23 fevereiro 2017

Os adventistas lhe ensinaram a odiar a Igreja mas ela se enamorou pelo Santíssimo e hoje é freira




Irmã Maria Faustina conta como passou dos ensinamentos deste grupo a ser religiosa dominicana




Mireily Rodríguez Vargas é uma jovem porto-riquenha que mudou seu nome por irmã Maria Faustina quando professou seus votos como dominicana no convento de Nossa Senhora do Rosário de Fátima no Texas (EEUU). Mas sua vocação chegou depois de uma conversão dura, depois de haver estado sob a influência dos ensinamentos dos adventistas. Quando descobriu a verdade sobre a Igreja Católica se lhe abriu um mundo que a fascinou a tal ponto que decidiu entregar sua vida por completo.

Foi criada em uma família católica mas não demasiado praticante e eram seus companheiros de colégio que lhe diziam que a Virgem Maria havia tido mais filhos, até chegar a convencer-se disso. Aos 16 anos depois de um duro acontecimento familiar apareceram em sua vida os adventistas. “Por insistência de um familiar, comecei a ir a encontros com eles. A princípio consistia em contestar as perguntas de uns folhetos, logo o pastor veio a dar-nos o ensino pessoalmente, creio que era uma vez por semana”, recorda.

O ódio à Igreja e ao Papa
Depois disto, foi enviada a um seminário denominado “Descobrindo a verdade” e que tinha como objetivo realizar nela uma lavagem cerebral. Conta a irmã Maria Faustina que “tratava de como a Igreja Católica era a ‘grande meretriz do Apocalipse’ e o Santo Padre, ‘a besta do profeta Daniel”.

Uma vez que concluiu este seminário tocava ser “batizada” como adventista. A jovem estava muito confusa mas “não pensava assim sobre a Igreja Católica”. Finalmente, uma amiga sua decidiu não batizar-se pelo que ela tomou a mesma decisão.

A importante obra de sua avó
Foi sua avó a que finalmente tomou conhecimento do assunto e afastou os adventistas de sua neta e acudiu a uma Igreja Católica para que pudesse aprender o catecismo. Porém, o tempo que havia passado em contato com os adventistas havia feito cicatrizes nela. “Já não amava a Virgem Maria, a qual tinha devoção de pequena”, conta em seu testemunho. Ademais, adiciona que nesse momento “pensava que não necessitava ir à Igreja, porque um lugar de quatro paredes com Bíblia e Água Benta podia ser meu quarto”. Inclusive, cria que “os quadros, mesmo os não religiosos, eram idolatria pelo que havia aprendido com os Adventistas sobre os 10 mandamentos.
Tudo mudou com a catequese de adultos
Porém, em 2007 logrou iniciar a catequese de adultos. “Minha vida mudou. Através da catequese do sacerdote encarregado, de uma religiosa e todo a equipe de catequistas que acompanhavam ao programa, comecei a aprender muito, a questionar-me coisas sobre a fé”, relata a própria Maria Faustina.

Enquanto isso, sua avó seguia perseverando e acompanhava a sua neta à missa todos os domingos, sem exceção. “Comecei a ver a Deus como um pai amoroso” e sua vida começou a mudar, motivo pelo qual “se afastaram muitos amigos e comecei a ter problemas com um noivo que tinha naquele momento”.

A bela lembrança de sua primeira comunhão
Assim chegou sua primeira confissão durante um Domingo de Ramos, que segundo define ela mesma, foi “como sacar muitos cravos de meu coração” pelo que “me senti outra pessoa”. E n a Vigilia Pascal chegou por fim sua primeira comunhão, que “foi um momento tão belo, único de sentir a meu Deus pela premera vez em mim. Desde esse dia me senti mais unida a Deus, de uma forma diferente. Minha forma de ver a vida mudou, para vê-la um pouco mais sobrenatural”.

Tudo o que guardava em seu interior que aprendeu com os adventistas ia desaparecendo.

E mais tarde o descobrimento da Adoração
Enquanto isso, ela seguia descobrindo fascinada a beleza da Igreja Católica: “Em minha vida espiritual, começava por aquele momento a descobrir a Jesus no Sacrário e na Exposição. Me chamava tanto a atenção ver a tanta gente ajoelhada ali que me propus ir um dia. Qual foi minha surpresa que ao chegar, senti algo que me pus de joelhos e comecei a chorar porque senti uma presença tão grande, tão santa e superior a mim que preenchia todo meu ser. Desde esse dia, Jesus Eucarístico foi o amor de minha vida”.

Pouco depois se produziu outro acontecimento chave na vida desta jovem pois foi a que começou a abrir nela a vocação. E é que buscando livros católicos, se topou um dia com o diário de Santa Faustina. “Me deu a curiosidade de ver que escreveria uma freira. Quando comecei a ler, me enamorou sua espiritualidade, sua forma de tratar ao Esposo de sua alma. Me encheu o coração quando li sua história vocacional e me preguntei que faria se Jesus me chamasse a mim também”.

"Jamais serei freira"
Esta foi a premera vez que rondou por sua cabeça a ideia da vocação à vida religiosa. Mas o medo podia mais pelo que tentou enterrar esses sentimentos. De pronto também começaram a perguntar se havia pensado em ir a um convento por o que se fechou em si mesma e uma e outra vez respondia que “jamais serei freira”.
Mas a vida que levava não a preenchia. Nem seu trabalho, nem seus amigos conseguiam encher o que só Deus podia fazer. E de novo passou por sua cabeça  a ideia da vocação até que por fim aceitou ir a um dos encontros vocacionais os quais antes havia rechaçado acudir em numerosas ocasiões.

As palavras do profeta Jeremias
O que escutou naquele encontro tocou profundamente esta jovem porto-riquenha. A mesma passagem de Jeremias que diz “antes de formar-te no ventre materno, eu te conhecia; antes de que saísse do seio, eu te havia consagrado…” a perseguia por todos lados e aparecia em todo momento, em sua música, na Igreja, nas leituras que abria ao acaso…

Ali se convenceu de que Deus a chamava para a vida consagrada embora seguia resistindo. Tinha dois sonhos sobre a vocação e com a ajuda de seu diretor espiritual pode interpretá-los. “Sonhava que pedia para entrar em uma congregação e me diziam que ali não era e me davam um véu negro. O sacerdote me dizia que era a Ordem Dominicana, mas eu resistia”, conta irmã Maria Faustina.

A clara mensagem da Virgem
Ao final se encomendou a Santa Faustina e Santa Teresinha para que lhe ajudassem a discernir sua vocação ademais de realizar a Consagração à Virgem durante 33 dias. “Mamãe Maria não se fez esperar e uma manhã amanheci com a certeza de que Deus me chamava e que ia entrar para o convento das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Fátima”.

Deus fez tudo muito fácil desde aquela momento e agora ela, irmã Maria Faustina, é feliz neste convento texano. “Deus fez maravilhas em minha vida, me fez uma nova criatura e apesar de meus pecados e defeitos faz sua obra em mim para fazer-me uma esposa santa para sua Glória”, conclui esta religiosa.




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20 fevereiro 2017

Iraque: Patriarcado caldeu pede que cristãos rechacem a vingança contra muçulmanos sunitas




ROMA, 18 Fev. 17 / 11:00 am (ACI).- O Patriarcado caldeu de Babilônia (Iraque), liderado por Dom Louis Sako, pediu os cristãos a rechaçar os apelos de vingança contra os muçulmanos sunitas, proposto em 15 de fevereiro por um cristão caldeu vinculado às milícias paramilitares – formadas também por muçulmanos xiitas – que lutam contra o Estado islâmico (ISIS).


No dia 15 de fevereiro, em um programa de televisão iraquiana, Ryan Salem, cristão caldeu de Alqosh, assegurou que os cristãos também estão presentes em Mosul para combater e se vingar dos muçulmanos sunitas.

Desde outubro de 2016, são realizadas ofensivas do governo iraquiano – junto a milícias xiitas, curdas e a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos –, para retirar Mosul do Estado Islâmico, grupo terrorista formado por muçulmanos sunitas. Entretanto, muitos muçulmanos desta corrente principal do Islã também foram vítimas do ISIS.


Através de um comunicado divulgado no dia 16 de fevereiro, o Patriarcado caldeu de Babilônia condenou “energicamente” as afirmações de Ryan Salem, “que declara guerra” contra os muçulmanos sunitas em Mosul.

Esclareceu que as palavras de Salem “não têm nenhuma relação com a moral ensinada por Cristo, mensageiro de paz, amor e perdão”, e não pode fazer estas afirmações em nome dos cristãos.

Nesse sentido, rejeitou “as desconsideradas declarações a fim de criar um grande conflito sectário” no Iraque. Salem, expressou o Patriarcado, “deve respeitar a ética da guerra e respeitar as vidas de pessoas inocentes”.

De acordo com a agência vaticana Fides, durante o discurso televisionado, Salem estava ao lado de prisioneiros sunitas, provavelmente capturados como colaboradores do Estado Islâmico.

Fontes próximas ao Patriarcado caldeu, contatadas pela Agência Fides, informam que o objetivo do comunicado foi cortar pela raiz os equívocos e as instrumentalizações que poderiam levar a represálias contra as comunidades cristãs locais.

A agência vaticana já havia recordado que o Patriarcado liderado por Dom Louis Sako tinha tomado distância em relação aos milicianos que atuam em grupos paramilitares que participavam de operações de guerra exibindo cruzes, efígies de Jesus e outros símbolos cristãos durante suas operações militares.

“Trata-se de indivíduos que agem mal: a ostentação de símbolos cristãos é uma maldade e fomenta conflitos relacionados à religião, espirais de vingança e mais sofrimentos”, declarou o Arcebispo em junho do ano passado.

Nesse sentido, o Patriarcado caldeu enfatizou também a sua distância de grupos armados ativos no cenário iraquiano que procuram reivindicar sua filiação às comunidades cristãs locais.

A agência vaticana Fides indicou que Dom Louis Sako recomentou várias vezes aos cristãos que queriam participar na libertação de Mosul que o fizesse alistando-se no exército iraquiano ou nas forças curdas – do governo autônomo do Curdistão iraquiano –, evitando, em todos os sentidos, criar milícias sectárias que terminem alimentando diferentes formas de “sedição confessional”.


De: acidigital.com

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17 fevereiro 2017

5 coisas que talvez não saiba sobre o Batismo católico - Por quê negar isso aos bebês?


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Jan. 17 / 11:00 am (ACI).- “Pelo Batismo, somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão”, diz o Catecismo da Igreja Católica (CCI 1213). A seguir, confira 5 coisas que talvez não saiba sobre este Sacramento, porta para os outros sacramentos.

1. Iniciou-se com os Apóstolos

“Desde o dia de Pentecostes que a Igreja vem celebrando e administrando o santo Batismo. Com efeito, São Pedro declara à multidão, abalada pela sua pregação: ‘convertei-vos (...) e peça cada um de vós o Batismo em nome de Jesus Cristo, para vos serem perdoados os pecados. Recebereis então o dom do Espírito Santo’ (Atos dos apóstolos 2,38)” (CCI 1226).

Santo Higino, Pontífice aproximadamente entre os anos 138 e 142, instituiu o padrinho e a madrinha no batismo dos recém-nascidos, para que guiassem os pequenos na vida cristã.

2. Tem vários nomes

Batizar, do grego “baptizein”, significa “mergulhar” ou “imergir dentro da água”. Esta imersão simboliza “a sepultura do catecúmeno na morte de Cristo, de onde sai pela ressurreição com Ele” (CCI 1214).

Este Sacramento também é chamado “banho da regeneração e de renovação no Espírito Santo”, assim como “iluminação” porque o batizado se converte em “filhos da luz”.

São Gregório Nazianzeno dizia que o batismo é um “dom, porque é concedido aos que nada têm; graça, porque é dado também aos culpados; batismo, porque o pecado é sepultado na água; unção, porque é sagrado e régio (assim se tornam os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplendente; veste, porque cobre a nossa vergonha; banho, porque nos lava; selo, porque nos preserva e é sinal do poder de Deus”.

3. Renova-se a cada ano

“Em todos os batizados, crianças ou adultos, a fé deve crescer depois do Batismo. É por isso que a Igreja celebra todos os anos, na Vigília Pascal, a renovação das promessas do Batismo. A preparação para o Batismo conduz apenas ao umbral da vida nova. O Batismo é a fonte da vida nova em Cristo, donde jorra toda a vida cristã” (CCI 1254).

4. Um não batizado pode batizar

Diz o Catecismo da Igreja Católica (1256) que “são ministros ordinários do Batismo o bispo e o presbítero e, na Igreja latina, também o diácono (cf CIC, cão. 861,1; CCEO, cão. 677,1). Em caso de real necessidade, qualquer pessoa, mesmo não batizada, pode batizar (cf CIC cão. 861, § 2) se tiver a intenção requerida e utiliza a fórmula batismal trinitária”.

“A intenção requerida consiste em querer fazer o que a Igreja faz ao batizar. A Igreja vê a razão desta possibilidade na vontade salvífica universal de Deus (cf 1 Tm 2,4) e na necessidade que o Batismo tem para a salvação (cf Mc 16,16)”.

5. Selo único e permanente

“O Batismo marca o cristão com um selo espiritual indelével (charactere) da sua pertença a Cristo. Esta marca não é apagada por nenhum pecado, embora o pecado impeça o Batismo de produzir frutos de salvação (cf DS 1609-1619). Ministrado uma vez por todas, o Batismo não pode ser repetido” (CCI 1272).


De: acidigital.com

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14 fevereiro 2017

A liturgia não é um show, um teatro ou uma festa que fazemos para o povo - Dom Henrique Soares da Costa



A liturgia não é algo fabricado por nós, com joguinhos, trejeitos e coreografias: “o jogo já está feito”, com seu núcleo vindo da liturgia judaica, cristificado e transfigurado pelo Cristo na Sua Páscoa e recebido pela Igreja, desenvolvido orgânica e serenamente no correr dos séculos, de modo orante e receptivo ao impulso do Espírito que ora no coração da Comunidade eclesial.



Sursum corda! Versus Deum!

“Em cada forma de empenho pela liturgia o critério determinante deve ser sempre o olhar dirigido para Deus. Nós estamos diante de Deus: Ele nos fala e nós falamos com Ele.
Quando nas reflexões sobre a liturgia nos perguntamos como torná-la atraente, interessante e bela, o jogo já está feito! Ou ela é opus Dei ( = obra de Deus ), tendo Deus como sujeito específico, ou não é.
Neste contexto, peço-vos: realizai a sagrada liturgia tendo o olhar em Deus na comunhão dos santos” (Bento XVI).


Profundas, as afirmações do Papa! Toda liturgia deve ser versus Deum, isto é, voltada para Deus. É ação da Igreja para o louvor, adoração e glorificação de Deus e, consequentemente, para a santificação da humanidade.
A liturgia não é um show, um teatro ou uma festa que fazemos para o povo; a ação do Povo santo de Deus no seu serviço ao Senhor; é espaço de Deus antes de ser espaço do homem; é manifestação de Deus, do Deus vivo e santo!

A liturgia não é algo fabricado por nós, com joguinhos, trejeitos e coreografias: “o jogo já está feito”, com seu núcleo vindo da liturgia judaica, cristificado e transfigurado pelo Cristo na Sua Páscoa e recebido pela Igreja, desenvolvido orgânica e serenamente no correr dos séculos, de modo orante e receptivo ao impulso do Espírito que ora no coração da Comunidade eclesial.
Rito não se inventa do nada ou da nossa criatividade de momento! Não existe rito de encomenda; de encomenda existem as coreografias, que atrapalham, empanam, vulgarizam e esvaziam a nobreza cheia de graça salvífica que o rito traz em seu seio.
O que torna a liturgia atraente não são nossas invenções, mas unicamente a presença misteriosa e salvífica do Deus santo, Mistério eterno e vivificante: Ele nos cura, nos recentra, nos consola, nos corrige, nos adverte, nos salva. Ele, o Senhor, presente e soberanamente atuante nos gestos e palavras da liturgia, não o celebrante, como se fosse um animador de auditório!

Síntese feliz o apelo final de Bento XVI: realizar a liturgia tendo o olhar em Deus, voltados para Deus (“Corações ao Alto!”), no seio da Igreja, comunhão dos santos, dos santificados para ser Assembleia santa, Povo sacerdotal!


Dom Henrique Soares da Costa
 
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13 fevereiro 2017

A dignidade humana é inviolável desde a concepção até o último suspiro, diz o Papa




VATICANO, 10 Fev. 17 / 05:00 pm (ACI).- “Em primeiro lugar está a dignidade inviolável de cada pessoa humana, desde o momento da concepção até o seu último suspiro”, afirmou o Papa Francisco na manhã de hoje, no Vaticano, durante a audiência aos participantes no encontro da Comissão Caridade e Saúde da Conferência Episcopal Italiana.

Na Sala Clementina do Palácio Apostólico do Vaticano, o Santo Padre advertiu contra a cultura do descarte, “que penaliza os mais fracos”, e pediu que se coloque no centro dos cuidados de saúde aos doentes e não os deixe em segundo plano.

O Pontífice elogiou o trabalho de muitos profissionais de saúde, “que com as suas mãos tocam todos os dias na carne de Cristo que sofre, e isso é uma grande honra e uma grande responsabilidade”.

Também se referiu aos voluntários “que, com generosidade e competência, tudo fazem para aliviar e humanizar os longos e difíceis dias de tantos doentes e idosos solitários, sobretudo os pobres e indigentes”.


O Papa indicou que vivemos em um tempo marcado por “fortes mudanças sociais e culturais e, atualmente, podemos constatar uma situação de luzes e sombras”.

Em relação às luzes, reconheceu que, “certamente, a pesquisa científica registrou avanços e estamos agradecidos pelos preciosos resultados obtidos para curar, se não mesmo derrotar, algumas patologias”.

Nesse sentido, expressou confiança de que “esse mesmo empenho seja assegurado para as doenças raras e esquecidas, às quais nem sempre é dada a devida atenção, com o risco de dar lugar a novos sofrimentos”.

Entretanto, “juntamente com as luzes existem algumas sombras que ameaçam prejudicar o sofrimento dos nossos irmãos e irmãs doentes”, advertiu.

Nesse sentido, assinalou que “o setor no qual a cultura do descarte evidencia as suas consequências dolorosas é, precisamente, o da saúde. Quando a pessoa doente não é colocada no centro e considerada na sua dignidade, geram-se atitudes que podem levar até mesmo a especular sobre as desgraças dos outros. E isto é muito grave!”.

Para prevenir que essa cultura do descarte arraste os que sofrem, pediu para “permanecer vigilantes, sobretudo quando os pacientes são idosos com uma saúde muito comprometida, se estão a sofrer de doenças graves e onerosas”.

Além disso, advertiu contra a mercantilização da atenção da saúde, “o modelo que converte o serviço de saúde em um negócio, se é adotado de forma indiscriminada, em vez de otimizar os recursos disponíveis, acaba produzindo descartes humanos. Otimizar recursos significa usá-los de forma ética e solidária e não penalizar os mais frágeis”.

“A pobreza crescente no campo da saúde entre as camadas desfavorecidas da população, devido à dificuldade de acesso aos tratamentos, não deixe ninguém indiferente e se multipliquem os esforços de todos para que os direitos dos vulneráveis sejam tutelados”, sublinhou.


De: acidigital.com

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