30 setembro 2016

Um ex protestante conta suas dificuldades para acolher a Maria, rezar o Rosário e como as superou





Para alguém que vem do protestantismo, a centralidade da devoção mariana que implica a reza do rosário pode ser uma dificuldade. É o caso de David Michael Phelps, casado, pai de quatro filhos, professor de literatura, produtor de documentários e escritor.
Mas ademais encontrou-se com um obstáculo muito comum a católicos de berço. Recentemente explicou em Crisis Magazine como superou estes impedimentos:

Nestes dezessete anos desde que fui acolhido na igreja minha relação com o rosário tem tido muitos altos e baixos. Todo começou com minhas dificuldades com Maria.

Decidi converter-me ao catolicismo antes de sentir-me plenamente cômodo com a "questão de Maria". (Este é o término educado que a versão protestante de mim mesmo empregou depois de reduzir mi atitude desde um "fortemente suspeita" à mais manejável "incomodamente tolerante"). Como evangélico protestante, só via a Maria no período natalino, e inclusive nesta ocasião não a considerava como algo especial. Ela era algo assim como a prima tímida e distante que aparece somente na ceia de Natal e que se senta em silêncio em um canto da mesa das crianças. Talvez a reconheces, mas não recordas se falou alguma vez com ela.
Quando me convenci da verdade da fé católica e da função protetora da Igreja, estava desejando admitir que meu incômodo com a "questão de Maria" não era motivo para manter-me longe da Eucaristia. Isto se resolverá por si só, me dizia a mim mesmo. E praticamente tem sido assim.

A dificuldade e as frustrações do rosário
Apesar de que a dificuldade inicial com Maria se transformou, nos anos seguintes, em afeto e, posteriormente, em amor, não conseguia rezar tranquilo a rosário.

Intelectualmente entendia os benefícios de seu método e perspectiva. Compreendia que muitos santos o ofereceram como uma maneira preeminente de oração cristã, de crescimento, de afloramento espiritual e de conciliação. Compreendia seu carácter físico, e mais, apreciava muito este aspecto.

Mas apesar de tudo isto, seguia sendo algo que não compreendia totalmente. Como podia dirigir-me a uma pessoa, fazer uma série de invocações, enquanto meditava acerca dos eventos da vida de outra pessoa, sem confundi-las e não prestar atenção a ambas? Sentia como se minha espiritualidade me obrigasse a estar repetindo as vezes na procissão. Minha atenção estava sempre dividida e, por conseguinte, dispersa. Encontrava-me sempre distraído. Ao final optava por deixar o rosário. De usá-lo tão pouco, o rosário que levava no bolso acabou tendo a forma de um nó emaranhado. Uma imagem perfeita de minha vida de oração.

A muitos católicos de berço pode resultar difícil compreender por que a espiritualidade mariana é tão incômoda para os conversos do protestantismo. Mas na velha escola do fundamentalismo, a invocação dos santos e a honra especial outorgada a Maria eram coisas que pertenciam aos contos do bicho papão. Se nos diziam com toda clareza que estes enganos papistas eram erros dos quais os católicos se arrependeriam no inferno durante toda a eternidade. Considerando o ambiente cultural no qual cresci, inclusive quando estas atitudes difamatórias não se explicitavam, é fácil entender por que, apesar de que a mente rechace estes disparates, o coração recorda seus medos de juventude.

Estes foram os obstáculos que durante mais de quinze anos fizeram que o rosário fora para mim uma prática mais não cumprida que observada. Mas recentemente tive três revelações - embaraçosas de tão simples que foram- que me ajudaram, por fim, a entender um pouco o fundamento. E não têm a ver em absoluto com Maria, o com o rosário, nem sequer com a oração em geral. Começam com Cristo.


O caminho que Cristo pisou
Como muitos conversos, inicialmente cheguei à fé católica através do estudo. Gosto de ler, estudar, escrever e falar sobre o Evangelho… todas elas atividades muito mais fácies do que vivê-las. Afinal de contas, ser crítico é muito mais cômodo que estar no cenário. Prefiro não arriscar-me em primeira pessoa. É muito mais fácil escrever palavras acerca da vida cristã que encarnar a Palavra.

Mas a vida cristã não é uma vida de palavras incorpóreas, senão de encarnação. A vida cristã é o Caminho (tomo prestado o tempo de Jesus e de seus primeiros discípulos) e, portanto, as práticas de espiritualidade não são pequenas ilhas de atividade que salpicam o resto de nossas atividades diárias, formando (é o que esperamos) algum tipo de perceptível arquipélago de santidade. Se nos pode que rezemos sempre, o que significa que a vida espiritual é uma infusão, uma saturação. A ortodoxia é inseparável da ortopraxis.

Quando Cristo chamou a seus discípulos não lhes anunciou um planO de salvação e de pureza doutrinal em doze passos. Não, Ele disse: "Venham e vejam" e "Segue-me". Para recalcar o que quero dizer, um modo de dizê-lo agora seria: "Eh, tu, vem aqui. Quero mostrar-te algo".

Quando um rabino se encarregava de seus estudantes, não esperava que eles chegassem e simplesmente escutassem o que lhes tinha que dizer. Esperava-se de eles que observassem como vivia e que começassem a viver assim, que comessem o que ele comia, que se lavassem as mãos como fazia ele. O objetivo de  "segui-lo" era segui-lo imitando tudo o que fazia. O objetivo não era unicamente transferir a informação de sua cabeça para a deles. E isto era ainda mais verdade nos que seguiam ao Verbo Encarnado.

Este principio é verdadeiramente importante quando o aplicamos a nossa oração. Em seu pequeno e magnífico livro o Rosario, Hans Urs von Balthasar escreve que "a oração cristã pode chegar a Deus somente seguindo o caminho que Deus mesmo pisou; em caso contrário, precipita fora do mundo e cai no vazio, presa da tentação de considerar este vazio como Deus ou de considerar a Deus a nada em si mesmo.… o caminho entre Deus e nós tem sido pisado em ambas direções. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida'".

Depois de ler isto me dei conta, pela primeira vez, de que minha oração pessoal não era uma questão de iniciativa pessoal. Era algo totalmente distinto.


A oração é um trabalho de obediência
A oração á, de fato, um trabalho de obediência. O padre Jacques Philippe, em seu comovedor livro Tempo para Deus, nos diz que nunca é boa ideia utilizar nosso desejo pessoal de rezar como uma motivação para rezar (e, por conseguinte, aceitar a reticencia a rezar como uma razão para não fazê-lo). "Ha outro motivo para ir ao encontro de Deus em uma oração mental que é igualmente significativa e muito mais profunda e constante: Ela nos convida a fazê-lo". O que deve ser nosso guia, diz este padre, é "a fé e não… nosso estado de ânimo subjetivo". Rezamos por obediência.

A obediência tem uma má conotação para a mente liberada, como é a sensibilidade protestante (considerem o significado do termo protestante). Ser obediente é, de alguma maneira, tirar pela borda a liberdade e a sinceridade. A obediência é vista como uma situação de poder dentro das relações. Obedecer pode ser melhor que sacrificar-se, mas ambos têm que ser sem esforço e livremente, não?
Para a mentalidade católica, a obediência não é uma questão de poder ou de comodidade, senão de confiança. A obediência é a maneira de viver a confiança. Obedeces à pessoa em quem confias. Desobedeces a alguém quando queres confiar mais em ti mesmo que na pessoa que te pede docilidade. Pode haver ocasiões em que fazer isto seja prudente, mas não quando se trata do Filho de Deus.

Isto fez com que me levantasse de novo a questão da oração. Se a oração é uma questão de obediência, então é um modo de seguir a Cristo em seu Caminho… quiçá a primeira forma de fazê-lo. Portanto, não rezar é declarar que confio mais em mim mesmo que em Cristo, o Caminho. É caminhar por um caminho que eu tracei.

Mas inclusive se decidia obedecer, confiar, ainda tinha desafios que enfrentar.


Ela, a que mostra o Caminho
Quando rezamos estamos, obediente e confiadamente, vivendo com Jesus, seguindo-lhe, mirando o que Ele faz para fazermos o mesmo. Mas ao dirigir nossa mirada a este labor nos damos conta imediatamente de que não vemos muito bem. Consideremos, como prova dele, todos os "modos" contraditórios com os que os cristãos têm tentado viver uma vida cristã… as diversas seitas, cismas, heterodoxias, heteropraxis e heresias. A complementariedade é uma coisa, mas a contradição é outra e se os cristãos vivem de maneira contraditória é razoável concluir que algumas pessoas veem mais claramente que outras.

E aqui chegou uma revelação chave para minha vida de oração, um modo de compreender Maria que fez fugir o meu fantasma protestante: Maria é a lente corretiva. Através de seus olhos podemos ver a Jesus melhor porque ela não tem as cataratas do pecado. Ela possui a melhor vista do drama do Evangelho e possui a visão mais clara do mesmo. Através desta lente Deus enfoca sua luz. Por este motivo o lugar de Maria é difícil de ver e por isso frequentemente é um lugar escondido: para servir como lente Ela deve ser translúcida. Assim o expressou Hopkins: "Através d’Ela podemos ver a Ele / de maneira mais doce, no mais tênue /e a mão dela abandona sua luz / peneirada para adequar-se a nossa vista".

Ao compreender Maria deste modo foi mais fácil para mim compreender o rosário. Como trabalho de obediência desde a posição vantajosa de Maria, o rosário, como expressa Von Balthasar, nos oferece a oportunidade de rezar dentro da união que Maria compartilha com Cristo. Se "a oração cristã pode chegar a Deus somente seguindo o caminho que Deus mesmo pisou, como nos alcançou este Caminho?", pergunta Von Balthasar, "como penetrou a 'Luz' dentro de nós? Como viveu a 'Palavra' entre nós? … Alguém teve que receber a Palavra de uma maneira tão incondicional para assegurar que tivesse um lugar em um ser humano e, assim, poder converter-se em homem, o Filha de uma Mãe".

El Caminho de Cristo, esta Palavra Encarnada, chega desde o Pai através de sua Mãe e
enquanto Cristo volta ao Pai, nós ficamos presos no rastro do movimento de seu amor. Maria vive e reza no silencioso centro deste amplo movimento e o rosário nos permite compartilhar sua posição vantajosa, entrando no Caminho de Cristo junto a ela, que o compartilha intimamente. Esta posição vantajosa é, ao fim e ao cabo, uma posição de participação, não um mero ponto de observação. Maria observa o drama desde o cenário. Ao ver a Luz, ela brilha com a Luz. Tomando emprestada uma frase do dramaturgo Eugene O’Neill, vendo o segredo ela se converte em segredo.

Esta realidade adota uma forma comovedora no motivo iconográfico chamado Odighitria, a que mostra o Caminho.

Neste ícone, Nossa Senhora tem nos braços o Menino Jesus, ao qual aponta. Este é o Caminho, está dizendo. Ele é vosso fim, vosso significado, vossa alegria.  Através de seu olhar, neste ícone e no rosário, não somente vemos, senão que também vivemos o misterioso Caminho de Cristo de uma maneira mais perfeita. Também nós, vendo o segredo, nos convertemos em segredo.

Portanto, não há que se ter medo do rosário, não é algo imposto que deve ser incomodamente tolerado. É um passo do Caminho, um movimento musical, a gramática no discurso da graça. É uma porta aberta às profundidades do Sagrado Coração que cantarola com os ecos dos mistérios que há por detrás. Oxalá sejamos capazes, sobretudo os conversos, de aprender a abrir essa porta com algo mais de prontidão.



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28 setembro 2016

A grande diferença que uma pequena imagem do Sagrado Coração pode fazer



A espiritualidade não tem que ser uma longa oração elaborada. Pode ser tão simples como ver o rosto de Deus no seu caminho e lembrar que você é amado



Quando minha esposa e eu fomos acolhidos na Igreja Católica, há cinco anos, recebemos um presente: um retrato emoldurado de Jesus. Nele, Jesus segura a mão direita para cima, como se dando uma bênção, e sobre o peito o seu coração está exposto para todo mundo ver. Na época, eu gostei da imagem e apreciei o presente. Desde então, mudamos algumas vezes, e eu sempre pendurei a imagem em um lugar de destaque na parede, porque, para nós, é reconfortante. Ele ajuda a tornar a casa um lar e nos lembra que Deus está cuidando de nossa família.

Mas eu nunca percebi o quão especial verdadeiramente era esta imagem até recentemente. Esta imagem particular, muitas vezes referida como O Sagrado Coração de Jesus, pendurada também nas paredes de inúmeras outras casas. Uma amiga, Christine, diz da imagem: “Eu muitas vezes rezo diante da imagem, sentindo que Ele está conosco”. Nesta época do ano, quando os cristãos fazem uma pausa para lembrar o Sagrado Coração, gostaria de saber se outros também estão tirando um momento para olhar suas imagens e sentir que Deus está olhando por eles.

O Sagrado Coração é popular por causa de uma mulher chamada Margarida Maria Alacoque, que, no ano de 1673, teve uma visão de Jesus em que ela descansou a cabeça em seu coração. Ele lhe disse: “Eis o Coração que tem amado tanto as pessoas a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor”. Quando eu aprendi sobre a origem da imagem e entendi que o coração de Jesus representa o seu amor, tornou-se ainda mais significativo. Aqui está uma imagem do Deus que me ama tanto, que está disposto a morrer para que eu pudesse viver, e que está conosco até mesmo em nossas casas.

Jesus também deu a Margarida Maria Alacoque 12 promessas. Um delas me chamou a atenção: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”. Nossa casa é um hospício. Ontem à noite, sozinho, nosso filho menor pegou água do vaso sanitário e derramou por toda parte, as duas filhas mais velhas pegaram um fósforo gritando que colocariam fogo em uma escova de plástico; e os dois meninos exigiam que eu os ensinasse “habilidades com canivetes”.


Para aqueles que não estão familiarizados com isso, refletir sobre imagens como do Sagrado Coração se enquadra na categoria de “devoção”, o que eu gosto de pensar como porta de entrada para a espiritualidade interna. Deus nos criou para encontrar o mundo através de nossos sentidos físicos, para ter alegria em nosso entorno, como um pôr do sol, um bebê sorrindo ou uma representação do divino. Não há nada de errado ou até mesmo estranho sobre encontrar conforto e beleza em uma imagem, porque, em última análise, tudo leva de volta a Ele.

Em minha mente eu sei que Deus está comigo o tempo todo, mas é uma grande ajuda ver isso – é mais ou menos a mesma maneira como eu expresso o amor pelos meus filhos. É ótimo dizer-lhes que eu os amo e eu tento expressar isso muitas vezes, mas quanto mais estas palavras significam para eles na hora de dormir quando eu abraço e beijo cada um e digo essas três palavras?

Quando faço uma pausa na frente da imagem de Jesus e seu Sagrado Coração, lembro-me de que Ele não nos deixou sozinhos. Ele se preocupa com a nossa família e nos oferece a sua paz. Pendurado lá dia após dia, Ele deve ver como, apesar de amarmos uns aos outros e haver uma grande alegria em nossa casa, há momentos em que maltratamos uns aos outros. Não importe o quê, porém, Ele ainda está lá e seu coração ainda bate por nós. Ele quer ser uma parte da nossa família, para viver com a gente na vida diária.

Deus está sempre por perto e pronto para ouvir. Pendurar um quadro do Sagrado Coração abre uma conexão com Jesus que pode não ter existido antes. Uma família da qual somos amigos, Wendy e Jeff, compartilhou uma experiência semelhante que eles tiveram com uma imagem do Sagrado Coração pendurado em sua casa. Wendy me disse: “Nós penduramos onde Jeff possa vê-lo todas as manhãs antes do trabalho… Eu ando até ela todas as manhãs e digo bom dia para Jesus”. Este hábito simples tem feito a diferença na sua casa. “Nos três anos que eu fiz isso, meu coração mudou”, diz Wendy. Nossa amiga Maureen concorda, dizendo: “Eu me ajoelhei e orei diante da imagem muitas vezes quando me sentia oprimida e Seu Coração me lembra que Seu amor vai cuidar de tudo. Eu sou uma pessoa preocupada, mas quando me lembro que já pedi a Jesus para ser o rei de nossa casa e dos nossos corações, eu sei que não tenho nada a temer”.

A espiritualidade não tem que ser uma longa oração elaborada. Pode ser tão simples como ver o rosto de Deus no seu caminho e lembrar que você é amado, ou fazer um compromisso silencioso para compartilhar seu coração com Ele. Para mim, é acima de tudo um lembrete de que a nossa casa é um lugar de alegria e paz, e não há nenhuma mágoa, ou mal, ou pecado no mundo que possa nos separar do amor de Deus.


De: aleteia.org

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26 setembro 2016

Bispo alerta: a Ideologia de Gênero é caminho de autodestruição




MADRI, 22 Set. 16 / 07:00 pm (ACI).- O Arcebispo de Pamplona-Tudela (Espanha), Dom Francisco Pérez, explica em uma recente carta pastoral o quanto é importante que a Europa recorde as suas raízes cristãs, alertando sobre a ideologia de gênero que se expande pelo continente, qualificando-a como caminho de “autodestruição”.

Dom Fernández explica em sua carta as consequências negativas de “centralizar tudo em uma sociedade de bem-estar material”, e entre elas destaca “a ideologia subjacente que pretende marginalizar e eliminar a Deus” e o fato de que a ideologia de gênero tenha “transtornado e deslocado a pessoa da sua própria identidade”.

Desta maneira, “desvaloriza-se tanto a pessoa que se converte em um puro objeto” para “os desejos de cada um”. Segundo esta filosofia “o sexo já não é um dado originário da natureza, que o ser humano deve aceitar e encher pessoalmente de sentido, e sim um papel social sobre o qual se decide autonomamente, quando antes era a sociedade que decidia. A falácia profunda desta teoria e da revolução antropológica que subjaze nela é evidente”.


Uma ideologia que “desnaturaliza e paralisa a família” se tornará, nas palavras do prelado, “um caminho de autodestruição se continuar sendo animada e potencializada”.

“A unidade europeia -recorda- não se pode construir só com a economia; a Europa tem necessidade de uma alma, da alma cristã”.

Por isso, exorta a todos os que vivem no continente a “não se complexar por seguir identificando-se com o aquilo que são. Descobrir suas próprias origens e avivar suas raízes é um fruto da sabedoria”.

“Na luta pela família está em jogo o homem mesmo. E se faz evidente que, quando se nega Deus, dissolve-se a dignidade do homem”. “Quem defende Deus, defende o homem”, sublinha.


De: acidigital.com

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23 setembro 2016

Bispo suspende sacerdote candidato a vereador pelo Partido Comunista do Brasil




MINAS GERAIS, 22 Set. 16 / 01:30 pm (ACI).- Nesta segunda-feira, 20, a diocese de Leopoldina (MG), publicou um decreto de seu bispo Dom José Eudes Campos do Nascimento, determinando a suspensão do sacerdote Eduardo Inácio de Abreu, que se candidatou a vereador pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) na cidade de Visconde do Rio Branco (MG). O decreto afirma ainda que, caso o sacerdote não cumpra a proibição, poderia receber a pena de demissão do estado clerical conforme previsto no Código de Direito Canônico.

Diz o decreto da Diocese de Leopoldina assinado por Dom José Eudes: “Considerando a divulgação do Registro da Candidatura do Reverendíssimo Pe. Eduardo Inácio de Abreu ao cargo de vereador do município de Visconde do Rio Branco, MG, no site do Tribunal Superior Eleitoral (...) que comprova também a sua filiação ao PC do B – Partido Comunista do Brasil (...) Decretamos que o Reverendíssimo Padre está suspenso totalmente do exercício da ordem sagrada, do exercício do poder de regime eclesiástico e do exercício de qualquer ofício eclesiástico”.

Vale recordar que o Padre José Eduardo já havia sido candidato anteriormente pelo PC do B a Deputado Estadual e foi notificado no dia 10 de setembro deste ano para que no prazo de cinco dias úteis apresentasse sua desfiliação do partido e renúncia ao processo eleitoral do qual participa sob pena de suspensão.

O decreto considera que o sacerdote transgrediu o cânon 287 §2 do Código de Direito Canônico, que determina que os clérigos (sacerdotes, bispos e diáconos) não tenham “parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais, a não ser que, a juízo da competente autoridade eclesiástica o exijam a defesa dos direitos da Igreja ou a promoção do bem comum”.

A punição se sustenta sobre o previsto no Código de Direito Canônico no seu cânon 1371 §2, que prescreve que “seja punido com justa pena: quem, por outra forma, não obedecer à Sé Apostólica, ao Ordinário ou ao Superior quando legitimamente mandam ou proíbem alguma coisa, e, depois de avisado, persistir na desobediência”.

“Assim, segundo a mente do cân. 1333 §1, o citado sacerdote está proibido de realizar todos os atos do poder de ordem e todos os atos do poder de regime, bem como está proibido de exercer todos os direitos ou funções inerentes a quaisquer eclesiásticos” conclui o decreto assinado por Dom José Eudes Campos, bispo Diocesano de Leopoldina, com data de 16 de setembro de 2016.

O descumprimento da suspensão poderia levar o padre Eduardo Abreu à pena de “demissão do estado clerical”, que é a punição prevista no Cânon 290 do Código de Direito Canônico que estabelece que o clérigo perde o estado clerical nos seguintes casos:

1° - por sentença judicial ou decreto administrativo que declara a nulidade da sagrada ordenação; 2° - por pena de demissão legitimamente irrogada; 3° - por rescrito da Sé Apostólica; esse rescrito, porém, é concedido pela Sé Apostólica aos diáconos, somente por motivos graves, e aos presbíteros por motivos gravíssimos.

A íntegra do decreto pode ser lida no site da Diocese de Leopoldina:

http://dioceseleopoldina.com/noticiasdiocese/decreto-de-suspensao-de-ordem-sagrada/

De: acidigital.com




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22 setembro 2016

Ah, é, a maconha não faz nada? Então olhem para o meu filho!






"Não se fala dos efeitos secundários - mas eles são gravíssimos"



“A maconha destruiu o cérebro do nosso filho e de muitos outros jovens. Eles começaram a fumar ‘baseados’ aos 12, 14 anos, idades em que acontecem grandes mudanças no organismo e na mente, e os neurônios deles foram afetados de modo muito negativo. Não somos só nós, os pais, que dizemos isso, mas também os médicos”.

A espanhola Montserrat Boix é mãe de um rapaz com graves transtornos mentais. Quando ela fez a declaração acima, o jovem estava desaparecido já fazia 10 dias, depois de fugir da clínica psiquiátrica na qual estava em tratamento. Montserrat considera que as instituições da sociedade não estão agindo eficazmente diante das situações – graves – de famílias que têm de lidar com casos de transtorno mental. Ela conta, por exemplo, que a polícia nunca localizou o seu filho nas várias ocasiões em que ele fugiu.

“Estes problemas não estão sendo levados a sério o suficiente. Parece que aqueles que propõem o consumo livre da maconha têm mais poder na sociedade e na mídia. Não se fala dos efeitos secundários, e eles são gravíssimos”, lamenta.

Montserrat Boix fez suas declarações à Plataforma pela Família Catalunha-ONU, que, além de divulgar os problemas das famílias afetadas, prepara conferências familiares sobre saúde mental em parceria com o governo local de Barcelona.

Montserrat prossegue: “Falam em legalização da maconha. Se a questão é vender em farmácias com receita médica para algum tratamento, de acordo. Mas se é para permitir a venda livre e sem nenhum controle, rejeitamos de maneira absoluta”.

Convivência muito difícil

Esta mãe espanhola descreve a atual convivência com o filho, que tem 27 anos, como “muito difícil”: ele é agressivo, não respeita quaisquer horários, não toma a medicação para tratar seu transtorno, consome drogas e foge de casa com frequência.

Desesperada, ela prossegue: “Não podemos fazer nada além de temer que o nosso filho volte a cometer algum crime para ser preso e receber algum tratamento na cadeia. Ou que alguém o mate numa briga. Pessoas nessa situação acabam ou na cadeia ou no cemitério. Não é oferecido nada para os doentes mentais severos, agressivos e que consomem drogas”, denuncia, assegurando que são muitas as famílias em situação semelhante à dela.

Os políticos, a seu ver, se interessam muito pouco pela situação das famílias que enfrentam esse tipo de desafio. Para ela, os pais de pessoas nesta situação não deveriam perder a autoridade legal sobre os filhos afetados por doenças mentais quando eles atingem a maioridade: “Eles não estão em condições de exercer a liberdade. Não têm critério para administrá-la. [As autoridades] perguntam a eles se dão consentimento para ser internados, e eles dizem que não. Os pais não podem dizer nada. Mas depois chegam os problemas, que são enormes”.

Soluções

A solução que Montserrat propõe é a mesma já adotada em outros lugares do mundo, como a Fazenda da Esperança, no Brasil: a criação centros públicos de saúde mental em áreas rurais, para que os pacientes internados realizem trabalhos no campo e cuidem de animais, por exemplo, e não possam sair da clínica enquanto estiverem em tratamento.

Ela foi além das palavras e, junto com seu marido, já criou uma pequena indústria de iogurte, a Delícies del Berguedà, para que ali trabalhem pessoas com problemas de saúde mental.

Montserrat recorda que, na Espanha, os antigos manicômios para pessoas com transtornos mentais foram extintos na década de 1970, mas não foram substituídos por outras instituições que, ao mesmo tempo, os tratem adequadamente e protejam o resto da sociedade.

E lança um apelo ao mundo: “Nós, pais e mães, estamos desesperados e nos sentimos impotentes diante desta situação”


De: aleteia.org

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