21 setembro 2017

Após despenalizar o aborto, Bachelet apresenta projeto de casamento gay no Chile




SANTIAGO, 29 Ago. 17 / 12:30 pm (ACI).- Na segunda-feira, 28 de agosto, uma semana depois da despenalização do aborto, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, assinou o projeto de lei de casamento igualitário, que será enviado ao Congresso para a sua discussão e que inclui a adoção homoparental.

“Tal como compreendi, hoje o Chile dá um passo histórico com a assinatura do projeto de lei de casamento igualitário. Nós cumprimos a nossa palavra ante o Chile e também ante o mundo”, disse a mandatária.


A iniciativa busca, entre outras coisas, mudar o conceito de casamento estabelecido no artigo 102 do Código Civil, substituindo o trecho que assinala que a instituição é realizada entre um homem e uma mulher por uma “união entre duas pessoas”.

Bachelet também informou que “um menino ou uma menina poderão ser adotados indistintamente por um casal heterossexual ou homossexual pelo único fato de ser cônjuge, sem necessidade de modificar a lei das adoções”.

Além disso, assinalou que o projeto “estabelece a possibilidade de que exista a adoção do filho do cônjuge, quando as partes concordem e a filiação correspondente o permita”.

Também “é eliminado a conduta homossexual como causa de divórcio por culpa e o requisito de diferença de sexo para validade no Chile de um casamento celebrado no exterior”.

“Nós fazemos isso a fim de garantir um ato de justiça, que aqueles que desejam compartilhar a sua vida possam fazê-lo da maneira que eles ou elas decidam, com total liberdade, orgulho e alegria”, expressou.


“Por que negar a igualdade de direitos e liberdades para todas as pessoas, independentemente do seu sexo, raça, nacionalidade, orientação sexual ou identidade de gênero?”, questionou a presidente.

Entre outras propostas do projeto, incluem que os termos “cônjuges”, “marido e mulher”, “pai e mãe”, sejam aplicadas aos casais do mesmo sexo.

Em termos patrimoniais, o regime normal é o da separação total de bens, com a possibilidade de ser substituído pela participação nos lucros, caso os cônjuges desejarem.

Desintegração do casamento

Para o advogado e coordenador legislativo da ONG ‘Comunidade e Justicia’, Cristóbal Aguilera, o projeto, “além de ampliar o casamento, desintegra a noção dele”.

“Quando uma pessoa muda as características de uma instituição, também muda a sua finalidade. A finalidade do casamento é inevitavelmente a procriação e, por isso, se justifica socialmente. Com isso, altera o casamento e deixa de ser o que era antes, e isso tem um impacto social muito grande”, explicou.

Em relação à abertura para a adoção de casais do mesmo sexo, o advogado expressou que, “aqui, o foco não deve ser tanto em proteger os direitos das pessoas que se casam, mas ver o que seria melhor para as crianças”.

“No fundo, vamos permitir que o estado prive deliberadamente essas crianças da experiência de ter um pai e uma mãe através da adoção homoparental”, advertiu.

Segundo Aguilera, este projeto é “um pouco paradoxal, porque as principais organizações que promovem o casamento entre casais do mesmo sexo também são as principais organizações que promovem o amor sem papéis, o amor livre, o amor sem nenhuma restrição”.

“E o casamento é totalmente o oposto disso, o que faz é criar um vínculo, gerar toda uma estrutura legal em favor da manutenção e segurança desse vínculo”, acrescentou.

Sobre o avanço da agenda ideológica em termos legislativos, Aguilera considerou que o objetivo final que persegue é “destruir a célula sobre a qual se assentam todos os princípios cristãos, que é a família”.

“Se antes a característica de ser para toda a vida era relevante e agora é irrelevante, a característica que deve ser entre um homem e uma mulher, que era relevante, agora será irrelevante”, disse o advogado.

“E a última coisa que permaneceria seria a característica de que é entre duas pessoas, o que ainda é relevante, mas no futuro e como acontece em outros países, por exemplo, com a poligamia, está sendo discutido e será irrelevante”, advertiu.

“O que destrói mais uma família do que o aborto, a destruição social e legal da noção do casamento, ou a ideia de que a diferença sexual é irrelevante quando se trata de educar um filho, ou que o fato de ser uma pessoa sexuada é irrelevante no âmbito físico porque posso ser mulher sendo fisicamente homem?”, questionou.

“Acredito que todas essas questões têm um sentido ideológico na destruição da noção do casamento e da família”, que precisamente são o “núcleo da sociedade”.

Tanto o aborto como o “casamento homossexual” fazem parte da agenda do governo que a presidente Bachelet propôs para o seu segundo mandato.

Em abril de 2015, decretou a lei do Acordo de União Civil (AUC) que regula os efeitos legais da convivência entre casais do mesmo sexo e heterossexuais.

O projeto do casamento gay surgiu a partir do acordo mediado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), para pôr fim à demanda internacional que em 2012 o Movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh) interpôs contra o Estado do Chile por ter negado o casamento a três casais homossexuais.

Para o advogado Aguilera, esta apresentação “é meramente simbólica” e “todo o mundo político sabe disso”.


De: acidigital.com

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19 setembro 2017

É bíblica a oração da Ave-Maria?


O significado de cada parte da Ave-Maria

Cada parte da oração da Ave-Maria tem um significado baseado nas Sagradas Escrituras e na Tradição



A Ave-Maria é uma das orações mais queridas do povo católico. É a mais antiga oração que conhecemos dirigida a Nossa Senhora, nossa Mãe, Mãe de Jesus e da Igreja. Ela está na própria Bíblia, revelação de Deus.

“Ave, cheia de graça”

Na Anunciação, o Anjo a saudou: “Ave, cheia de graça”. Maria foi a única que achou graça diante de Deus, porque foi a única “concebida sem o pecado original”. Nas aparições a Santa Catarina Labouré, na França, em 1830, ela pediu que fosse cunhada o que ficou sendo chamada de “Medalha milagrosa”. Em letras de ouro, Catarina viu escrita a bela frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”.

O Senhor é convosco

“O Senhor é convosco”, disse-lhe o Arcanjo Gabriel. Maria tem uma intimidade profunda com Deus. Diz o nosso Catecismo que “desde toda eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’ (Lc 1,26-27)”. Ela é Filha do Pai, é a Mãe do Filho, e é a Esposa do Espírito Santo. Está em plena unidade com a Santíssima Trindade. Numa única mulher Deus tem Mãe, Filha e Esposa.

Bendita entre todas as mulheres

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Foi assim que Santa Isabel saudou a Virgem, “em alta voz” e “cheia do Espírito Santo”. E o menino João Batista estremeceu em seu seio. Isabel deixou claro por que Maria é “bendita entre todas as mulheres”: “Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor?” (v.43). E Isabel completa: “Bem-aventurada és tu que creste…” (v.44).

O bendito fruto do seu ventre é o próprio Deus, Filho de Deus, encarnado em seu seio virginal: Jesus. Ela é a Mãe de Deus. Quando o herege Nestório, patriarca de Constantinopla, quis negar essa verdade, o povo se revoltou, e o Concílio de Niceia, em 431, confirmou a maternidade divina de Maria: (Theotókos). “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48), por isso a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão.

Depois de saudar a Virgem Maria, Mãe de Deus, com essas palavras que desceram do céu, a oração da Ave-Maria nos leva a implorar as graças do Senhor pela intercessão daquela a quem Deus nada pode negar.

Santa Maria, Mãe de Deus

O que não consegue a Mãe do Altíssimo? O que não pode conseguir, diante do trono da graça, aquela que é Sua Mãe, Esposa e Filha? O milagre das Bodas de Caná (João 2) diz tudo, mostra o grande poder intercessor da Mãe diante do Filho. Por isso, a Igreja sempre nos ensinou: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. O bom filho nada nega à sua mãe, por isso São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, a chamava de “Onipotência suplicante”. Consegue tudo, por graça, o que Deus pode por natureza.

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte

E nós pecadores lhe imploramos: “Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. Consegue do Rei os grandes benefícios aqueles que estão perto d’Ele, aqueles que têm intimidade com Ele. Quem mais do que Maria tem intimidade com Deus? Quantas pessoas me pedem para mediar um pedido junto ao fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, porque sabem que tenho intimidade com ele! O mesmo acontece com Deus. Esse é o poder da intercessão.

A Mãe Santíssima diante do seu Filho roga por nós sem cessar. Disse o Concílio Vaticano II, que “assunta aos céus (…), por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (…) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora e medianeira.” (n.969).

“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, baseia-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” (n.970)

A nossa Mãe roga por nós a cada momento, mesmo que não tenhamos consciência disso; especialmente protege aqueles que lhe são consagrados fervorosamente. De modo especial, defende-nos na hora da morte. Quantas almas a Virgem Maria salva na hora da morte! Especialmente aqueles que lhe são consagrados. São Bernardo dizia que não é possível que se perca um bom filho de Maria. Por isso, pedimos insistentemente que ela rogue por nós, sobretudo na hora decisiva de nossa morte. Quando rezamos o Santo Rosário, a ela oferecemos rosas espirituais, que ela leva a Deus por nós. Ela não as retém para si, pois o rosário é a meditação de toda a vida de Jesus Cristo, nosso Senhor.


(via Canção Nova)


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14 setembro 2017

Na Alemanha, cristão afegão convertido do islamismo é atacado e tem seu crucifixo arrancado do peito




Um jovem afegão foi atacado perto de uma estação de trem no bairro berlinense de Neukölln por levar uma cruz cristã.
(La Gaceta)– A Polícia explicou que a agressão aconteceu na segunda feira passada à tarde na capital germana. Valeska Jakubowski, porta-voz do corpo, disse que a vítima chamou a emergência às 10 da noite denunciando que dois homens lhe assaltaram por levar uma cruz, informa Die Welt.

‘’Lhe perguntaram por que havia cambiado de religião e havia abandonado o islão’’, informou Jakubowski. O jovem, de 23 anos de idade, disse às autoridades que um dos que o atacaram lhe retirou a cruz do pescoço e a lançou ao chão. O agressor, todavia sem se identificar, lhe deu depois vários golpes no rosto.

O segundo agressor, segundo a informação da Polícia local, pegou o cristão pelos braços enquanto seu companheiro sacou uma lâmina e lhe provocou dois corte na região do abdômen.

Um porta-voz policial explicou que estão inspecionando as câmeras de segurança da região para tentar identificar os agressores. O bairro onde aconteceram os fatos alberga uma alta porcentagem de população imigrante muçulmana. Ali também se encontra uma conhecida mesquita radical -Al-Nur-.

Não se trata do primeiro ataque de ódio contra os cristãos. Em agosto, um homem que caminhava pela região de Prenzlauer Berg quando foi agredido por três norte africanos que lhe arrancaram o crucifixo que levava no pescoço. Tanto este caso como outro de similar natureza perpetrado em maio em Neukölln seguem em fase de investigação.

De: infovaticana.com


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12 setembro 2017

O cardeal Robert Sarah pede "revolta" para defender valores familiares tradicionais




Diante da ideologia do gênero e do plano deliberado e metódico para destruir a família tradicional, uma "Vendée interior deve surgir no coração de cada família, de todos os cristãos, de todos os homens de boa vontade".

Com este chamado entusiasmado, o cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, pediu uma "revolta" contra as novas mentiras da revolução contínua contra a lei de Deus. Seu chamado à oração e ação foi feito durante uma homilia dada durante uma Missa em 12 de agosto no foyer da arquibancada do premiado parque temático histórico da França, o Puy-du-Fou.

A
Vendée é a região no oeste da França onde ocorreu uma revolta durante o Reinado do Terror - o "Terreur" - em 1793 e 1794, quando os líderes da Revolução Francesa recrutaram homens comuns para servir no exército revolucionário e obrigaram os sacerdotes católicos a jurar submissão à Constituição Civil do Clero e repudiar seu compromisso de obedecer ao Papa.

Para os camponeses fiéis da
Vendée, em quem as "missões" de Saint Louis-Marie Grignion de Montfort há cerca de 80 anos deixaram uma marca profunda, esses requisitos eram inaceitáveis. Forçaram muitos nobres da província a levá-los a guerra com a nova República, lutando corajosamente "por Deus e o Rei" em uma batalha desigual que culminaria com o genocídio da Vendée. O Comitê de Segurança Pública - o governo revolucionário em Paris liderado por Robespierre - ordenou expressamente que todos os homens, mulheres e filhos da província fossem mortos, suas casas e aldeias fossem destruídas, e a própria terra da província fosse queimada.

A realidade desse genocídio de pleno direito, verdadeiramente um ato fundador da Revolução Francesa, foi largamente negada na política francesa e nos livros de história. A derrota da
Vendée levaria ao seu rebaixamento no esquecimento, ou, como diz o historiador e especialista francês da Vendée Reynald Secher, "memorizar".

A visita do cardeal Sarah à diocese de Luçon, na
Vendée, que este ano comemora o 700º aniversário da sua fundação, não teria sido completa sem uma visita ao parque temático Puy-du-Fou, onde Philippe de Villiers, ex-candidato presidencial na França e empresário visionário, criou um "show de som e luz" profundamente original, há 40 anos, apresentando a história de um castelo arruinado sob a forma de uma performance cinematográfica ao vivo. Quarenta anos depois, o show se transformou em uma espetacular encarnação da história da Vendée, onde vários milhares de voluntários atuam várias vezes a semana durante os meses de verão, honrando a memória dos "Vendéens", seus antepassados, especialmente em sua revolta para seus "Deus e Rei".

O tema das "Guerras da
Vendée" também está presente no parque temático que se tornou um empreendedor premiado internacional cujo objetivo é reavivar o amor por sua pátria e pela beleza nos corações dos muitos milhões de visitantes que têm venha lá ao longo dos anos.

O cardeal Sarah certamente pegou o espírito do Puy-du-Fou em homenagem não só aos que participaram dessa aventura cultural única, mas também aos guerreiros camponeses da Vendée. Armados apenas com suas "equipes, foices, rosários e o Sagrado Coração" costurados em seus casacos, eles se levantaram para lutar e, por seus milhares, "morreram por sua fé, por suas igrejas e por seus sacerdotes".

"Você dá uma voz a todos aqueles que o 'Terreu' queria silenciar, porque eles recusaram a mentira da ideologia ateísta! Você honra aqueles a quem queria se afogar no esquecimento, porque eles não permitiriam a liberdade de acreditar e oferecer a Missa para serem despojados deles ", disse o Cardeal durante sua homilia no sábado à noite.

"Seu trabalho é necessário! Por nossos tempos parece ter sido adormecido! À medida que enfrentamos a ditadura do relativismo, quando enfrentamos um novo pensamento de terrorismo que mais uma vez busca rasgar Deus dos corações das crianças, precisamos redescobrir o frescor da mente, a simplicidade alegre e fervorosa desses santos e esses mártires " ele pregou, diante do relicário onde o anel de São Joana do Arco repousa depois de ter sido providencialmente trazido de Inglaterra no ano passado por Philippe de Villiers para ser homenageado no Puy-du-Fou. O anel de São Joan foi levado para a Inglaterra em 1431 pelo cardeal Henry Beaufort depois que ela foi queimada na estaca em Rouen.

O cardeal Sarah insistiu que, embora a morte e o martírio fossem o lote dos Vendéens, eles eram misteriosamente vitoriosos na medida em que, depois das agasalas da Revolução, os sacerdotes católicos na França foram mais uma vez autorizados a servir a Deus sem ter que se submeter à "mentira de ideologia "que ameaçou" reinar supremo ".

Ele continuou a falar das perseguições atuais que decorrem da "matriz" ateísta da Revolução Francesa, chamando todos os cristãos e pessoas de boa vontade para aceitar e seguir o patrimônio da
Vendée contra novas formas de totalitarismo.

"Mesmo agora, talvez mais do que nunca, os ideólogos da revolução querem aniquilar o lugar natural para o dom de si, de generosidade alegre e de amor! Estou falando da família! A ideologia do gênero, o desprezo da fecundidade e da fidelidade são os novos slogans desta revolução. As famílias se tornaram as novas Vendées para exterminar. O seu desaparecimento está sendo metodicamente planejado, como foi o da
Vendée no passado ", afirmou o cardeal africano, particularmente condenando as tentativas modernas de forçar a" esterilização, aborto e contracepção "no continente natal.

"Estes novos revolucionários estão preocupados com a generosidade das famílias numerosas. Eles simulam famílias cristãs, porque estas encarnam tudo o que eles odeiam. Eles estão prontos para atacar a África com novas colunas infernais para pressionar as famílias e forçá-las a esterilização, aborto e contracepção. África, como a Vendée, resistirá! As famílias em todos os lugares devem ser as lúdicas alegres de revolta contra essa nova ditadura do egoísmo! Está agora no coração de cada família, de cada cristão, de todo homem de boa vontade que um Vendée interior deve surgir! Todo cristão é, espiritualmente, um Vendéen! ", Disse o cardeal Sarah, apresentando a ideologia de odiar e odiar o homem de hoje como tão violenta e mortal como os assassinatos violentos de mais de 200 anos atrás.

O cardeal concluiu que este levante deve ser pacífico, fundado em adoração e oração e com cuidado de defender "perdão e misericórdia", porque "o amor só conquista os poderes da morte".


De:  https://www.lifesitenews.com

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08 setembro 2017

A verdadeira razão pela qual católicos não podem ser maçons


Três séculos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, os princípios dessa instituição continuam frontalmente incompatíveis com a doutrina católica



Por Ed Condon [*] — O antagonismo recíproco entre a Igreja Católica e a Maçonaria está bem firmado e é de longa data. Durante a maior parte dos últimos 300 anos, as duas instituições têm sido reconhecidas, mesmo pela mentalidade secular, como implacavelmente opostas uma à outra. Em décadas recentes, a animosidade entre elas tem-se apagado da consciência pública em grande medida, devido ao menor envolvimento direto da Igreja em assuntos civis e à derrocada dramática da Maçonaria, tanto em números quanto em importância. Mas, por ocasião dos 300 anos da Maçonaria, vale a pena rever o que sempre esteve no “núcleo” da absoluta oposição da Igreja a esse grupo. Aparentemente, a Maçonaria pode não passar de um clube esotérico masculino, mas ela já foi, e continua sendo, um movimento filosófico altamente influente — e que impactou de modo dramático, ainda que sutil, a sociedade e a política modernas no Ocidente.

A história da Franco-maçonaria preenche, por si só, vastas páginas. A sua gradual transformação de guildas de pedreiros medievais em uma rede de sociedades secretas, com uma filosofia e um rito gnósticos próprios, pode ser lida com grande interesse. A versão mais recente da Franco-maçonaria teve início com a formação da Grande Loja da Inglaterra, em 1717, em um bar chamado Goose & Gridiron, próximo à Catedral londrina de São Paulo Apóstolo. Nos primeiros anos, antes que a Igreja fizesse qualquer pronunciamento formal sobre o assunto, muitos católicos já faziam parte da associação e a “diáspora” dos católicos e jacobitas ingleses foi crucial para espalhar a Franco-maçonaria na Europa continental. Ela chegou a se tornar, em alguns lugares, tão popular entre os católicos que o Rei Francisco I da Áustria serviu de protetor formal da instituição.

Mesmo assim, a Igreja se converteu na maior inimiga das lojas maçônicas. Entre o Papa Clemente XII, em 1738, e a promulgação do primeiro Código de Direito Canônico, em 1917, oito papas ao todo escreveram condenações explícitas à Franco-maçonaria. Todas previam a mais estrita pena eclesiástica para quem se associasse: excomunhão automática reservada à Sé Apostólica.

Mas o que a Igreja entendia, e entende hoje, por Franco-maçonaria? Que características fizeram com que ela merecesse uma tal condenação?

É comum ouvirmos dizer que a Igreja se opôs à Franco-maçonaria por causa do caráter supostamente revolucionário ou sedicioso das lojas. Está relativamente difundida a ideia de que as lojas maçônicas eram células essencialmente políticas para republicanos e outros reformistas, e a Igreja se opunha a elas para defender o velho regime absolutista, ao qual ela estava institucionalmente atrelada. No entanto, embora a sedição política eventualmente se sobressaísse na oposição da Igreja à Maçonaria, essa não era, em hipótese alguma, a razão originária de sua rejeição. O que Clemente XII denunciou originalmente não era uma sociedade republicana revolucionária, mas um grupo que propagava o indiferentismo religioso: a ideia de que todas as religiões (e nenhuma delas) têm igual validade, e que na Maçonaria estão todas unidas para servirem a um entendimento comum e mais elevado da virtude. Os católicos, como membros, deveriam colocar sua adesão à loja acima de sua pertença à Igreja. Em outras palavras, a proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas.

Desde o princípio, a preocupação primária da Igreja foi a de que a Maçonaria submete a fé de um católico à da loja, obrigando-o a colocar uma fraternidade secularista fundamental acima da comunhão com a Igreja. A linguagem legal e as penalidades aplicadas nas condenações à Franco-maçonaria eram, na verdade, muito similares àquelas usadas na supressão dos albigenses: a Igreja vê a Franco-maçonaria como uma forma de heresia. Ainda que os próprios ritos maçônicos contenham um material considerável que pode ser chamado de herético — e até de explicitamente anticatólico, em alguns casos —, a Igreja sempre esteve muito mais preocupada com a filosofia geral da Franco-maçonaria do que com a ostentação de seus rituais.

Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a Igreja Católica e o seu lugar de privilégio no governo e na sociedade de muitos países europeus tornaram-se objeto de crescente oposição secular e até mesmo de violência. Existem, é verdade, poucas evidências históricas — se é que as há — de que as lojas maçônicas tenham desempenhado um papel ativo no início da Revolução Francesa. De qualquer modo, a causa dos horrores anticlericais e anticatólicos da Revolução pode ser encontrada na mentalidade secularista descrita pelas várias bulas papais que condenam a Maçonaria. As sociedades maçônicas foram condenadas não porque pretendessem ameaçar as autoridades civis e eclesiásticas, mas porque uma tal ameaça, na verdade, constituía a consequência inevitável de sua existência e crescimento. A revolução era o sintoma, não a doença.

A coincidência de interesses entre Igreja e Estado, e o ataque a elas empreendido por sociedades secretas revolucionárias, foram mais claros nos Estados Papais da Península Itálica, onde a Igreja e o Estado eram uma só coisa. Assim que começou o século XIX, ganhou notoriedade uma imitação da Franco-maçonaria, de caráter revolucionário explícito e oposição declarada à Igreja: eles se chamavam de Carbonari (“carbonários”, palavra italiana para “carvoeiros”) e, em sua campanha por um governo constitucional secular, praticavam tanto o assassinato quanto a insurreição armada contra os vários governos da Península Itálica, sendo identificados como uma ameaça imediata à fé, aos Estados Papais e à própria pessoa do Pontífice Romano.

A ligação entre a ameaça passiva da filosofia secreta maçônica e a conspiração ativa da Carbonária foi explicada na Constituição Apostólica Ecclesiam a Jesu Christo, do Papa Pio VII, promulgada em 1821. Mesmo tratando e condenando a oposição aberta e declarada dos Carbonari à governança temporal dos Estados Papais, ainda assim era claro que a mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista.

Ao longo de todas as várias condenações papais à Franco-maçonaria, mesmo quando as lojas financiavam ativamente campanhas militares contra o papa, como fizeram com a conquista de Garibaldi e a unificação da Itália, o que sempre constituiu a primeira objeção da Igreja à Loja foi a ameaça que ela representava à fé dos católicos e à liberdade da Igreja de agir em sociedade. O fato de os ensinamentos da Igreja serem minados nas lojas, e a sua autoridade em matéria de fé e moral ser questionada, era repetidamente descrito como uma conspiração contra a fé, tanto nos indivíduos quanto em sociedade.

Na encíclica Humanum Genus, o Papa Leão XIII descreveu a agenda maçônica como sendo a exclusão da Igreja da participação em assuntos públicos e a perda gradual de seus direitos como um membro institucional da sociedade. Durante o seu tempo como papa, Leão escreveu um grande número de condenações à Franco-maçonaria, tanto no âmbito pastoral quanto no âmbito legislativo. Ele sublinhou em detalhes o que a Igreja considerava ser a agenda maçônica, agenda esta que, lida com um olhar contemporâneo, ainda é de uma relevância surpreendente.

Ele se referiu especificamente ao objetivo de secularizar o Estado e a sociedade. Ressaltou em particular a exclusão do ensino religioso das escolas públicas e o conceito de que “o Estado, que deve ser absolutamente ateu, tem o inalienável direito e dever de formar o coração e os espíritos de seus cidadãos” ( Dall’Alto dell’Apostolico Seggio, n. 6). Também denunciou abertamente o desejo maçônico de tirar da Igreja qualquer forma de controle ou influência sobre escolas, hospitais, instituições de caridade públicas, universidades e qualquer outra associação que servisse ao bem comum. Também deu um destaque específico ao impulso maçônico de repensar o matrimônio como um mero contrato civil, promover o divórcio e apoiar a legalização do aborto.

É praticamente impossível ler esta agenda e não reconhecer nela a base de quase todo o nosso discurso político contemporâneo. O fato de muitos de nossos principais partidos políticos, se não todos, apoiarem tranquilamente essas ideias, e o próprio conceito de Estado secular e suas consequências sobre a sociedade ocidental, incluindo a pervasiva cultura do divórcio e a disponibilidade quase universal do aborto, tudo isso é uma vitória da agenda maçônica. E isso levanta questões canônicas muito sérias sobre a participação católica no atual processo político secular.

Ao longo de séculos de condenações papais à Franco-maçonaria, era normal que cada papa incluísse nomes de novas sociedades que compartilhavam da filosofia e da agenda maçônicas e que, por isso, também deveriam ser entendidas pelos católicos, nos termos da lei canônica, como “maçônicas”. No século XX, isso chegou a incluir partidos políticos e movimentos como o comunismo.

Quando o Código de Direito Canônico foi reformado, após o Vaticano II, o cânon específico que proibia os católicos de aderirem a “seitas maçônicas” foi revisado. No novo código, promulgado em 1983 por São João Paulo II, a menção explícita à Franco-maçonaria foi retirada completamente. O novo cânon 1374 refere-se somente a associações “que maquine[m] contra a Igreja”. Muitos entenderam essa mudança como um indicativo de que a Franco-maçonaria não mais era considerada má aos olhos da Igreja. Na verdade, os membros do comitê responsável pela reforma esclareceram que eles queriam se referir não apenas aos franco-maçons, mas a muitas outras organizações; a conspiração da agenda secularista maçônica tinha-se espalhado para tão além das lojas que continuar usando um termo abrangente como “maçônico” seria confuso. O então Cardeal Ratzinger emitiu um esclarecimento da nova lei em 1983, no qual deixou claro que o novo cânon havia sido formulado para encorajar uma interpretação e uma aplicação mais abrangentes.

Dado o entendimento cristalino, no ensinamento da Igreja, do que a conspiração ou a agenda maçônica incluem — a saber, o matrimônio como um mero contrato civil aberto ao divórcio à vontade; o aborto; a exclusão do ensino religioso das escolas públicas; a exclusão da Igreja do provimento de bem-estar social ou do controle de instituições de caridade —, parece-nos impossível não perguntar: quantos de nossos partidos políticos no Ocidente não estariam agora sob a proibição do cânon 1374? A resposta talvez não agrade muito aqueles que querem ver um fim para a chamada “guerra cultural” dentro da Igreja.

Mais recentemente, o Papa Francisco tem falado repetidas vezes de sua grave preocupação com uma infiltração maçônica na Cúria e em outras organizações católicas. Ao mesmo tempo, ele alertou contra a Igreja se tornar uma mera ONG em seus métodos e objetivos — perigo que vem diretamente dessa mentalidade secularista a que a Igreja sempre chamou “filosofia maçônica”.

A infiltração maçônica na hierarquia e na Cúria tem sido tratada há muito tempo como uma espécie de versão católica do “bicho-papão” embaixo da cama, ou da paranoia macarthista com infiltrados comunistas. De fato, quando se conversa com pessoas que trabalham no Vaticano, rapidamente se descobre que, para cada dois ou três que riem dessa história, há pelo menos um que deparou diretamente com esse fato. Eu mesmo conheço pelo menos duas pessoas que, durante o tempo em que trabalharam em Roma, foram abordadas para se associarem. O papel das lojas maçônicas como ponto de encontros confidencial para pessoas com ideias e agendas heterodoxas mudou pouco desde a França pré-revolucionária até o Vaticano de hoje. 300 anos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, o conflito entre a Igreja e a Franco-maçonaria nunca esteve tão vivo.

(Via Pe. Paulo Ricardo







De:  aleteia.org


[*] Ed Condon é canonista e escreveu sua dissertação de doutorado sobre a história das sanções legais da Igreja contra os franco-maçons.




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