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31 agosto 2017

“Você não pode usar crucifixo”. A história da menina cristã adotada por uma família muçulmana


Aconteceu em Londres. Os islamistas também criticaram o Natal e proibiram a menina de comer carne de porco



Respeito pela religião cristã? Para parte dos muçulmanos isso ainda está longe de acontecer. É o que demonstra esta história, que vem de Londres.

A protagonista é uma menina cristã enviada em adoção pelos serviços sociais do distrito de Tower Hamlets – umas das regiões mais multiculturais de Londres – a duas famílias muçulmanas, apesar de os pais terem sido contra (Corriere della Sera, 28 de agosto).

“Toucinho é proibido”

Quando ela chegou à casa da família que a acolheu, a menina contou que eles tiraram sua correntinha com o crucifixo e logo a impediram de comer seu prato italiano preferido, spaghetti alla carbonara, um presente que sua mãe lhe deu antes que a levassem. “Aqui é proibido comer o toucinho, porque é porco”, disseram-lhe.

“O Natal é uma estupidez”

Eles também falaram que o Natal é uma estupidez e que as mulheres europeias são alcóolatras. Em uma das casas, a mãe usava um nicabe, enquanto na outra a mulher vestia burca. Ambas tinham o rosto completamente cobertos, por isso, a comunicação visual das famílias de acolhida foi complicada.

A notícia foi dada com exclusividade pelo diário The Times (28 de agosto), que teve acesso a documentos do município. Um supervisor dos serviços sociais, que pediu anonimato, contou que a menina chora, está muito angustiada e pede para não voltar mais para a casa da família, “pois eles não falam inglês”.

A lei britânica pede que, na escolha da família adotiva, os profissionais levem em conta “a religião, a bagagem linguística e cultural, além da raça”.

As autoridades do bairro de Tower Hamlets se limitaram a dizer ao Daily Telegrah (28 de agosto) que as famílias adotivas respeitam a identidade cultural das crianças, e não comentaram até agora a falta de respeito com a identidade da menina.

Atualização: Segundo informa o Daily Telegraph, a juíza Khatun Sapnara – muçulmana – determinou que a menina voltasse à sua família de origem. No entanto, o diário britânico diz que a família adotiva havia sido selecionada pelo imã Shakeel Begg, acusado de promover o extremismo islâmico na Inglaterra. 


De: aleteia.org

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15 maio 2017

Cristão que se negou a fazer camisetas para marcha do orgulho gay ganha batalha legal


WASHINGTON DC, 15 Mai. 17 / 06:00 am (ACI).- Em uma vitória da liberdade de expressão, um empresário dono de uma gráfica que se negou a realizar camisetas para uma marcha do orgulho gay em Kentucky (Estados Unidos), ganhou a batalha contra o lobby homossexual.

Um tribunal de apelações Kentucky se pronunciou neste 12 de maio a favor da liberdade de expressão de Blaine Adamson, um empresário cristão sancionado por uma Comissão de Direitos humanos local por negar-se a realizar camisetas com mensagens a favor da agenda gay.

“Os americanos sempre deveriam ter a liberdade de acreditar, a liberdade de expressar essas crenças e a liberdade de não expressar ideias que violariam sua consciência”, disse Jim Campbell, conselheiro sênior do Alliance Defending Freedom (ADF), organização a cargo da defesa de Blaine.


“A decisão de hoje é uma vitória para donos de gráficas (ndt: ou estamparias) e outros profissionais criativos que servem a todos mas não podem promover todas as mensagens”, assegurou.

Blaine Adamson é dono da imprensa Hands On Originals em Kentucky, que realiza materiais publicitários, como camisetas, boinas e mantas. Realizou diversos trabalhos sem discriminar por raça ou preferências sexuais de seus clientes. Além disso, com frequência contrata trabalhadores homossexuais.

Blaine tem algumas exceções para seu trabalho: não imprime mensagens contrárias à sua fé, como aqueles que contêm material violento ou sexualmente explícito.

Em 2012, as Organizações de Serviços para Gays e Lésbicas (GLSO, por suas siglas em inglês), pediram a Blaine criar algumas camisetas promocionais do Festival do Orgulho Gay local. O empresário, que defende que o matrimônio é apenas entre homem e mulher, rechaçou a proposta mas lhes ofereceu pô-los em contato com outra gráfica que lhes cobraria um preço similar.

Apesar de que eventualmente a GLSO conseguiu fazer suas camisetas grátis com outro fornecedor, a organização gay empreendeu um boicote contra Blaine e realizou uma queixa ante a Comissão de Direitos humanos do Condado de Lexington-Fayette.

Esta Comissão ordenou a Blaine fabricar as camisetas com as mensagens contrárias a sua fé e assistir a um curso de “treinamento em diversidade”.

O empresário ganhou um primeira processo legal contra a Comissão de Direitos humanos, mas o organismo decidiu apelar. A nova sentença reitera a liberdade de expressão de Blaine.


De: acidigital.com

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11 novembro 2016

O martírio de Simona




Simona, de 33 anos, e seu bebê – ainda no seu ventre – foram assassinados quando terroristas islâmicos invadiram uma padaria em Daca, capital de Bangladesh, fazendo refém um grupo de 20 pessoas durante a noite de 1° de julho deste ano.

“Simona foi assassinada por conta do ódio à fé, e é por isso que queremos apoiar os cristãos perseguidos.” Diz o padre Luca Monti, irmão da vítima, que explica a decisão da família em apoiar a Ajuda à Igreja que Sofre (ACN). A família Monti contribuiu através da ACN para a construção da igreja dedicada a São Miguel em Harintana, uma pequena cidade de Bangladesh, na diocese de Khulna, e desta forma, fazer memória de Simona.

Padre Luca, que atualmente vive na Itália, explica que toda a sua família é cristã, e acrescenta: “Acreditamos que Simona foi uma mártir, juntamente com todas as outras vítimas desse terrível ataque. Assim, decidimos fazer seu funeral muito simples, para que tivéssemos condições de contribuir com um bom trabalho em nome dos cristãos perseguidos. Escolhemos, assim, fazê-lo via Ajuda à Igreja que Sofre, por ser uma Fundação Pontifícia e por apoiar projetos maravilhosos em nome de tantos irmãos nossos que são perseguidos pela fé”.

Diante do horror do extremismo, a família Monti respondeu fazendo o bem num país atormentado pela perseguição religiosa, como Bangladesh, contribuindo para a promoção do diálogo inter-religioso e o apoio às minorias. Tal solidariedade proporcionou um lugar de oração para a comunidade católica da Harintana, que até agora tem sido obrigada a viajar por quilômetros, atravessar um rio, para então chegar à igreja mais próxima. “Escolhemos este projeto pois nos dá uma nova esperança ao saber que a igreja de São Miguel será um incentivo para que os cristãos de Bangladesh não temam nem cedam, mesmo em face da violência. E é claro que também fazemos isso por Simona, porque sabemos que a comunidade local, com seus corações bondosos, rezará por sua alma e por nossa família”.

Padre Luca se lembra de sua irmã, em particular, pela sua dedicação ao seu trabalho e sua “adorável determinação”. Ele acrescenta que, para além do seu grande sofrimento, a família Monti se fortalece ao saber que Simona morreu por sua fé. “Foi comovente para mim ouvir o meu pai dizer: ‘Eu dei a Deus um filho sacerdote, e uma filha mártir.’”


De: acn.org.br

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14 outubro 2016

Comunistas chilenos pretendem ‘expulsar a Deus’ do parlamento





Em uma pretensão de eliminar qualquer símbolo cristão, o Partido Comunista no Chile apresentou uma moção que propõe mudar a tradicional frase “Em nome de Deus e da Pátria, abre-se a sessão”, por “Em representação do povo do Chile, abre-se a sessão”.


Em una pretensão de eliminar qualquer símbolo cristão, o Partido Comunista do Chile apresentou uma moção que propõe mudar a tradicional frase com a que se iniciam as sessões parlamentares. Os membros do Partido Comunista chileno pedem que a consigne “Em nome de Deus e da Pátria, abre-se a sessão”, seja substituída por “Em representação do povo do Chile, abre-se a sessão”.

Esta iniciativa, que pretende instaurar o laicismo radical e modificar os artigos 94 e 255 do regulamento interno da Câmara de Deputados, foi promovida pela ex-dirigente estudantil e promotora dos protestos estudantis de 2011, a deputada Camila Vallejos. Cabe destacar que o objetivo desta moção é “reafirmar que o Estado do Chile é laico e, consequentemente, o Poder Legislativo não invoque sua representação a uma divindade”.

Em uma entrevista concedida a ACI Prensa, o filósofo e porta-voz de a associação Vozes Católicas de Chile, Eugenio Yañez, explicou que “não há que confundir a laicidade dos estados com o ateísmo. Este Estado chileno não é ateu, se declara laico, mas reconhece esta profunda tradição cristã que ajudou a consolidar nossa Pátria e também nossa democracia”.

“Não vejo nenhuma razão por a que se tenha que eliminar essa invocação. É precisamente a democracia a que está chamada a respeitar e cautelar nossas raízes cristãs e em consequência a ser tolerantes e pluralistas mas mesmo em um país onde 80 por cento se declara crente”, assegura Yañez.

Por último, o porta-voz de Vozes Católicas assinalou que esta iniciativa é parte de um “processo que se está levando em diferentes países em a chamada secularização, que esse desenraizamento entre Deus e o homem, é a lógica que se vem impondo na Europa e agora na América Latina e isto nos tem que fazer reagir”.


De: infovaticana.com

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11 agosto 2014

Carta de um cristão iraquiano despedindo-se de sua terra



“Adeus Mossul, é o fim de milênios passados juntos”

Carta de um cristão iraquiano após ter sido expulso de Mossul junto com outros cristãos

Carta de adeus, escrita por um cristão iraquiano, Majed Aziza, para a cidade de Mossul, logo após a decisão dos extremistas do Estado Islâmico (EI) de expulsar todos os cristãos do local.

* * *

Expulsos, deixamos a nossa cidade, Mossul, humilhados pelos detentores do novo Islã. Deixamos a cidade pela primeira vez na história. Partindo, agradecemos os nossos vizinhos, apesar de tudo, pois pensávamos que nos teriam protegido, como faziam em outros tempos, e que teriam se rebelado contra a fúria destes criminosos do século XXI, dizendo a eles que nós somos os autênticos filhos desta cidade e que somos os seus fundadores.

Fomos abandonados, deixando-nos ser arrastados para fora da cidade em direção ao desconhecido. Eles fecharam os olhos enquanto deixávamos para trás a nossa história, os túmulos dos nossos antepassados, nossas casas, nosso patrimônio e tudo aquilo que nos é querido. Fomos abandonados enquanto dizíamos adeus aos nossos quarteirões, à mesquita de Jonas (que tinha também o túmulo do Profeta Jonas, a qual, por este motivo, foi destruída pelos jihadistas do Estado Islâmico).

Adeus também ao nosso arcebispo, à igreja de Maskinta e a de Ain Kibrit. Adeus a todos vocês! Não estaremos mais presentes nas festas e cerimônias, casamentos e funerais. É o fim de milênios passados juntos.

Adeus aos nossos parentes sepultados em Mossul. Nós os deixamos, expulsos da nossa cidade. Perdoem-nos porque não poderemos ir a seus túmulos nas festas religiosas. Adeus aos restos mortais do meu avô Elias, do meu tio paterno - pai Mikhail - aos meus tios maternos Ibrahim e Mikhail Haddad, que me transmitiram a paixão pelo jornalismo. Adeus ao meu tio paterno Estefan Aziza, primeiro mártir da família. Adeus ao convento de São Jorge, adeus às pontes da cidade, aos muros, à universidade e ao centro cultural.

Perdoem-nos, velhos amigos, irmãos e nobres filhos da nossa cidade. Perdoem por nossas faltas. Se em algum momento falhamos, isso não tira o que vivemos juntos por centenas, até milhares de anos, construindo Mossul com o suor de nossos rostos.

Hoje olhamos a cidade de longe enquanto somos expulsos, humilhados aos olhos de todos. Os assassinos do Daech (sigla em árabe para EI) nos expulsaram de nossas casas e da nossa cidade. Adeus a todos vocês e obrigado. Deixamos, sob pressão, uma terra que nutrimos com o nosso sangue.

De: aleteia.org

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