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04 maio 2018

CATECISMO: «…Nascido da Virgem Maria»: porque é que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus?


.......[495] A MATERNIDADE DIVINA DE MARIA
..........[495] Chamada nos evangelhos « a Mãe de Jesus » (Jo 2, 1; 19, 25)(150), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito Santo e desde antes do nascimento do seu Filho, como « a Mãe do meu Senhor » (Lc 1, 43). Com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que Se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus (« Theotokos ») (151).

[509] Maria é verdadeiramente « Mãe de Deus », pois é a Mãe do Filho eterno de Deus feito homem que, Ele próprio, é Deus.

Maria é verdadeiramente Mãe de Deus porque é a mãe de Jesus (Jo 2,1-25). Com efeito, Aquele que foi concebido por obra do Espírito Santo e que se tornou verdadeiramente Filho de Maria é o Filho eterno de Deus Pai. É Ele mesmo Deus.

O que significa «Imaculada Conceição»?

......[487] II. ...nascido da Virgem Maria
..........[487] O que a fé católica crê, a respeito de Maria, funda-se no que crê a respeito de Cristo. Mas o que a mesma fé ensina sobre Maria esclarece, por sua vez, a sua fé em Cristo.
.......[488] A PREDESTINAÇÃO DE MARIA
..........[488] « Deus enviou o seu Filho » (GI 4, 4). Mas, para Lhe « formar um corpo » (129), quis a livre cooperação duma criatura. Para isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe do seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré, na Galileia, « virgem que era noiva de um homem da casa de David, chamado José. O nome da virgem era Maria » (Lc 1, 26-27): « O Pai das misericórdias quis que a aceitação, por parte da que Ele predestinara para Mãe, precedesse a Encarnação, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida (130).
..........[489] Ao longo da Antiga Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. Logo no princípio, temos Eva; apesar da sua desobediência, ela recebe a promessa duma descendência que sairá vitoriosa do Maligno(131) e de vir a ser a mãe de todos os vivos (132). Em virtude desta promessa, Sara concebe um filho, apesar da sua idade avançada (133). Contra toda a esperança humana, Deus escolheu o que era tido por incapaz e fraco (134) para mostrar a sua fidelidade à promessa feita: Ana, a mãe de Samuel (135), Débora, Rute, Judite e Ester e muitas outras mulheres. Maria « é a primeira entre os humildes e pobres do Senhor, que confiadamente esperam e recebem a salvação de Deus. Com ela, enfim, excelsa filha de Sião, passada a longa espera da promessa, cumprem-se os tempos e inaugura-se a nova economia da salvação » (136).
.......[490] A IMACULADA CONCEIÇÃO
..........[490] Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria « foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão » (137). O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como « cheia de graça »(138). Efectivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus.
..........[491] Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, « cumulada de graça » por Deus (139), tinha sido redimida desde a sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, procla­mado em 1854 pelo Papa Pio IX: « Por uma graça e favor singular de Deus omnipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição » (140).
..........[492] Este esplendor de uma « santidade de todo singular », com que foi « enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição » (141), vem-lhe totalmente de Cristo: foi « remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho » (142). Mais que toda e qualquer outra pessoa criada, o Pai a « encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo » (Ef 1, 3). « N'Ele a escolheu antes da criação do mundo, para ser, na caridade, santa e irrepreensível na sua presença » (Ef 1, 4).

......[508] RESUMO
..........[508] Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe do seu Filho. « Cheia de graça », ela é « o mais excelso fruto da Redenção » (182). Desde o primeiro instante da sua conceição, ela foi totalmente preservada imune da mancha do pecado original, e permaneceu pura de todo o pecado pessoal ao longo da vida.

Deus escolheu gratuitamente Maria desde toda a eternidade para que fosse a Mãe de seu Filho: para cumprir tal missão, foi concebida imaculada. Isto significa que, pela graça de Deus e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Maria foi preservada do pecado original desde a sua concepção.



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17 novembro 2017

A Virgem de Fátima esteve de maneira clandestina na ditadura e volta ao país mais ateu da Europa





A República Checa é comsiderado o país mais ateu de toda Europa. Após décadas de regime comunista, a maioria da população não crê em Deus e tão somente 10% se declara católico


Por isso, se faz mais necessária que nunca a ajuda da Virgem e para isso este país celebrará um ano dedicado à Virgem Maria, que vai desde este passado mês de outubro até o mêsmo mês de 2018, como “gesto de gratidão pela recuperação da liberdade após o comunismo”.

Tal e como informa Ajuda à Igreja Sofre e informa Aciprensa, durante todo o ano uma réplica da imagem original da Virgem de Fátima, entre pelo Santuário em Portugal à Comferência Episcopal Checa, percorrerá todas as dioceses do “país mais ateu de Europa”.

Em 13 de setembro passado, no marco da celebração dos 100 anos das aparições da Virgem aos três pastorzinhos na Cova da Iria, 1.300 checos peregrinaram ao Santuário de Fátima em Portugal.

Uma imagem vinculada à história do país
Esse dia, o Cardeal Dominik Duka, arcebispo de Praga, recordou que em 1989 um grupo de checos também peregrinou ao santuário mariano e que “damos graças pela noa geração que cresceu em liberdade: uma geração que não comheceu a prisão nazista, a prisão comunista, o ultraje, a perda de liberdade, a perseguição por causa do exercício da fé religiosa”.

O também presidente da Comfêrencia Episcopal Checa, afirmou que “a história das aparições de Nossa Senhora está ligada à história de nossa pátria” e como uma mostra de gratidão, deixou como obséquio ao Santuário de Fátima uma réplica da Imagem do Menino Jesus de Praga, uma das devoções mais importantes da República Checa e para os católicos do mundo inteiro.

Ao finalizar esta peregrinação, o Santuário de Fátima entregou aos bispos da República Checa a réplica da Imagem da Virgem e esta foi recebida no país europeu com uma Missa na Catedral San Vito em Praga, para logo ser levada em procissão pela cidade.

A Virgem peregrina “clandestina”
Nste 18 de novembro se realizará uma peregrinação ao Santuário do Menino Jesus em Praga para agradecer pelo “fim da repressão pelo comunismo hostil à religião”.

A Ajuda à Igreja que Sofre recordou que faz 50 anos durante o regime da União Soviética, uma Imagem da Virgem de Fátima foi “introduzida clandestinamente” na República Checa, território que então era Checoslováquia. Este gesto permitiu que se “pavimentara o caminho da chamada Primavera de Praga, que trouxe consigo em 1968 uma certa distensão da situação, também para a Igreja”.


De: religionenlibertad.com

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09 outubro 2017

O dia em que Nossa Senhora Aparecida visitou o espaço




REDAÇÃO CENTRAL, 09 Out. 17 / 08:00 am (ACI).- Quando o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, chegou ao espaço em 2006, junto com ele estava também Nossa Senhora Aparecida, não só na devoção que tem pela Padroeira do Brasil, mas também em um pequeno broche que fez questão de levar.

Na época, Pontes podia levar consigo para a missão de dez dias um quilo em bagagem. Entre os itens que carregou estavam fotos da família, um MP3 com música e, como sempre carrega uma imagem de Aparecida, ela não poderia faltar no espaço. Assim, decidiu levar o broche da Virgem com um terço ao seu redor.

Ao participar da festa da Padroeira no Santuário Nacional de Aparecida em 2009, o astronauta contou que ter consigo a imagem de Aparecida no espaço “passou uma sensação de segurança. É algo que transcende o corpo”.

A devoção à Nossa Senhora Aparecida foi herdada de sua mãe, Zuleica, que o incentivava nas orações e o levava ao Santuário Nacional. Ela foi também a grande incentivadora do sonho de Pontes de ser astronauta.


E esta lembrança materna também esteve com ele quando olhou a Terra do espaço e recordou os olhos azuis de dona Zuleica, falecida em 2002, e como conseguiu realizar seu sonho com o incentivo dela.

O astronauta ainda garante que a experiência de ver o planeta teve grande significado para sua fé. “Para mim, ir ao espaço, ver o planeta lá de cima, imaginar o que somos, isso aumentou muito meu relacionamento com Deus”, disse no Santuário, em 2009.

Atualmente, o broche de Nossa Senhora Aparecida que visitou o espaço está exposto na sala das promessas do Santuário Nacional, junto com uma carta que Pontes escreveu durante a viagem.

Além disso, sempre que pode, diz que vai ao Santuário de Aparecida para agradecer à Virgem.

Em 2016, quando foi inaugurado o Museu de Cera do Santuário, entre as várias estátuas, estava a do astronauta Marcos Pontes, que se disse grato por esta homenagem.

Na época, ressaltou que a sua estátua de cera expressava o quanto é importante “estudar para poder chegar onde você quer na vida e, segundo, acreditar que é possível. A religião é muito importante para que você acredite que vai superar os desafios”.


De: acidigital.com

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19 setembro 2017

É bíblica a oração da Ave-Maria?


O significado de cada parte da Ave-Maria

Cada parte da oração da Ave-Maria tem um significado baseado nas Sagradas Escrituras e na Tradição



A Ave-Maria é uma das orações mais queridas do povo católico. É a mais antiga oração que conhecemos dirigida a Nossa Senhora, nossa Mãe, Mãe de Jesus e da Igreja. Ela está na própria Bíblia, revelação de Deus.

“Ave, cheia de graça”

Na Anunciação, o Anjo a saudou: “Ave, cheia de graça”. Maria foi a única que achou graça diante de Deus, porque foi a única “concebida sem o pecado original”. Nas aparições a Santa Catarina Labouré, na França, em 1830, ela pediu que fosse cunhada o que ficou sendo chamada de “Medalha milagrosa”. Em letras de ouro, Catarina viu escrita a bela frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”.

O Senhor é convosco

“O Senhor é convosco”, disse-lhe o Arcanjo Gabriel. Maria tem uma intimidade profunda com Deus. Diz o nosso Catecismo que “desde toda eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, ‘uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria’ (Lc 1,26-27)”. Ela é Filha do Pai, é a Mãe do Filho, e é a Esposa do Espírito Santo. Está em plena unidade com a Santíssima Trindade. Numa única mulher Deus tem Mãe, Filha e Esposa.

Bendita entre todas as mulheres

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42). Foi assim que Santa Isabel saudou a Virgem, “em alta voz” e “cheia do Espírito Santo”. E o menino João Batista estremeceu em seu seio. Isabel deixou claro por que Maria é “bendita entre todas as mulheres”: “Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor?” (v.43). E Isabel completa: “Bem-aventurada és tu que creste…” (v.44).

O bendito fruto do seu ventre é o próprio Deus, Filho de Deus, encarnado em seu seio virginal: Jesus. Ela é a Mãe de Deus. Quando o herege Nestório, patriarca de Constantinopla, quis negar essa verdade, o povo se revoltou, e o Concílio de Niceia, em 431, confirmou a maternidade divina de Maria: (Theotókos). “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48), por isso a piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão.

Depois de saudar a Virgem Maria, Mãe de Deus, com essas palavras que desceram do céu, a oração da Ave-Maria nos leva a implorar as graças do Senhor pela intercessão daquela a quem Deus nada pode negar.

Santa Maria, Mãe de Deus

O que não consegue a Mãe do Altíssimo? O que não pode conseguir, diante do trono da graça, aquela que é Sua Mãe, Esposa e Filha? O milagre das Bodas de Caná (João 2) diz tudo, mostra o grande poder intercessor da Mãe diante do Filho. Por isso, a Igreja sempre nos ensinou: “Peça à Mãe que o Filho atende!”. O bom filho nada nega à sua mãe, por isso São Bernardo de Claraval, doutor da Igreja, a chamava de “Onipotência suplicante”. Consegue tudo, por graça, o que Deus pode por natureza.

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte

E nós pecadores lhe imploramos: “Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte”. Consegue do Rei os grandes benefícios aqueles que estão perto d’Ele, aqueles que têm intimidade com Ele. Quem mais do que Maria tem intimidade com Deus? Quantas pessoas me pedem para mediar um pedido junto ao fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, porque sabem que tenho intimidade com ele! O mesmo acontece com Deus. Esse é o poder da intercessão.

A Mãe Santíssima diante do seu Filho roga por nós sem cessar. Disse o Concílio Vaticano II, que “assunta aos céus (…), por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. (…) Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora e medianeira.” (n.969).

“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, baseia-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força.” (n.970)

A nossa Mãe roga por nós a cada momento, mesmo que não tenhamos consciência disso; especialmente protege aqueles que lhe são consagrados fervorosamente. De modo especial, defende-nos na hora da morte. Quantas almas a Virgem Maria salva na hora da morte! Especialmente aqueles que lhe são consagrados. São Bernardo dizia que não é possível que se perca um bom filho de Maria. Por isso, pedimos insistentemente que ela rogue por nós, sobretudo na hora decisiva de nossa morte. Quando rezamos o Santo Rosário, a ela oferecemos rosas espirituais, que ela leva a Deus por nós. Ela não as retém para si, pois o rosário é a meditação de toda a vida de Jesus Cristo, nosso Senhor.


(via Canção Nova)


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02 agosto 2017

Bispos pedem à Virgem Maria para livrar a Venezuela das garras do comunismo



Enquanto isso no Brasil, ...Virgem de Coromoto


CARACAS, 31 Jul. 17 / 10:00 am (ACI).- Através de sua conta no Twitter, a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) pediu à Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora de Coromoto, que livre o país “das garras do comunismo”.


“Virgem Santíssima, Mãe de Coromoto, celestial Padroeira da Venezuela, livra nossa Pátria das garras do comunismo e do socialismo”, escreveu a CEV no dia 30 de julho, com uma imagem da Santa Maria e uma bandeira venezuelana.


No dia 30 de julho, foi realizada na Venezuela a eleição para os membros da Assembleia Constituinte, convocada pelo presidente Nicolás Maduro, em uma tentativa mais de concentrar o poder e eliminar a Assembleia Nacional, órgão legislativo venezuelano que conta com maioria opositora.

A convocação da Assembleia Constituinte foi duramente criticada pelos bispos venezuelanos, que em um comunicado divulgado em 27 de julho, classificaram-na de “inconstitucional”, assim como de “desnecessária, inconveniente e prejudicial para o povo venezuelano”.


De: acidigital.com

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19 junho 2017

A Virgindade perpétua de Nossa Senhora




Desde o início do cristianismo Maria Santíssima é venerada como "Áiepartenon", isto é, "Sempre Virgem".

A maioria dos cristãos acredita na VIRGINDADE da Mãe do Senhor antes de parto e durante o parto. Os cristãos protestantes negam que ela tenha permanecido virgem durante sua vida terrena. Demonstraremos abaixo as 3 situações de sua VIRGINDADE.

Maria Santíssima era Virgem antes do Parto

Este fato pode-se constatar na própria Bíblia: "O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma virgem desposada... e o nome da Virgem era Maria" (Lc 1,26). Nossa Senhora ainda dá testemunho de sua VIRGINDADE ao responder ao Anjo: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?"

Maria Santíssima permaneceu Virgem durante o Parto

O que é concebido por milagre deve nascer por milagre. O nascimento é uma consequência da concepção; sem o milagre do nascimento virginal, o milagre de se manter a VIRGINDADE da Mãe de Cristo estaria incompleto. Deus então teria operado um milagre incompleto.

E isto está conforme a profecia "uma virgem conceberá e dará à luz". A própria Bíblia confirma a profecia: "Ora, tudo aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor, por meio do profeta." (Mt 1,22); ou seja, conceber e dar à luz, virginalmente.

Nossa Senhora permaneceu Virgem durante sua vida terrena

Segundo a Tradição, Santa Maria havia feito um voto de castidade perpétua e assim o manteve, mesmo vivendo com S. José, como fica claro pela própria afirmação dela : "Eu não conheço varão", quando já estava desposada de S. José.

São Marcos, na mesma linha, chama Jesus "O filho de Maria" - "uiós Marias" (Mc 6,3), e não um dos filhos de Maria, querendo mostrar que ele era o seu filho único.

Os protestantes se utilizam da expressão "antes de coabitarem" para afirmar que Santa Maria teve relações sexuais com São José. Vamos ao trecho em questão: "Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo" (Mt 1,18). Ora "antes de coabitarem" significa apenas "antes de morarem juntos na mesma casa". Isso aconteceu quando "José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa." (Mt 1,24).

Nossos irmãos separados cometem outro engano acerca da expressão "filho primogênito", para continuar negando a VIRGINDADE perpétua de Nossa Santa Mãe. Esta expressão é usada por São Lucas: "Maria deu à Luz o seu filho primogênito" (Lc 2,7). "Filho primogênito" significa somente "primeiro filho", podendo ele ser filho único ou não.

A Lei de Moisés exige que todo primogênito seja consagrado a Deus, quer seja filho único ou não. É como observamos em: "Consagrar-me-ás todo o primogênito entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu" (Ex. 13,2). Ainda no livro do Êxodo observamos: "Todo o primogênito na terra do Egito morrerá" (Ex. 11,5). E assim aconteceu: "Não havia casa em que não houvesse um morto" (Ex. 11,30). Como em todos os países, deveria haver casais de um só filho; como por exemplo, todos os que haviam se casado nos últimos anos.

Em outro trecho da Bíblia, o Senhor ordena: "contar todos os primogênitos masculinos dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima" (Num 3,40). Se há primogênito de um mês de idade, como é que se pode exigir que, para haver primeiro, haja um segundo? (o argumento protestante, incoerente)

O segundo texto bíblico preferido dos protestantes é este: "José não conheceu Maria [não teve relações com ela] até que ela desse à luz um filho." (Mt 1,25). Estaríamos certos em pensar que José "conheceu" Maria após ela "ter dado à luz um filho."; se o sentido bíblico da palavra "até" não fizesse referência apenas ao passado. Isto quer dizer que é errado pensar que depois daquele "até", José deveria "conhecer" Maria.

Observe os exemplos: "Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte" (II Sam 6,23). Será que após a sua morte Micol gerou filhos? Falando Deus a Jacó do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: "Não te abandonarei, enquanto[até] não se cumprir tudo o que disse." (Gen 28,15). Será que Deus está dizendo a Jacó que o abandonaria depois? E ainda Nosso Senhor depois de haver ressuscitado parece a seus discípulos e diz: "Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." (Mt 28,20).

Estes exemplos deixam claro que a palavra "até" no texto de Mt 1,25 é um reforço do milagre operado, a saber, a encarnação do Verbo por obra do Espírito Santo, e não por obra de homem [São José].

Outra forma dos protestantes negarem a VIRGINDADE perpétua de Nossa Mãe é alegando que a Bíblia mostra que ela teve outros filhos, além de Jesus. Em diversos lugares, o Evangelho fala desses "irmãos" de Jesus: "estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos querem ver-te" (Mt 12, 46-47; Mc 3,31-32; Lc 8,19-20).

O argumento protestante somente mostra uma ignorância sem tamanho da própria Bíblia que eles dizem conhecer. As línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzam o nosso "primo" ou "prima" e serve-se da palavra "irmão" ou "irmã". A palavra hebraica "ha", e a aramaica "aha", são empregadas para designar irmãos e irmãs do mesmo pai, e não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42,15; 43,5; 12,8-14; 39-15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23,21), primos segundos (Lv 10,4) e até parentes em geral (Jó 19,13-14; 42,11). Portanto a palavra "irmão" era um expressão genérica.

Existem muitos outros exemplos na Sagrada Escritura. Observamos no Gênesis que "Taré gerou Abraão, Naor e Harã; e Harã gerou a Ló" (Gn 11,27). E Ló então era sobrinho de Abraão. Contudo no mesmo Gênesis, mais adiante Abraão chama a Ló de irmão (Gn 13,8). E mais adiante ainda em Gn 14,12, o Evangelho nos relata a prisão de Ló; e no versículo 14 observamos "Ouvindo, pois Abraão que seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascido em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã"

Jacó se declara irmão de Labão, quando na verdade era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29,12-15).

No Novo Testamento, fica claríssimo que os "irmãos de Jesus" não eram filhos de Nossa Senhora. Estes supostos "irmãos" são indicados por São Marcos: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão e não estão aqui conosco suas irmãs?"

Tiago e Judas, conforme afirma São Lucas eram filhos de Alfeu e Cleófas: "Chamou Tiago, filho de Alfeu... e Judas, irmão de Tiago" (Lc 6,15-16). E ainda: "Chamou Judas, irmão de Tiago" (Lc 6,16).

São Mateus diz que José é irmão de Tiago: "Entre os quais estava...Maria, mãe de Tiago e de José" (Mt 27,56).

Em São Mateus se lê: "Estavam ali [no calvário], a observar de longe..., Maria Mágdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu". Esta Maria, mãe de Tiago e José, não é a esposa de São José, mas de Cleofas, conforme São João (19,25). Era também irmã de Nossa Senhora, como se lê em São João (19,25): "Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria [esposa] de Cleofas, e Maria de Mágdala".

Simão, irmão dos outros três, "Tiago, José e Judas". Portanto estes quatro são verdadeiramente irmãos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Alfeu ou Cleofas é o pai deles.

E ainda se Maria Santíssima tivesse outros filhos ela não teria ficado aos cuidados de São João, que não era da família, mas com seu filho mais velho, segundo ordenava a Lei de Moisés.

Agora uma pequena pergunta aos protestantes: Por que nunca os evangelhos chamam os "irmãos de Jesus" de "filhos de Maria" ou "de José", como fazem em relação a Nosso Senhor? E como durante toda a vida da Sagrada Família, os números de seus membros são três? A fuga para o Egito, a perda e o reencontro no templo, etc.

Vejamos agora se os primeiros cristão compartilham dos pensamentos levantados pelos protestantes.

São Tiago Menor que realizou o esquema da liturgia da Santa Missa escreveu: "Prestemos homenagem, principalmente, à Nossa Senhora, à Santíssima Imaculada, abençoada acima de todas as criaturas, a gloriosíssima Mãe de Deus, sempre Virgem Maria..." (S. jacob in Liturgia sua).

São Marcos na liturgia que deixou às igrejas do Egito serve-se de expressões semelhantes: "Lembremo-nos, sobre tudo, da Santíssima, intermerata e bendita Senhora Nossa, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria".

E os testemunhos primitivos acerca da VIRGINDADE perpétua de Nossa Santa mãe não param por ai...


De: Pergunte e responderemos
 
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31 maio 2017

A Visitação da Virgem Maria - 31 de maio.


REDAÇÃO CENTRAL, 31 Mai. 17 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 31 de maio, o calendário litúrgico recorda a celebração da Festa da Visitação da Virgem Maria, oficialmente instituída pelo Papa Urbano VI em 1389. Durante esta visita, Maria recitou o cântico de louvor conhecido como o Magnificat.

A Santíssima Virgem Maria, depois de ouvir do anjo Gabriel que sua prima Isabel estava esperando um filho, foi para ajudá-la e assim levar-lhe as graças e bênçãos do Filho de Deus que havia se encarnado Nela.

Além disso, Maria não foi como rainha ou senhora, mas como serva humilde e fraterna, sempre disposta a atender a todos que necessitavam.

São João Paulo II, em sua catequese de 2 de outubro de 1996, assinalou que “a direção da viagem da Virgem Santíssima é particularmente significativa: será da Galileia à Judeia, como o caminho missionário de Jesus”. Ele mencionou que “Isabel, com sua exclamação cheia de admiração, nos convida a apreciar tudo o que a presença da Virgem traz como um dom para a vida de cada crente”.

O Papa emérito Bento XVI, em suas palavras de 31 de maio de 2011, disse que “ao meditar hoje a Visitação de Maria, refletimos precisamente sobre essa coragem da fé. Aquela a quem Isabel acolhe em casa é a Virgem que ‘acreditou’ no anúncio do anjo e respondeu com fé, aceitando com coragem o projeto de Deus para sua vida e acolhendo desta forma em si mesma a Palavra eterna do Altíssimo”.

O Papa Francisco, na sua reflexão de 31 de maio de 2013, disse que Maria “enfrenta o caminho de sua vida, com grande realismo, humanidade, concretude” e sublinhou que “três palavras resumem a atitude de Maria: escuta, decisão, ação; palavras que indicam um caminho também para nós frente ao que o Senhor nos pede na vida”.


De: acidigital.com

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24 abril 2017

Família de mórmons se converte graças à Virgem e à Eucaristia





DENVER, 21 Abr. 17 / 06:00 am (ACI).- Os Odulio são uma família filipina que, apesar de viver em uma cidade onde a maioria da população é mórmon, se converteram à Igreja católica graças à Virgem Maria e à Eucaristia.

A família recebeu os sacramentos de iniciação cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia) no Sábado Santo, 15 de abril, durante a Vigília Pascal na Diocese de Salt Lake City, em Utah (Estados Unidos).

O pai, Rico Odulio, nasceu nas Filipinas em uma família católica, que alguns anos depois se converteu à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, conhecidos como mórmons.

Apesar da conversão da sua família, Rico continuou frequentando uma escola católica devido à boa qualidade na educação que esta oferecia. Segundo disse a The Intermountain Catholic, jornal da Diocese de Salt Lake City, no estado de Utah, para ele foi “muito difícil crescer em meio a duas igrejas”.

Rico conheceu a sua esposa Heidi na igreja mórmon. Durante o namoro, foram como missionários à cidade filipina de Cebu e permaneceram dois anos separados. Ao se reencontrar, casaram-se segundo o rito mórmon.

O casal teve dois filhos e desde pequenos ensinaram os hábitos de oração e de partilha na família.


Em 1998, Rico deixou os mórmons, mas manteve o hábito de ler livros sobre teologia, que se tornaram o seu apoio espiritual. Em 2001, a família se mudou para Salt Lake City e Heidi continuou frequentando a igreja mórmon com seus dois filhos.

Calcula-se que das mais de 3 milhões de pessoas que vivem no estado de Utah, cerca de 60% são mórmons.

A primeira aproximação profunda da família Odulio com a Igreja Católica foi quando Rico leu sobre a Batalha de Lepanto, ocorrida em 7 de outubro de 1571. Nesse combate naval, a frota da coalizão católica derrotou os turcos otomanos e o Papa Pio V atribuiu a vitória à intercessão da Virgem Maria, pois havia pedido aos fiéis para que rezassem o Rosário pela vitória cristã.

Até então, Rico não acreditava na Virgem e a considerava como “mais uma dessas superstições católicas”. Mas ao ler sobre este milagre, sentiu vontade de se aproximar de uma igreja e começou a ir à Missa.

Quando convidou os seus filhos Amoz e Omri para que o acompanhassem, ambos se surpreenderam. “Nunca imaginei o meu pai como um homem religioso”, disse Omri. Entretanto, quando Rico teve que voltar às Filipinas pelo trabalho, seus filhos se afastaram da Igreja.

O segundo momento que influenciou na conversão da família foi em 2014, quando Omri sofreu um acidente de carro, no qual quase morreu. Ele disse: “Pensei que nunca acordaria”.

Quando ele finalmente se recuperou, viu um vídeo no YouTube em que mostrava um guitarrista tocando na Catedral de Magdalena de Salt Lake City. Omri ficou impressionado pela beleza da igreja e pediu ao seu irmão Amoz que o levasse à Missa lá.

“Essa foi a primeira vez que atravessei as portas da catedral e a liturgia me impressionou. Desde então, fiquei atraído”, relatou Omri.

Em 2015, Rico voltou para os Estados Unidos e pediu aos seus filhos que o acompanhassem a uma procissão. Nesse dia, Omri tomou a decisão de ser batizado na Igreja Católica. Conta que decidiu graças à intercessão da Virgem Maria.

Amoz teve uma profunda conversão quando aprendeu mais acerca da história e acontecimentos da Igreja.

Depois disso, Omri e Amoz começaram a se preparar na Catedral de Magdalena para receber o Batismo.

Por sua parte, enquanto o seu esposo e filhos passavam por sua etapa de conversão, Heidi continuava com os mórmons, mas começou a ler o material que Rico lhe mandava sobre a Igreja Católica.

“Eu rezava muitíssimo, queria a unidade familiar e queria encontrar a verdade , comentou. Depois de muitas dúvidas e orações, “senti o Espírito e, depois de rezar muito, recebi as respostas”. Então, decidiu unir-se ao esposo e filhos nas aulas de formação.

Quando se aproximava o dia no qual seriam batizados, a família estava ansiosa para finalmente receber a Eucaristia.

“Estando tão perto e exposto à Eucaristia, meu desejo por ela aumentou”, expressou Omri alguns dias antes do sábado, 15 de abril.

De: acidigital.com

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18 novembro 2016

Luzes, lágrimas, muçulmanos agradecidos ... surpreendentes sinais marianos na guerra da Síria




O arcebispo Greco católico de Homs (Síria), Jean Abdo Arbach, esteve em Madri e Barcelona convidado pela por ACN Ajuda a Igreja que Sofre , explicando a situação dos cristãos perseguidos na Síria.

Em diálogo com Cari Filii comentou ademais uns sinais que apontam a uma especial ação da Virgem Maria naquela terra.

“Nossa região de Homs, com populações como Qalamún, Malula -donde foram sequestradas umas religiosas- ou Yebrud, sempre foi de uma grande devoção  mariana e sempre contou com muitas capelas dedicadas à Virgem”, explica o  arcebispo, que fala espanhol porque durante vários anos foi pároco dos católicos melquitas de Córdoba (Argentina).
Missa em Yebrud sem a eletricidade... mas com luz
Em março de 2014 o  exército sírio reconquistou Yebrud, que havia sido durante 5 meses o  feudo principal da facção  rebelde da região de Qalamún, que incluía a numerosos jihadistas.

Jean Abdo Arbach, que era arcebispo de Homs desde janeiro de 2013, chegou ali em  9 de março de 2014 para celebrar missa na capela da Virgem Maria da Salvação , patrona da diocese. Como em quase todo o  povo, não havia eletricidade devido aos destroços da guerra.
“Não havia eletricidade… e porém eu notava algo, umas luzes que brilhavam durante a missa. Não somente eu, as outras 70 pessoas que estavam comigo notaram. E sem eletricidade”, assinala o  arcebispo.

Dois dias depois, de volta a Homs, o  sacerdote de Yabrud lhe telefonou de noite para contar-lhe que a imagem da Virgem chorava, que tinha lágrimas. “Voltei a Yebrud para ver. Ali as pessoas comentavam, que haviam visto as luzes e as lágrimas”.
A Virgem, vestida de branco, nas montanhas
Os cristãos de Yebrud contavam também historias. "Diziam que uns muçulmanos haviam visto a Virgem Maria, vestida de branco, caminhando pelas montanhas que dominam a cidade", muito visível desde o vale donde estão as habitações.

Em outra ocasião, o arcebispo celebrou missa em um povoado, e alguns dos chefes muçulmanos participaram da missa.

“Um destes chefes veio falar comigo, e me falou com devoção  e agradecimento sobre a Virgem. Me entregou um quadro que representava um soldado de joelhos, ante a Virgem Maria. Me disse que essa cena havia passado em Yebrud a noite anterior à libertação . Depois consultei a um sacerdote local e me disse que muitos muçulmanos haviam rezado, descalços, venerando a Virgem, que era algo que muitos sabiam ali”, explica o  arcebispo.

Uma grande imagem da Virgem substitui as destruídas
Os jihadistas em Yebrud haviam destruído a paróquia e os ícones da Virgem na praça onde sempre haviam estado. Neesa mesma praça ante a paróquia os cristãos levantaram, depois da libertação da cidade, uma estátua da Virgem de 7 metros de altura. “A dedicamos a Nossa Senhora da Paz”.
Em Yebrud a Patrona é a Virgem da Salvação, representada em um ícone do século XVII que tem sua lenda milagrosa: uns bispos o trasladaram de uma capela a uma grande igreja, mas no dia seguinte o  ícone voltou milagrosamente à sua capela original, como negando-se a deixar o  lugar. No lugar há muita devoção também à Virgem da Paz, patrona da catedral de Homs.

Devoção ao ícone milagroso de Soufanieh
E a população cristã de toda Síria é muito devota do ícone da Virgem de Soufanieh, em Damasco, cujos feitos milagrosos (lágrimas e suor de azeite curativo) foram aprovados oficialmente tanto pelo  arcebispo católico como pelo  ortodoxo. Este ícone pertence a um matrimônio misto: Nicolás, ortodoxo, e Myrna, greco católica. Foram testemunhas dos feitos de 1982 seus amigos e vizinhos muçulmanos.

“A Virgem é a Mãe de Deus, a Mãe da igreja e Nossa Mãe; em maio lhe fazemos oração  cada dia e temos associações marianas na Síria desde há muitos séculos. Os cristãos   sírios a amamos com devoção ”, conclui o  arcebispo de Homs.

Ela dá consolo nestes tempos difíceis. O arcebispo tem uma lista com nomes e apelidos de 420 cristãos que morreram mártires em sua diocese estes anos. E recorda que a cidade de Alepo há pouco contava com 200.000 cristãos e hoje apenas ficaram ali 30.000 entre grandes privações.  



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09 novembro 2016

DEUS FALA DE MARIA - Pe. Francisco Faus


Uma cena de delicada caridade


O Evangelho fala relativamente pouco da Mãe de Jesus. Os textos extensos referem-se, principalmente, à concepção, nascimento e infância de Cristo. No entanto, se o Evangelho fala pouco, diz muito, diz muito mais do que imaginamos.

Nesta meditação começaremos refletindo sobre um trecho muito rico do Evangelho de São Lucas, guiados pelo desejo de captar o que Deus nos quer revelar acerca de Maria. Ao mesmo tempo, poderemos verificar se a devoção a Maria, tal como a vivem os fiéis católicos, está em sintonia com a Palavra de Deus.

A passagem evangélica é a da Visitação da Virgem Maria à sua prima Santa Isabel (Lc 1, 39-56).

Quando Maria se encaminhou à casa de Isabel, ainda soavam nos seus ouvidos os ecos da mensagem da Anunciação. No seu seio, o Verbo – a segunda Pessoa da Santíssima Trindade – já se fizera carne. Ela era mãe e, em seu corpo virginal, após a concepção, trazia Deus feito homem, formava-lhe um corpo.

Por uma alusão incidental do Anjo Gabriel na Anunciação, Maria tomou conhecimento de que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês daquela que se dizia estéril (Lc 1,36).

A sua reação imediata foi pensar que Isabel precisaria de ajuda. E é por isso que foi sem demora oferecer o seu auxílio à prima idosa, que se preparava para a primeira experiência da maternidade: Levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel (Lc 1, 39-40).

Até aqui, o Evangelho apresenta uma cena de delicada caridade. Mas, a partir desse momento da narrativa, a cena familiar do encontro das duas mulheres eleva-se a um plano diverso, ganhando uma significação inesperada, porque Deus intervém.

São Lucas descreve o que se passou com os acentos do imprevisto: Aconteceu, diz. Passou-se algo que não era esperado. Aconteceu que, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou no seu ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz e disse: “Bendita é tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. (Lc 1, 41-42).

O Espírito Santo fala pela boca de Isabel

Não há a menor dúvida de que o Evangelho mostra neste texto que Deus fala por boca de Isabel. Fala como o fizera pelos Profetas, cheios do Espírito Santo; e todos sabemos que a voz dos Profetas era a voz de Deus: Deus falou outrora muitas vezes e de muitos modos aos nossos pais pelos Profetas – assim começa a Epístola aos Hebreus (1, 1). Agora dispõe-se a falar de novo.

Pensando bem, o que seria lógico esperar dos lábios de Isabel, quando o Espírito Santo a invade – a ela e ao filho que traz nas entranhas –, inundando-a da alegria de receber em sua casa o Salvador recém concebido, do qual Maria é portadora, o Messias esperado por séculos a fio, o próprio Deus feito homem?

Certamente seria razoável esperar que, perante um fato de tal transcendência, Isabel – movida pelo Espírito Santo – entoasse um cântico de adoração e de agradecimento ao Deus, Senhor de céus e terra, e ai seu Filho encarnado que se dignava chegar a sua casa, no seio de Maria. Diante da presença do Deus vivo, tudo se obscurece, todas as criaturas passam a um segundo plano, como sombras que, quando muito, refletem tenuemente os raios do Sol divino.

Certamente Isabel louva o seu Senhor e exulta nele com alegre agradecimento. Mas a verdade é que todas as palavras que pronuncia são – do começo ao fim – um louvor e uma glorificação de Maria. É Deus quem fala por ela – precisamos repisá-lo –, e em consequência essas palavras inspiradas expressam o que Deus nosso Senhor “pensa” e “quer dizer” e louvar a respeito daquela que escolheu como Mãe.

Prestemos atenção ao texto do Evangelho: …Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz e disse: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que a mãe do meu Senhor venha ter comigo? Porque logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas (Lc 1, 41-45). Cada palavra, cada frase, tem um peso.

Se acompanharmos o ritmo das expressões de Isabel, na sua sequência linear, perceberemos logo que começam com um louvor a Maria, a Virgem Santa abençoada por Deus de uma forma única entre todas as mulheres; e que a isso se segue um louvor a Cristo, mas a Cristo contemplado através de Maria, precisamente como filho dela: “e [esse “e” é significativo] bendito o fruto do teu ventre”. Esta é a primeira palavra que Deus profere sobre Nossa Senhora por intermédio de Isabel.

Uma dupla bênção

Lê-se a seguir uma segunda frase, cujo significado é este: a proximidade de Maria, a presença e a conversa com a Virgem, é um bem, é uma bênção para a pessoa de quem Ela se aproxima. Donde me é dado que a mãe do meu Senhor venha ter comigo? Isabel sente-se beneficiada por um dom imerecido. Não se limita a agradecer à sua parenta a atenção que está tendo com ela; ela sente-se honrada, para além de todo merecimento, justamente porque a “Mãe do meu Senhor” dignou-se visitá-la. Isto é o que a comove: diante dos seus olhos, está a Mãe de Deus, e com a Mãe de Deus vêm as bênçãos do céu.

Esta referência emocionada de Isabel ao benefício recebido pela visita da Mãe do seu Senhor, torna-se ainda mais clara nas palavras que profere a seguir: Porque logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre.

Só entendemos essa frase se não esquecemos que, pouco antes, São Lucas já se referira a uma dupla bênção produzida pelas palavras da saudação de Maria: por um lado, produziu a alegria sobrenatural de João Batista, que saltou no seio de sua mãe; por outro, com trouxe a efusão do Espírito Santo na alma de Isabel. É da maior importância perceber que esse duplo dom, conforme diz o Evangelho, tenha sido concedido por Deus em virtude da presença de Maria, o som e o amor da “voz da tua saudação”.

O texto, com efeito, expressa uma autêntica relação de causalidade entre a chegada de Maria, a voz de Maria, e os dons divinos derramados na alma de Isabel e do seu filho. Tudo aconteceu “apenas Isabel ouviu a voz de Maria”, “logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos”, e aconteceu “por isso”. Aqui não está se falando de sentimentos ou de reações emocionais subjetivas – do estado psicológico provocado humanamente pela visita de Maria –, mas de uma iniciativa divina, de uma ação direta de Deus sobre Isabel – “ficou repleta do Espírito Santo” –, que o Evangelho vincula a Maria como causa instrumental. Deus agiu por intermédio dEla.

Também encerram uma grande riqueza as últimas palavras pronunciadas por Isabel. Trata-se de um novo louvor: Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas. Se esta frase não se encontrasse no Evangelho, nos pareceria exagerada. Porque Isabel afirma simplesmente que “as coisas que da parte do Senhor foram ditas a Maria” se cumprirão porque Ela acreditou. Que são “essas coisas”? Darás à luz um filho…, será grande, será chamado Filho do Altíssimo…, reinará sobre a casa de Jacó eternamente, e o seu Reino não terá fim (Lc 1, 31-32). Ou seja, a Encarnação e a Redenção do mundo.

É fora de dúvida que Isabel afirma que este plano se há de cumprir porque Maria acreditou, porque, com sua fé, permitiu a Deus realizar esse seu desígnio redentor. Por outras palavras, Deus quis contar com a Virgem Santíssima, não como simples instrumento passivo, mas como parte ativa e “colaboradora livre” da obra da Redenção.

Não é natural que Deus queira contar também com Maria para aplicar os frutos da Redenção em nós? Que a queira colaboradora sua na obra da nossa salvação e da nossa santificação?

Essas considerações simples abrem-nos uma janela, através da qual podemos avaliar o porquê da devoção que o povo cristão dedica a Maria Santíssima. Não são coisas que nós inventamos, são dons de Deus que agradecemos e procuramos usufruir, secundando o que o Espírito Santo revelou a Isabel.


De: padrefaus.org

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26 outubro 2016

A Virgem cegou terrorista do ISIS enquanto nos escondíamos, asseguram cristãos no Iraque



MADRI, 25 Out. 16 / 05:00 pm (ACI/Actuall).- Os estudantes cristãos que fugiram de Kirkuk (Iraque) devido ao ataque perpetrado pelo Estado Islâmico nas últimas horas, continuam mostrando os detalhes da sua odisseia para poder escapar.

Agora que já estão a salvo, Actuall pôde saber por mediação de Eduard Pröls, diretor alemão da plataforma CitizenGO que mantém contato com estes estudantes desde que passou a última primavera no Iraque, que algumas estudantes se salvaram de maneira inesperada.

Pröls disse à Actuall que Monally, uma das estudantes cristãs que estava seguindo com seus estudos apesar da guerra graças a um programa do arcebispado caldeu católico de Kirkuk, explicou como os terroristas do Estado Islâmico milagrosamente não as encontraram.

“Estivemos com o Estado Islâmico no mesmo quarto. Estiveram sentados sobre as camas e não souberam, nem sentiram, que nós estávamos escondidas debaixo delas”, explica Monally.

“A Virgem Maria os cegou”, conclui com confiança Monally, responsável pela casa em que vivia com sete estudantes das dezenas acolhidas pela Igreja católica em Kirkuk.
Pröls relata a este jornal outra mensagem que lhe enviaram: “A cada noite, durante o último curso, tivemos pesadelos com a possibilidade de que o Estado Islâmico invadisse a nossa casa. Ontem, eles se tornaram realidade”.


O Arcebispo de Kirkuk e Bispo Auxiliar do Patriarcado de Babilônia dos Caldeus, Dom Thomas Mirkis, visitou o local onde as estudantes estavam alojadas e, em uma mensagem publicada em seu perfil do Facebook, sublinhou “a coragem das meninas”.

“É surpreendente que sete estudantes permaneceram 18 horas debaixo das camas sem fazer barulho algum”, destacou o arcebispo cristão caldeu.

Um plano de escapamento em várias fases

O Arcebispo Mirkis revela como o plano de evacuação de alguns estudantes foi realizado em várias fases. Depois de permanecer a sexta-feira sem água nem luz dentro das casas atemorizados, ao chegar a noite e, “apesar de os franco-atiradores disparar contra nós”, conseguiram salvar 14 pessoas.

Na manhã seguinte, de uma maneira parecida, outros sete foram retirados de Kirkuk em direção a Erbil, fugindo da incursão que o Estado Islâmico realizou em resposta à ofensiva sobre a cidade de Mossul.

“Na escuridão da noite, embora a intensidade do fogo fosse como chuva, conseguimos salvar todos”, assinala Dom Mirkis.


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15 setembro 2016

Hoje é celebrado o dia de Nossa Senhora das Dores




A Igreja Católica celebra neste dia 15 de setembro a festa de Nossa Senhora das Dores, que ensina a ser forte diante dos sofrimentos da vida e ter Maria e seu Filho como companheiros de caminho.

Entre as sete dores de Nossa Senhora se encontram: a profecia de Simeão no templo, a fuga para o Egito, os três dias que Jesus esteve perdido, o encontro com Jesus levando a Cruz, sua Morte no Calvário, a lança que atravessa o coração de Jesus e quando é colocado no sepulcro.

Apesar de tudo, Ela se manteve firme na oração e na confiança na vontade de Deus. Agora a Virgem quer nos ajudar a levar as nossas cruzes diárias porque foi no calvário onde Jesus Cristo nos deixou Maria como nossa mãe.

Por duas vezes no ano, a Igreja comemora as dores da Santíssima Virgem: na Semana da Paixão e também hoje, 15 de setembro.

A primeira destas comemorações é a mais antiga, posto que se instituiu em Colônia, na Alemanha, e em outras partes da Europa no século XV. Quando a festividade se estendeu por toda a Igreja, em 1727, com o nome das Sete Dores, manteve-se a referência original da Missa e do ofício da Crucificação do Senhor.



Na Idade Média, havia uma devoção popular pelos cinco gozos da Virgem Mãe, e pela mesma época se complementou essa devoção com outra festa em honra a suas cinco dores durante a Paixão. Mais adiante, as penas da Virgem Maria aumentaram para sete e não só compreenderam sua marcha para o Calvário, mas também sua vida inteira.

Aos frades Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa –, que desde sua fundação tiveram particular devoção pelos sofrimentos de Maria, foi autorizado que celebrassem uma festividade em memória das Sete Dores, no terceiro domingo de setembro de todos os anos.

Santa Brígida da Suécia diz em suas revelações, aprovadas pela Igreja, que Nossa Senhora prometeu conceder sete graças a quem rezar, cada dia, sete Ave-Marias em honra de suas dores e lágrimas, meditando sobre elas.

As promessas são:

1- Porei a paz em suas famílias.

2- Serão iluminados sobre os divinos mistérios.

3- Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei em suas aflições.

4- Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha a adorável vontade de meu divino Filho e a santificação de suas almas.

5- Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.

6- Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima.

7- Obtive de meu Filho, para os que propagarem esta devoção às minhas lágrimas e dores, sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos seus pecados e meu Filho e eu seremos sua eterna consolação e alegria.

De: acidigital.com

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