é ornamental ou ideológica, mas do próprio dever




Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco conduziu a oração mariana do Angelus, deste domingo (19/06), com os fiéis e peregrinos provenientes de várias partes do mundo que se reuniram na Praça São Pedro.



“O Evangelho deste domingo nos convida mais uma vez a nos colocar face a face com Jesus. Um dos raros momentos tranquilos, em que se encontra sozinho com os seus discípulos, Ele lhes pergunta: «Que sou eu, no dizer das multidões?» E eles respondem: ‘João Batista; outros dizem Elias; outros, porém, um dos antigos profetas que ressuscitou’.”

“As pessoas estimavam Jesus e o consideravam um grande profeta, mas ainda não estavam conscientes de sua identidade verdadeira, ou seja, que Ele fosse o Messias, o Filho de Deus enviado pelo Pai para a salvação de todos”, frisou o Pontífice.

“Jesus, então, fala diretamente aos Apóstolos, porque é isso que lhe interessa mais, e pergunta: ‘E vocês, quem dizem que eu sou?’ Imediatamente, em nome de todos, Pedro respondeu: ‘O Cristo de Deus’, ou seja, o Messias, o Consagrado de Deus, enviado por Ele para salvar o seu povo, segundo a Aliança e a promessa.”

“Jesus percebe que os Doze, em particular Pedro, receberam do Pai o dom da fé; e por isso começa a falar com eles abertamente, assim diz o Evangelho, abertamente sobre o que acontecerá em Jerusalém: ‘O Filho do Homem, disse, deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e escribas, ser morto e ressuscitar no terceiro dia’”.

“Aquelas perguntas são repropostas hoje a cada um de nós”, disse o Papa.

“Quem é Jesus para as pessoas do nosso tempo? Mas a outra é mais importante: Quem é Jesus para cada um de nós? Somos chamados a fazer da resposta de Pedro a nossa resposta, professando com alegria que Jesus é o Filho de Deus, a Palavra eterna do Pai que se fez homem para redimir a humanidade, derramando sobre ela a misericórdia divina em abundância. O mundo precisa muito de Cristo, de sua salvação, de seu amor misericordioso. Muitas pessoas sentem um vazio em torno de si e dentro de si; talvez, algumas vezes, nós também; outras vivem inquietas e na insegurança por causa da precariedade e dos conflitos. Todos precisamos de respostas adequadas às nossas profundas perguntas concretas.”

“Em Cristo, somente Nele”, sublinhou Francisco, “é possível encontrar a paz verdadeira e o cumprimento de toda aspiração humana. Jesus conhece muito bem o coração do ser humano. Por isso, Ele pode curá-lo, doar-lhe vida e consolo”.

Depois de concluir o diálogo com os Apóstolos, Jesus se dirige a todos dizendo: ‘Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me’.

“Não se trata de uma cruz ornamental, ou uma cruz ideológica, mas é a cruz da vida, é a cruz do próprio dever, a cruz do sacrificar-se pelos outros com amor, pelos pais, pelos filhos, pela família, pelos amigos, e também pelos inimigos, a cruz da disponibilidade de ser solidários com os pobres, de se comprometer com a justiça e a paz. Ao assumir estes comportamentos, estas cruzes, sempre se perde alguma coisa. Nunca devemos nos esquecer que ‘quem perderá a sua vida por Cristo, a salvará’. É um perder, para ganhar.”

O Papa convidou a recordar “os nossos irmãos que ainda hoje colocam em prática estas palavras de Jesus, oferecendo o seu tempo, o seu trabalho, o seu esforço e até mesmo a própria vida para não renegar a sua fé em Cristo”.

“Jesus, mediante o seu Santo Espírito, nos dá a força para ir adiante no caminho da fé e do testemunho: realizar aquilo em que acreditamos; não dizer uma coisa e fazer outra. Neste caminho sempre está conosco e nos precede Nossa Senhora. Deixemos que ela pegue a nossa mão, quando atravessamos os momentos mais sombrios e difíceis”, concluiu o Papa. (MJ)


De: Vatican Radio

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16 junho 2016

Papa: Com Jesus, passamos de mendigos a discípulos




Cidade do Vaticano (RV) – A Praça S. Pedro ficou lotada nesta quarta-feira (15/06) para a Audiência Geral com o Papa Francisco.


Antes de se dirigir à multidão, o Pontífice a saudou a bordo do seu papamóvel, recebendo e retribuindo o carinho dos peregrinos. O tema de sua catequese foi a cura do cego de Jericó, “um episódio que nos toca diretamente”, afirmou o Papa.

Naqueles tempos – mas até pouco tempo atrás – um cego só podia viver de esmolas. “A figura deste cego representa tantas pessoas que, também hoje, se encontram marginalizadas por causa de um problema físico e ou de outro gênero”, acrescentou Francisco. Na beira da estrada, o cego é apartado e reprovado pela multidão, porque clama por Jesus. “Não sentem compaixão por ele; pelo contrário, se sentem incomodados com seus gritos.

Indiferença e hostilidade

“Quantas vezes vemos nas ruas pessoas doentes, sem comida... e nos sentimos incomodados. Vemos refugiados e isso nos incomoda. É uma tentação que tomos temos, até eu. E por vezes, a indiferença e a hostilidade se transformam em agressão e insulto... ‘Mandem embora essa gente’...” A indiferença e a hostilidade tornam cegos e surdos, impedem de ver os irmãos e não permitem reconhecer neles o Senhor”, completou o Papa.

Mas sem se deixar intimidar, o cego clama várias vezes, reconhecendo Jesus como Filho de Davi, o Messias aguardado. Diferentemente da multidão, este cego vê com os olhos da fé. Graças a ela, a sua súplica tem uma eficácia poderosa. Jesus então tira o cego da margem da estrada e o coloca no centro da atenção dos seus discípulos e da multidão. “Pensemos em nossas situações ruins, de pecado: Jesus segura a nossa mão e nos conduz ao caminho da salvação”.

O excluído no centro

Deste modo, obriga todos a se conscientizarem de que a boa nova implica colocar no centro do próprio caminho quem está excluído. “A passagem do Senhor é um encontro de misericórdia que reúne todos em volta Dele para permitir reconhecer quem necessita de ajuda e de consolação”, disse ainda o Papa.

Quando Jesus passa, há libertação e salvação

“É a ‘passagem’ da páscoa, o início da libertação: quando Jesus passa sempre há libertação, sempre há salvação! Também em nossa vida Jesus passa e quando percebemos, é um convite a sermos melhores, a segui-Lo”, improvisou ainda.

Como um servo humilde, Jesus pergunta o que o cego deseja. Este por sua vez responde chamando-o não mais de “Filho de Davi”, mas “Senhor” e pedindo para recuperar a visão. O seu desejo é atendido com essas palavras: “Vê; a tua fé te salvou”.

De mendigo a discípulo

Graças à fé, o cego recupera a visão e, sobretudo, se sente amado por Jesus. Por isso, decide segui-Lo, se faz discípulo. “De mendigo a discípulo. Todos nós somos mendicantes, passamos de mendigos a discípulos”. Quem queriam calar, agora testemunha em alta voz o seu encontro com Jesus de Nazaré. Verifica-se então um segundo milagre: a cura do cego permite que também a multidão veja além das aparências. “Assim Jesus derrama a sua misericórdia sobre todos os que encontra: os chama, os reúne, os cura e os ilumina, criando um novo povo que celebra as maravilhas do seu amor misericordioso. Mas deixemos que Jesus nos cure, nos perdoe e sigamo-Lo”, concluiu o Papa.

De: Vatican Radio


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08 junho 2016

Na audiência, o Papa explica o 'primeiro milagre de Jesus'









Cidade do Vaticano (RV) – Cerca de 20 mil pessoas participaram da Audiência geral do Papa Francisco, no Vaticano.

Logo no início do encontro, o Pontífice convidou alguns meninos a subir no papamóvel para a tradicional volta na Praça São Pedro.

Saudando os fiéis e peregrinos, Francisco cumprimentou de modo especial um grupo de casais que completa 50 anos de casamento, dizendo-lhes que “são um testemunho exemplar para os jovens”.

“Vocês são o vinho bom da família!”, exclamou.
.Os sinais eloquentes da glória de Jesus


Depois de ter comentado, nas últimas audiências, algumas parábolas sobre a misericórdia na Bíblia, nesta quarta-feira (08/06), Papa Francisco dedicou sua catequese ao primeiro milagre de Jesus, o primeiro dos ‘sinais’ prodigiosos da Sua glória.

Narra o Evangelista João que Jesus estava com seus discípulos em um casamento em Caná da Galileia. Naquela ocasião, Ele se manifesta como o esposo do povo de Deus e nos revela a profundidade da relação que nos une a Ele: a Aliança do amor.
A Igreja, família de Deus, que doa amor a todos



“A vida cristã – acrescentou Francisco – é a resposta a este amor, é como a estória de dois apaixonados, Deus e o homem, que se encontram, se celebram e se amam, exatamente como o amado e a amada do Cântico dos Cânticos, no Antigo Testamento. A Igreja é a família de Jesus, é aonde ele deposita o seu amor; o amor que a Igreja custodia e quer doar a todos”.

No banquete nupcial de Caná, Maria observou que faltava o vinho, sem o qual, a festa não teria alegria nem abundância

Casamento com chá seria 'uma vergonha'



“Imaginem – disse o Papa, improvisando – se a festa terminasse com um chá. Seria uma vergonha... O vinho era necessário”.

Jesus, transformando em vinho a água das ânforas, que era utilizada ‘para a purificação dos judeus’, realiza outro sinal eloquente: transforma a Lei de Moisés em Evangelho, portador da alegria.
Obedecer e servir o Senhor



O Papa ressaltou também a frase de Maria aos servidores: “Façam tudo o que Ele lhes disser”. Segundo o Pontífice, estas últimas palavras contidas no Evangelho representam a herança que Ele deixa a todos nós. E de fato, quando Jesus disse “Encham as ânforas de água e levem-nas ao encarregado da festa”, todos o obedecem.

“Servir o Senhor significa ouvir e colocar em prática a sua Palavra. A recomendação simples, mas essencial da Mãe de Jesus, é o programa de vida do cristão. Para cada um de nós, beber daquela ânfora equivale a confiar-se a Deus e experimentar a sua eficácia na vida”.
Há sempre o vinho bom para a salvação


Completando, o Papa disse que assim como naquela ocasião Jesus guardou o vinho bom para o fim do banquete, o Senhor continua a reservar o vinho bom para a nossa salvação.

“As Núpcias de Caná são muito mais do que o simples relato do primeiro milagre de Jesus. Em Caná, Jesus une os seus discípulos a si com uma Aliança, nova e definitiva; eles se tornam a sua família e ali nasce a fé da Igreja. Todos nós estamos convidados para aquelas Núpcias, porque o vinho novo nunca falta!”, conclui Francisco.


De: radiovaticana.va




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03 junho 2016

Papa: "Sacerdote é pastor, não inspetor do rebanho"


Cidade do Vaticano (RV) – Após meditar em três basílicas papais de Roma na quinta-feira, o Papa Francisco presidiu a missa do Jubileu dos Sacerdotes na Praça São Pedro na manhã desta sexta-feira, (03/06).

No dia em que se celebra o Sagrado Coração de Jesus, o Papa iniciou sua homilia convidando a uma reflexão sobre o coração da vida, centro da pessoa e mais precisamente, dois corações: o Coração do Bom Pastor e o coração de pastores.

“O Coração do Bom Pastor é a própria misericórdia, revela que o seu amor não tem limites, não se cansa nem se arrende jamais. É um Coração que está inclinado para nós, concentrado especialmente sobre quem está mais distante; aponta a agulha da sua bússola para essa pessoa, por quem revela um amor particular”.

Pensando nisso, Francisco sugeriu aos sacerdotes a seguinte questão: “Para onde está orientado o meu coração? Qual é o tesouro que procura?”.


Olhar em Deus e nos irmãos


O Pontífice explicou que os tesouros insubstituíveis do Coração de Jesus são dois: o Pai e nós. Do mesmo modo, o coração do sacerdote não olha para si mesmo, mas está fixo em Deus e nos irmãos:

“Já não é ‘um coração dançarino’, que se deixa atrair pela sugestão do momento ou que corre daqui para ali à procura de consensos e pequenas satisfações; ao contrário, é um coração firme no Senhor, conquistado pelo Espírito Santo, aberto e disponível aos irmãos”.

Outra proposta do Papa aos sacerdotes foi a de treinar as três ações contidas nas Leituras de hoje: procurar, incluir e alegrar-se. Procurar


Assim como o profeta Ezequiel lembrou-nos que Deus em pessoa procura as suas ovelhas, sem se deixar atemorizar pelos riscos; o coração do padre, depois que as encontra, se esquece do cansaço e carrega-as aos ombros, cheio de alegria.

Não vive fazendo a contabilidade do que tem e das horas de serviço: não é um contabilista do espírito; é um pastor, não um inspetor do rebanho; dedica-se à missão, não a cinquenta ou sessenta por cento, mas com todo o seu ser. É obstinado no bem e como todo o bom cristão, está sempre em saída de si mesmo.
Incluir


Cristo ama e conhece as suas ovelhas, dá a vida por elas e nenhuma Lhe é desconhecida. E assim é também o sacerdote de Cristo: inclui e, quando tem que corrigir, é sempre para aproximar; não despreza ninguém, está pronto a sujar as mãos por todos.

Não espera os cumprimentos e elogios dos outros, mas é o primeiro a dar uma mão, rejeitando as murmurações, os juízos e os venenos. Com paciência, escuta os problemas e acompanha os passos das pessoas, concedendo o perdão divino com generosa compaixão.

Não repreende quem deixa ou perde a estrada, mas está sempre pronto a reintegrar e a recompor as contendas.
Alegrar-se


Deus está ‘cheio de alegria’: a sua alegria nasce do perdão, da vida que ressurge, do filho que respira novamente o ar de casa.

Esta é também a alegria do sacerdote, transformado pela misericórdia que dá gratuitamente. Na oração, experimenta a força do amor de Deus e permanece sereno interiormente.

Terminando sua reflexão, o Papa se dirigiu aos sacerdotes lembrando que “na Celebração Eucarística, reencontramos todos os dias nossa identidade de pastores. Cada vez podemos fazer nossas as suas palavras: "Este é o meu corpo que será entregue por vós".

É o sentido da nossa vida, são as palavras com que, de certa forma, podemos renovar diariamente as promessas da nossa Ordenação. Doar a vida unidos a Jesus é a fonte da nossa alegria”.




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02 junho 2016

Papa Francisco convida as crianças do mundo a rezarem pela Síria


Durante a oração do Angelus do último domingo (29 de maio) na Praça de São Pedro, em Roma, o Papa Francisco chamou a atenção para o fato de que as crianças sírias vão realizar um dia de oração pela paz na Síria no dia primeiro de junho, que é também o "Dia Internacional das Crianças". Suas palavras exatas foram: "as crianças sírias convidam as crianças de todo o mundo a se juntarem a elas na sua oração pela paz".

Numa mensagem conjunta, os Patriarcas católicos e ortodoxos de todo o país encamparam a iniciativa da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), para observar este dia como o dia de oração das crianças pela paz. O Padre Andrzej Halemba, responsável pelo setor de projetos do Oriente Médio da ACN, disse: "As crianças são as vítimas mais lamentáveis desta guerra, mas elas também são as pessoas que estão mais proximas de Deus e o apelo delas será ouvido por Ele. Dessa forma espero que Ele mova os corações daqueles que travam esta guerra."

"Centenas de crianças vão se reunir em cada uma das cidades de Damasco, Homs, Tartus, Marmarita e Aleppo para rezar juntas pela paz. Durante todo o dia, vários eventos e orações conjuntas serão realizadas, incluindo procissões para a paz, durante o qual as crianças vão levar fotos e imagens do Cristo Menino vestido como um rei, tendo um globo na mão esquerda e abençoando o mundo com a direita. Os patriarcas escolheram o menino Jesus para ser o 'patrono' deste dia de oração pela paz, porque Ele 'veio trazer a paz' e foi anunciado pelo profeta Isaías como o 'Príncipe da Paz'. Eles disseram que as crianças de todo o mundo - especialmente nas escolas e paróquias - são chamadas a participar desta campanha.

Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) recebeu cópia de uma carta conjunta enviada ao Papa Francisco pelo Bispo Dom Abdo Arbach, o bispo melquita católico de Homs, e o bispo ortodoxo de Homs, Dom Selvanos, em nome de todas as crianças da cidade. Nesta carta, as crianças agradecem ao Papa pelos seus esforços pela paz na Síria e pedem as suas orações "para salvá-las do ódio voraz, dos monstros da ira e daqueles que comercializam órgãos humanos", porque as crianças são "as primeiras vítimas desses crimes”. Elas também escreveram: "Nós gostaríamos de ver o nosso país voltar a ser o país da felicidade e do amor que ele costumava ser, para que nós possamos plantar oliveiras e semear trigo, e no qual não haja mais solos queimados onde há predominancia dos canhões e dos lançadores de foguetes do ódio".

De: ACN Brasil
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20 maio 2016

Papa: "Compreender os pecadores e nunca negociar a verdade"


Cidade do Vaticano (RV) – Manifestar a verdade de Deus não deve se desassociar da compreensão das fraquezas humanas. É o que Jesus ensina no Evangelho e que o Papa ressaltou, comentando, na Missa na Casa Santa Marta, esta sexta (20/05) o trecho evangélico em que Jesus fala com os fariseus sobre o adultério. Francisco afirmou que Cristo supera a visão humana que reduz a visão de Deus a uma ‘equação casuística’.


O Evangelho é repleto de ‘ciladas’, como quando os fariseus e os doutores da lei tentam enganar Jesus, fazendo-o cair em contradição, ameaçando a sua autoridade e a confiança de que goza entre o povo. Uma das ‘emboscadas’ contidas no Evangelho do dia fala dos fariseus que perguntam a Jesus se é lícito repudiar a própria esposa.

Verdade, e não casuística

O Papa Francisco a definiu ‘a cilada da casuística’, montada por um ‘pequeno grupo de teólogos iluminados’ convencidos de possuir toda a ciência e a sabedoria do povo de Deus. Um risco do qual Jesus escapa indo ‘além’, indo até ‘a plenitude do matrimônio’.

E já o havia feito no passado com os saduceus, em relação à mulher que tinha tido sete maridos, mas que na ressurreição não será esposa de nenhum, porque no céu não se tem ‘mulher nem marido’.

Naquele caso Cristo, observou o Papa, se referiu à ‘plenitude escatológica’ do matrimônio. Com os fariseus, ao contrário, ‘vai à plenitude da harmonia da criação’. ‘Deus os criou homem e mulher, os dois serão uma só carne’.

“Não são mais dois, mas uma só carne. Assim, ‘o homem não divida o que Deus uniu. Seja no caso do levirato, seja neste, Jesus responde da verdade esmagadora, da verdade contundente – esta é a verdade! – da plenitude sempre! E Jesus nunca negocia a verdade. E estes, este pequeno grupo de teólogos iluminados, negociavam sempre a verdade, reduzindo-a à casuística. Jesus não negocia a verdade e esta é a verdade sobre o matrimônio, não existe outra”.

Verdade e compreensão

“Mas Jesus – prossegue Francisco – é tão misericordioso, tão grande, que jamais, jamais, fecha a porta aos pecadores. Por isso, não se limita a expressar a verdade de Deus, mas pergunta também aos fariseus o que Moisés estabeleceu na lei. E quando os fariseus lhe repetem que contra o adultério é lícito escrever ‘um ato de repúdio’, Cristo replica que aquela norma foi escrita ‘para a dureza do seu coração’. Ou seja, explicou o Papa, Jesus distingue sempre entre a verdade e a fraqueza humana, sem rodeios”.

“Neste mundo em que vivemos, com esta cultura do provisório, a realidade do pecado é muito forte, mas Jesus, recordando Moisés, nos diz: ‘Se há dureza do coração, se há pecado, algo se pode fazer: o perdão, a compreensão, o acompanhamento, a integração, o discernimento destes casos... Mas a verdade não se pode vender nunca! E Jesus é capaz de dizer esta verdade tão grande e, ao mesmo tempo, ser tão compreensivo com os pecadores, com os fracos”.

Perdoar não é uma equação

Assim, sublinhou Francisco, estas são as duas coisas que Jesus nos ensina: a verdade e a compreensão, o que os ‘teólogos iluminados’ não conseguem fazer porque estão fechados na cilada da ‘equação matemática ‘pode?’ ou ‘não pode?’ e, portanto, são incapazes de horizontes maiores e de amar a fraqueza humana.

É suficiente ver – concluiu o Papa – a delicadeza com a qual Jesus trata a adultera quando está para ser lapidada. ‘Eu também não te condeno; vai e de agora em diante, não peque mais’.

“Que Jesus nos ensine a ter, com o coração, uma grande adesão à verdade e também com o coração, uma grande compreensão e acompanhamento a todos os nossos irmãos que estão com dificuldades. E este é um dom, isto o ensina o Espírito Santo, não estes doutores iluminados, que para nos ensinar, precisam reduzir a plenitude de Deus a uma equação casuística. Que o Senhor nos dê esta graça”.

De:Vatican Radio


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18 maio 2016

Papa: ignorar o pobre é desprezar Deus





Quarta-feira, 18 de maio – na audiência geral na Praça de S. Pedro o Papa Francisco falou na sua catequese sobre pobreza e misericórdia referindo-se à parábola do rico avarento e do pobre Lázaro.

A misericórdia de Deus está ligada à nossa misericórdia para com o próximo – disse o Santo Padre – e quando não temos misericórdia para com os outros, a misericórdia de Deus não encontra espaço no nosso coração fechado.

Isto nos demonstra a parábola do rico avarento e do pobre Lázaro – afirmou Francisco. O portão da casa do rico estava sempre fechado ao pobre, que ali jazia esfomeado e coberto de chagas. Ignorando Lázaro e negando-lhe até mesmo as sobras da sua mesa, o rico desprezou a Deus, segundo as conhecidas palavras de Jesus: “Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer”.

Segundo o Papa podemos, assim, afirmar que “ignorar o pobre é desprezar Deus”.

Nesta parábola – continuou o Santo Padre – há um pormenor interessante: enquanto o nome do rico não é mencionado, o nome do pobre, Lázaro, que, em hebraico, significa “Deus ajuda”, repete-se cinco vezes.

Assim Lázaro à porta é um apelo vivo feito ao rico para que se recorde de Deus, mas o rico não acolhe este apelo. Será condenado, não pelas suas riquezas, mas por não ter tido compaixão de Lázaro socorrendo-o – disse o Papa.

Como é errada esta atitude é o que podemos verificar na segunda parte da parábola, que apresenta invertida a situação de ambos no além-túmulo: o pobre Lázaro aparece feliz no seio de Abraão, ao passo que o rico é atormentado. Agora o rico reconhece Lázaro e pede-lhe ajuda, enquanto em vida fazia de conta que não o via. Antes negava-lhe as sobras da mesa, agora pede para lhe dar de beber. Mas, como explica Abraão, aquele portão de casa que, na terra, separava o rico do pobre, transformou-se num “grande abismo”, que é intransponível – concluiu o Papa Francisco.

O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Caros peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! Com afeto saúdo a todos, em particular às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição e aos grupos paroquiais de Porto Nacional e da Póvoa de Varzim, desejando-vos que a peregrinação ao túmulo dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo fortaleça, nos vossos corações, o sentir e o viver em Igreja, sob o terno olhar da Virgem Mãe. Aprendamos com Ela a ler os sinais de Deus na história, para ser construtores duma humanidade nova. Deus vos abençoe, a vós e aos vossos familiares.”

De referir nesta audiência uma saudação especial do Papa aos peregrinos de língua polaca neste dia 18 de maio, dia do nascimento de S. João Paulo II.

O Papa Francisco a todos deu a sua bênção.

DE: Vatican Radio

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09 maio 2016

Papa Francisco: a Ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus




VATICANO, 15 Abr. 15 / 03:38 pm (ACI/EWTN Noticias).- A criação do homem e da mulher, com o sacramento do matrimônio, são “um maravilhoso dom que Deus instituiu à humanidade”. Este foi o tema da mais recente catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira,15, na Praça de São Pedro, à que compareceram milhares de fiéis.

Antes de começar o seu discurso, o Papa explicou que “esta catequese e a próxima serão sobre a diferença e a complementariedade entre o homem e a mulher, que estão no vértice da criação divina; as duas catequeses que seguirão depois serão sobre outros temas do Matrimônio”.

Durante a sua explicação, o Papa Francisco denunciou a ideologia de gênero ou teoria do gênero e mostrou uma série de preocupações que se derivam dela. Pedindo a todos os fiéis e principalmente às famílias que mostrem a beleza da aliança entre o homem e a mulher, animou a vivê-la “para o bem”.

O Papa começou recordando o Livro da Gênesis, onde lemos que Deus, depois de ter criado o universo inteiro, “criou o ser humano à sua imagem: criou-os homem e mulher.”

Francisco sublinhou que “a diferença sexual está presente em muitas formas de vida. Não só o homem e nem só a mulher são imagem de Deus, mas ambos, como casal, são imagem de Deus Criador. “Isto nos diz que não só o homem tomou em si a imagem de Deus, não só a mulher tomou em si a imagem de Deus, mas também o homem e a mulher, como casal, são imagem de Deus”.


Portanto, a diferença entre eles tem em vista a comunhão e a geração, e não a contraposição nem a subordinação. “Somos feitos para ouvir-nos e ajudar-nos reciprocamente. Sem esse enriquecimento recíproco, não se pode entender profundamente o que significa ser homem e mulher”, disse o Papa.

Continuando, disse que “a cultura moderna e contemporânea abriu novos espaços, novas liberdades e novas profundidades para o enriquecimento da compreensão destas diferenças”, mas denunciou que “introduziu também muitas dúvidas e muito ceticismo”.

Depois enumerou uma série de exemplos: “Pergunto-me, por exemplo, se a chamada teoria do gênero não é expressão de uma frustração e resignação, com a finalidade de cancelar a diferença sexual por não saber mais como lidar com ela. Neste caso, corremos o risco de retroceder”, alertou.

“A eliminação da diferença, com efeito, é um problema, não uma solução. Para resolver seus problemas de relação, o homem e a mulher devem dialogar mais, escutando-se, conhecendo-se e amando-se mais”.

Aliás “devem tratar-se com respeito e colaborar com a amizade”. E “com estas bases humanas, sustentadas pela graça de Deus, é possível projetar a união matrimonial e familiar que dure para a vida inteira”. “A união matrimonial e familiar é algo sério, não só para os cristãos, é para todos”, assinalou.

Nesse sentido, exortou os intelectuais a que “não abandonem este tema, como se fosse algo secundário pelo empenho em favor de uma sociedade mais livre e justa”.

“Deus confiou a terra à aliança do homem e da mulher: a falência desta aliança gera a aridez dos afetos no mundo e obscurece o céu da esperança”.

“Os sinais são visíveis e preocupantes”, disse, indicando duas reflexões que merecem atenção:

A primeira, relacionada à importância da mulher e seu papel na sociedade. Sobre isto manifestou que “sem dúvida devemos fazer muito mais a favor da mulher, se queremos dar mais força à reciprocidade entre homens e mulheres. É necessário, de fato, que a mulher não seja somente mais ouvida, mas que a sua voz tenha um peso real, uma autoridade reconhecida na sociedade e na Igreja.

O Pontífice citou como exemplo o modo como Jesus no Evangelho considerou as mulheres num período em que eram relegadas a segundo plano: “Em um contexto menos favorável que o nosso, manda uma luz potente, que ilumina um caminho que leva longe, do qual percorremos somente uma parte”, trata-se pois “de um caminho a percorrer-se com mais criatividade e mais audácia”.

A segunda reflexão diz respeito ao tema do homem e da mulher criados à imagem de Deus. “Me pergunto se a crise de confiança coletiva em Deus não estaria relacionada à crise da aliança entre homem e mulher, já que a comunhão com Deus está intimamente ligada à comunhão do casal humano.”

O Pontífice esclareceu que a Escritura “nos diz que a comunhão com Deus se comprova na comunhão do casal humano e que a perda da confiança no Pai celeste gera divisão e conflito entre o homem e a mulher”.

Eis então a grande responsabilidade da Igreja e de todos os fiéis e das famílias cristãs para redescobrir a beleza do projeto criador que grava a imagem de Deus também na aliança entre o homem e a mulher”.

O Papa concluiu dizendo que “a terra enche-se de harmonia e confiança quando a aliança entre o homem e a mulher é vivida no bem. Jesus nos encoraja explicitamente ao testemunho desta beleza, que é a imagem de Deus”, concluiu o Papa.


De: acidigital.com


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05 maio 2016

Uma Vigília para enxugar as lágrimas dos que sofrem


Cidade do Vaticano (RV) - Uma Vigília para “enxugar as lágrimas” daqueles que têm necessidade de consolação. No âmbito da Jubileu da Misericórdia, a Basílica de São Pedro será palco esta quinta-feira, 5, da Vigília presidida pelo Papa Francisco dedicada aos que sofrem no corpo e na alma. O evento será transmitido pela Rádio Vaticano, com comentários em português, a partir dar 12h50min, horário de Brasília.

Nossa Senhora das Lágrimas e Agnus Dei
Orações e histórias de vida, banhadas por lágrimas e enxugadas pela fé, marcarão esta intensa Vigília, para expressar a obra de misericórdia espiritual “consolar os aflitos”. Durante a celebração, o Papa Francisco distribuirá aos presentes, como símbolo de consolação e esperança, um Agnus Deis, antigo objeto de devoção usado particularmente no Ano Jubilar, e que remonta ao século IV. Também será exposto para a veneração dos fieis um Relicário de Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa, para pedir a materna proteção de Maria no mês a ela dedicado.
Testemunhos

Durante a Vigília serão dados alguns testemunhos. A família Pellegrino, ferida pelo drama do suicídio de um filho; a história de Felix Qaiser, refugiado político, jornalista paquistanês pertencente à minoria católica presente no país, fugido para a Itália para dar segurança a sua família; Maurizio Fatamico com o irmão gêmeo Enzo, cuja conversão marcou a história do próprio Maurizio, que quando jovem, mesmo tendo tudo de material, havia pedido o sentido da vida, somente reencontrado com a fé e as lágrimas de sua mãe.

Agnus Dei
Realizado com cera branca em forma oval, o Agnus Dei doado pelo Papa tem em uma das faces o Cordeiro Pascal e do outro o logotipo do Jubileu da Misericórdia. Seu uso, segundo alguns, remonta ao IV século, passando a ser documentado no século IX. A partir de 1470, com o Papa Paulo II, o Agnus Dei passa a ser utilizado também durante os Anos Jubilares.

Papa entregará Agnus Dei
Dez pessoas receberão o objeto de devoção diretamente do Papa, representando todos aqueles que carregam em suas vidas histórias de grande sofrimento. Entre estes, a Presidente da Associação “Filhos do Céu”, que perdeu seu filho de forma prematura e a Presidente da Associação “Vítimas da estrada”, que perdeu seu filho em um acidente de carro. Quem perdeu um familiar num acidente de trabalho será representado pelo Presidente da associação “Vítimas do dever”. Com eles estará o Diácono Eugène, um jovem proveniente de Ruanda, que durante o Genocídio de 1994 perdeu muitos familiares. Também Angelo, que viveu o drama da prisão por crimes ligados à Camorra e à delinquência; Agostino, vítima de jogos de azar e ainda Angelo, um ex-sem-teto.
As lágrimas das mulheres

Ao lado destes testemunhos, as história das lágrimas enxugadas e derramadas por mulheres, no triplo papel de esposas, mães e avós, representadas pela Dona Mariella; e o das religiosas, comprometidas em várias missões, como Irmã Silvana, no mundo da escola. Por fim a enfermeira Alessia, que a cada dia assiste doentes terminais.
Esperança
São histórias de dramas, mas também de renascimentos, a partir precisamente destas lágrimas, que caídas no terreno da dor, acabaram sendo plasmadas pela fé e transformaram desertos existenciais em jardins de esperança. (JE)

De: Vatican Radio

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