31 março 2012

A Fé que Ilumina a Razão – Questões sobre a obediência à Igreja

A Igreja Católica sempre ensinou que a Fé é a luz que ilumina a Razão humana, dando-lhe direção, orientando a inteligência para o Sumo Bem que é o próprio Deus. A relação entre a Fé e a Razão é também a submissão desta em relação aquela. Isso pode parecer estranho num primeiro momento, especialmente para a mente do homem contemporâneo que considera que a razão deve estar orientada para o que lhe parece certo e evidente (cientificismo).
Porém esta mentalidade cientificista ou racionalista do homem e do mundo é um erro que a própria experiência o prova. O processo natural do ser humano é adquirir conhecimento e desenvolver-se pelo ato de fé. Não se trata aqui de fé religiosa, pois o simples ato de aceitar ou receber algum ensinamento como verdadeiro, por causa da autoridade de quem o ensina ou transmite, sem ter em conta a veracidade do que foi transmitido, isso é um ato de fé. Assim o faz a criança quando aprende a falar com seus pais, quando aprende os números com sua professora primária, ou a geografia no ensino fundamental. Fazemos o mesmo quando acatamos que um produto é de boa qualidade porque vimos um selo emitido pela autoridade certificadora (no caso o INMETRO), ou quando obedecemos às regras do trânsito (que não foram estabelecidas por nós, mas pelo DENATRAN).
Em todos esses casos, somos beneficiados pela nossa fé nas legítimas autoridades. Nem todos compreendem bem as condições e variáveis que são consideradas para se estipular a velocidade máxima de uma via. Poucas pessoas tiveram acesso ou compreenderam tal formulação. Porém o trânsito funciona porque todos tiveram fé. De outra forma, nem todas as pessoas compreendem porque determinados produtos precisam ser confeccionados por determinado conjunto de matéria-prima, ou deva suportar determinadas condições adversas para serem considerados de boa qualidade. É bem provável que um número reduzido de pessoas tenha tal ciência. Entretanto, por causa da fé todos são beneficiados.
Agora imagine essas relações sob uma ótima cientificista ou racionalista. Imagine se as pessoas só obedecessem às regras de trânsito se estivessem convencidas de que os pressupostos, métodos e a conclusão que deram origem a elas, foram adequados. Que uma criança só aceitasse que dois vem depois do um após argumento convincente da professora, ou ainda que o aluno só aceitasse que o ensino do professor de Geografia de que a capital do Amazonas é Manaus, após prova bem documentada? O mundo seria um verdadeiro caos.
É óbvio que algumas questões de nossa vida exigem a investigação, a reflexão e o argumento convincente quando, por exemplo, devemos nos certificar que estamos fazendo um bom negócio, que tal pessoa é adequada para ocupar determinada função e etc. Porém, a Autoridade que existe para o bem comum, não pode ser um bem sem a fé dos súditos. Assim como os Pais não são capazes de formarem bem seus filhos, sem que estes lhe sejam obedientes. É imprescindível que fique claro que estamos tratando aqui das legítimas autoridades, e não de qualquer tipo de submissão a grupo ou pessoa.
A ordem na qual Deus estabeleceu e criou o mundo é segundo da ordem que existe no céu. Logo, se existe no mundo criado legítimas autoridades que através de seu ensino (magistério), regras (jurisdição) e ordens (governo) promovem o bem na sociedade dos homens em diversas matérias como o trânsito, comércio, educação, saúde, urbanização, convivência social etc., qual é a instituição que irá promover o bem comum em relação às coisas eternas?
Ora, se o Divino Criador facilitou a conquista dos bens temporais estabelecendo autoridades em assuntos terrenos (pois toda autoridade vem de Deus ), não poderia deixar de nos assistir nas conquistas dos bens espirituais ou eternos. Por isso mesmo nos deu a Igreja para que dela recebêssemos a doutrina, a graça e a disciplina. Todos estes três bens nos orientam ao Sumo Bem que é o próprio Deus.
Como dissemos no início deste artigo, a Fé ilumina a Razão humana orientado-a ao Sumo Bem. Obviamente a Razão humana é limitada, porém muitas vezes ela pode dilatar-se sob a orientação da Fé. O estudo das obras e da vida dos grandes santos e doutores católicos nos mostram que em sua maioria, não eram capazes de compreender certos ensinamentos da Igreja num primeiro momento. Contudo, sua obediência ou assentimento a esses ensinamentos não estavam condicionados à clara compreensão dos mesmos. Do contrário não estariam obedecendo à Igreja, mas à suas próprias cabeças.
Os erros do cientificismo e do racionalismo têm em um de seus afluentes a confiança demasiada do homem em si mesmo, nos seus próprios recursos e esforços. E esta demasiada confiança acaba tornando-se o precipício da alma de muitas pessoas estudiosas e inteligentes, como foi para Tertuliano, Ário, Nestório e tantos outros heresiarcas.
Ora os heresiarcas estavam convencidos de que seus erros eram a Verdade, porém, afastaram-se da Verdade por confiarem demais em si mesmos. O mesmo ocorreu com John Huss, Lutero, Calvino, Tazzel Russel, Ellen White, John Smith e outros pais do Protestantismo.
Um caso recente e digno de nota é do ex-diácono Francisco. Ficou muito conhecimento no meio católico e também protestante por sua rejeição da fé protestante e adesão ao catolicismo, motivado por um milagre de Nossa Senhora (história que ele negou depois ser verdadeira).
Escreveu muitos livros em defesa do catolicismo e combate do protestantismo. Chegou a apresentar um programa na TV Século XXI. Mais tarde motivado pelos estudos acerca do Concílio Vaticano II e seus desdobramentos dentro da Igreja Católica decidiu retornar ao Protestantismo  tendo já gravado diversos vídeos combatendo a fé católica. Em um deles, ele afirma que Lutero e Calvino não entenderam bem a Ceia do Senhor e por isso formularam doutrinas equivocadas sobre o assunto, como a doutrina da Consubstanciação. Ora, a confiança do Sr. Francisco em si mesmo foi tão grande que julgou-se mais capaz de entender o Evangelho que os Pais da Reforma Protestante. Fica aqui a pergunta: porque o Sr. Francisco é mais inteligente ou foi mais iluminado que Lutero ou Calvino? No início deste mês de março recebemos a notícia (1) de que faleceu em comunhão com a Igreja Católica, o que se presume pelo fato de que antes de morreu recebeu todos os sacramentos da Igreja.
E quantos de nós não são tentados a incorrer no mesmo erro? Quantos de nós são infalíveis? É por estas e outras que eu prefiro continuar nas promessas de Cristo, que além de nos dar a Igreja para nos orientar nas coisas eternas, garantiu que as portas do inferno JAMAIS prevalecerão contra ela (cf. Mt 16,18-19). 



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30 março 2012

É fácil ser cristão? Conversões forçadas na Índia

Índia: novas acusações sobre conversões forçadas

Nova Déli (RV) – Acusações de conversões forçadas no Gujarat, na Índia de 32 crianças e adolescentes, por terem celebrado a Primeira Comunhão e a Crisma. O fato ocorreu no Distrito de Anand, onde as autoridades locais abriram um inquérito contra alguns sacerdotes católicos de duas comunidades na área de Khambhat. A denúncia foi feita por uma associação de direitos humanos de Petlad, que citou o “Gujarat Freedom of Religion Act 2008”, a lei anticonversão do Estado. Para o padre jesuíta Cedric Prakash, presidente do Gujarat United Christian Forum for Human Rights, trata-se de acusações “sem fundamento, mentirosas e maliciosas”.

“As crianças e adolescentes – destaca o jesuíta à agência AsiaNews – são de famílias católicas e as ‘cerimônias’ de que se fala nas denúncias são os tradicionais sacramentos da Primeira comunhão e da Crisma. É claro que citar a inflexível lei anticonversão do Gujarat não é aplicável nestes casos”. Para o Presidente do Global Council of Indian Christians (Gcic), Sajan George, “a retórica hinduísta está se espalhando como um vírus. Esta contínua propaganda leva os ultranacionalistas hindus a se auto-denominarem defensores contra as conversões forçadas dos missionários e a comunidade cristã é cada dia mais vulnerável. Os extremistas gozam da proteção política, que lhes dá carta branca para realizar seus ataques com a certeza que as vítimas, e não os agressores, serão presas. Exatamente como aconteceu recentemente no Madhya Pradesh”.

O presidente do Global Council fala de dois incidentes acontecidos no último 25 de março em diferentes Distritos do Estado. Naquele de Chindwara, a polícia prendeu três cristãos com acusações de conversões forçadas. No distrito de Barwani, nacionalistas hindus interromperam um culto, com a participação de mais de mil cristãos. A polícia pediu aos organizadores para deixarem a área. Como os cristãos apresentaram a documentação em dia foi-lhes permitido continuar o culto.

Gujarat e Madhya Pradesh estão entre os seis estados que tem leis anticonversão. Os outros são: Arunachal Pradesh, Chhattisgarh, Himanachal Pradesh e Rajasthan. No entanto, o art. 25 da Constituição do País garante a liberdade religiosa como direito fundamental, inclusive o de praticar, difundir e mudar o próprio credo. Juristas apontam estas leis ambíguas e inúteis, visto que o art. 295ª do Código penal indiano estabelece pesadas penas para quem comete “atos deliberados e maldosos, que ofendem os sentimentos religiosos ou qualquer classe social, insultado sua fé ou credo religioso”. (SP)

Fonte: Radiovaticana.org

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Links que edificam


Sexta-feira, dia de links que edificam a nossa fé.

01 - Podemos usar tatuagens? 

02 - O Santo Anjo da Guarda  

03 - Intimidade - Caio Bonicontro 

04 - GO Discípulos de Cristo 

05 - Pecados Capitais: Terapia de Cura do Pecado da Luxúria ou Impureza  

06 - Veneração à Virgem Maria  

07 - As dores de Maria  

08 - A Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém- O Burrinho  

Estamos perto de começar a mais importante semana para os cristãos, a Semana Santa. Sejamos santos como nosso Pai é Santo.

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29 março 2012

Música Boa - O TERÇO



Com o terço na mão
Peço a vós minha Virgem Maria
Minha prece levai a Jesus
Santa Mãe que nos guia
Com o terço na mão peço a vós
Minha nossa Senhora
Por nós todos rogai a Deus Pai
Vos pedimos agora.

Com o terço na mão
De joelhos no chão vos pedimos
Aliviai as tristezas e as dores
Que as vezes sentimos
Clareai o caminho daqueles
Que vivem perdidos
E olhai por aqueles que o mundo
Deixou esquecidos.

Santa Maria rogai por nós
Que recorremos a vós.

Nos mistérios contemplo o nascer de Jesus
E a alegria
Na paixão por amor preso a cruz
Sua dor e agonia
Sua ressurreição e aos céus a ascensão
No terceiro dia
Vossa coroação junto a Deus
Coração de Maria.

Com o terço na mão
E com fé aprendi mãe querida
Que aceitar a vontade de Deus
É o maior bem da vida
Que ajudar a um irmão
No instante do seu sofrimento
É amar nosso próximo
É servir a Deus Pai nesse momento.

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Corte sete maus hábitos e dê o exemplo aos seus filhos

Pais que cuidam da saúde podem influenciar as crianças a fazer o mesmo 

por Carolina Gonçalves

A fascinação das crianças pela novidade e por aprender alguma coisa diferente todos os dias deixa os adultos de cabelo em pé - muitas vezes, eles não sabem como responder uma pergunta ou se pegam arrependidos por terem agido mal, e servido de exemplo, em situações específicas.

"A influência dos pais sobre o comportamento dos filhos é bem marcante até os doze anos de idade. Conforme a adolescência se aproxima, há uma tendência de contrariar os pais", afirma o psicólogo Felipe Pena, da Universidade Federal Fluminense. O período é suficiente para deixar marcas positivas na formação da criança, portanto aproveite o Dia Mundial da Infância (21 de março) para cortar os maus hábitos e incentivar seus filhos a terem uma vida mais saudável o quanto antes: 

Falar palavrão
Xingar é um fenômeno comum na fala de muitos adultos diariamente, e esse hábito está sendo passado para as crianças. Uma pesquisa feita pela Massachusetts College of Liberal Arts afirma que, a partir dos três anos de idade, seu filho já é capaz de repetir o que ouve - incluindo as palavras que você usa para extravasar a raiva.

Pais que proíbem o uso de palavrão, mas quebram as próprias regras, acabam incentivando os filhos a usarem essa linguagem. De acordo com pesquisadores, quando adulto não consegue seguir as normas que ele mesmo impõe, acaba enviando uma mensagem confusa aos filhos, que adotam o comportamento dos pais como correto.

O psicólogo Felipe Pena, da Universidade Federal Fluminense, ainda lembra que a influência do meio também interfere no comportamento infantil. "Por isso, é importante monitorar os programas a que seu filho assiste e o comportamento dos coleguinhas. Se a criança escorregar na linguagem, avise na mesma hora que esse tipo de palavra deve ser evitado", diz. 

Obesidade
Uma pesquisa feita pela University College London, no Reino Unido, descobriu que crianças com pais magros têm três vezes mais chances de permanecerem magras. Os estudiosos analisaram o comportamento dos pais de mais de sete mil crianças e adolescentes e concluíram que, além da genética (relacionada ao aparecimento da obesidade), os pais mais magros tinham hábitos alimentares melhores e passavam isso para os filhos.

Além disso, a psicóloga Maylu Pagani, da Clínica Clinic Med, afirma que pais obesos, habituados a dieta e exercícios para emagrecer, também influenciam os filhos, que começarão a adotar atitudes parecidas. "Vale lembrar que os pais devem incentivar a criança a ser saudável, não apenas ser magra. Manter o peso ideal é consequência de bons hábitos alimentares", diz. 

Depressão
Distúrbios emocionais como a depressão podem ser transmitidos de pai para filho de duas maneiras: por meio da genética ou como um reflexo dos valores que os pais com depressão passam a seus filhos. Estudo realizado pela Universidade de Vanderbilt, em Nashville (EUA), mostrou que as crianças cujo pai ou a mãe tem diagnóstico de depressão apresentam dificuldade de expor seus sentimentos e de se relacionar com os demais colegas de grupo, além de terem um comportamento muito semelhante ao dos pais,  como olhares esquivos, voz baixa, dicção lenta e pessimismo. Além disso, filhos de pais com depressão eram sete vezes mais propensos a desenvolver a doença.

Quando detectada precocemente, a depressão pode ser tratada com sucesso, porém, como a maioria dos pais não consegue perceber seu próprio problema, não reconhece a mudança comportamental dos filhos e o diagnóstico acaba sendo tardio. Por isso é importante visitar um profissional ao menor de sinal de qualquer problema.  

Tabagismo
Acender um cigarro perto de seus filhos pode trazer mais malefícios do que você pensa. Além dos riscos que o fumo passivo traz, como irritações, dores de cabeça, risco para doenças pulmonares, perda auditiva e problemas de comportamento e aprendizagem, as crianças com pais fumantes também têm mais chances de compartilhar o vício.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, mostrou que uma família com pai ou mãe fumante tinha 24% de chance de ter um filho com o vício e 23% de chances de ter uma filha viciada em cigarro. Caso nenhum dos pais tenha esse hábito, as chances de uns dos filhos de tornar fumante caem para 12%.

 Não ter tempo para os filhos
Muitos pais usam como desculpa o trabalho e tantas outras tarefas para justificar o pouco tempo com os filhos - em alguns casos, esse contato nem existe. Pode parecer que os filhos se viram sozinhos ou que os amigos ocupam o tempo em que os pais estão fora, mas uma pesquisa feita no Bellevue Hospital Center, em Nova York (EUA), comprova que brincadeiras entre pai e filho ajudam no desenvolvimento da criança. Feito com 675 crianças, o estudo comprovou que aquelas que brincavam de forma educativa com as mães, ainda que poucas horas no dia, tinham um desenvolvimento cognitivo maior, além do rendimento escolar também ser mais elevado.  

Alcoolismo
Pais que bebem pouco ou não ingerem álcool têm mais chances de criar filhos longe do vício, afirma uma pesquisa publicada na revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research. Realizada com 238 adolescentes entre 12 e 16 anos, a pesquisa consistia em dar questionários para os jovens responderem sobre comportamento dos pais em relação ao álcool e qual a quantidade de bebida que eles próprios tinham consumido no último mês.

Ao final do estudo, foi descoberto que os filhos cujos pais não bebiam eram menos próximos do vício. A relação também foi encontrada entre os pais que estabeleciam regras bem definidas sobre o consumo de álcool. No entanto, quando os pais bebem e permitem que os filhos consumam bebidas alcoólicas, as chances desses jovens se viciarem em álcool é maior. 

Sedentarismo
A maioria das crianças hoje só pensa em vídeo games e computadores, deixando muitas vezes a atividade física de lado. A boa notícia é que os pais podem influenciar nesse comportamento e incentivar as crianças a fazer mais exercícios. Estudos feitos pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) afirmam que a influencia dos pais é fundamental para que os filhos tenham mais disposição para a atividade física.

Segundo a personal trainer Camila Lopes Souza, comprometer-se com a família para praticar exercício cria um incentivo mútuo para manter a frequência de atividade física, trazendo benefícios para toda a família. 

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28 março 2012

Momento de oração em família


Segue abaixo uma Celebração de Bêncão da Família, retirada do livro "CELEBRAÇÃO DAS BÊNÇÃOS"

BÊNÇÃO DA FAMÍLIA
PRELIMINARES
 Sempre que uma família cristã pede a bênção, ou o cuidado pastoral o aconselha, parece oportuno celebrar esta bênção, para fomentar a vida cristã nos membros da família. Para melhor conseguir este fi m, a celebração deve adaptar-se às circunstâncias concretas.
 A bênção da família pode ser realizada também na celebração da Missa, conforme o que adiante se descreve nos nn. 62-67.
CELEBRAÇÃO DA BÊNÇÃO
44.    O rito de bênção que aqui se propõe pode ser utilizado por um sacerdote ou um diácono, ou também por um leigo que seguirá os ritos e fórmulas para ele previstos.
45.    Para adaptar a celebração às circunstâncias do lugar e dos membros da família, podem tomar-se algumas partes deste rito de bênção, conservando sempre a sua estrutura e os seus elementos principais.
RITOS INICIAIS
46.    Reunida à família, o ministro diz:
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos se benzem e respondem:
Amém.
47.    Depois o ministro, se é sacerdote ou diácono, saúda os presentes, dizendo:
A graça e a paz de Deus nosso Pai
e de Jesus Cristo Nosso Senhor
estejam convosco.
ou outras palavras apropriadas, de preferência tomadas da Sagrada Escritura.
Todos respondem:
Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
ou
Bendito seja Deus para sempre.
ou de outro modo apropriado. 
48.    Se o ministro é leigo, saúda os presentes, dizendo:
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo
esteja conosco.
Todos respondem:
Amém.
49.    O ministro prepara os presentes para receberem a bênção, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:
Irmãos: A família, que pelo sacramento do Matrimónio recebe a graça de Cristo e uma vida nova, tem especial importância tanto para a Igreja como para a sociedade civil, da qual é a célula primeira e vital.
Por meio desta celebração invocamos a bênção do Senhor, para que os membros desta família sejam sempre mútuos cooperado res da graça e mensageiros da fé nas diversas circunstâncias da vida.
Com o auxílio de Deus, cumprireis a vossa missão, conformando toda a vossa vida com o Evangelho, para serdes no mundo ver dadeiras testemunhas de Cristo.
50.    Um dos presentes ou o próprio ministro lê um texto da Sagrada Escritura, escolhido entre os que a seguir se propõem.
1 Cor 12, 12-14: «Somos um só corpo»
Escutai, irmãos, as palavras do apóstolo São Paulo aos Coríntios
Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede em Cristo.
Na verdade, todos nós ___ judeus e gregos, escravos e homens livres ___ fomos batizados num só Espírito para constituirmos um só Corpo. E a todos nós foi dado a beber um único Espírito. De facto, o corpo não é constituído por um só membro, mas por muitos.
51.    Ou
Ef 4, 1-6: «Suportai-vos uns aos outros com caridade»
Escutai, irmãos, as palavras do apóstolo São Paulo aos Efésios
Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chama dos: procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade; empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz.
Há um só Corpo e um só Espírito, como existe uma só esperança na vida a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, atua em todos e em todos Se encontra.
52.    Ou
Rom 12, 4-16: «Amai-vos uns aos outros com amor fraterno»
Apêndice, pag. 626.
1 Cor 12, 31b - 13, 7: «A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta»
53.    Conforme as circunstâncias, pode dizer-se ou cantar-se um salmo responsorial ou outro cântico apropriado.
Salmo 127(128), 1-2.4-6a (R. cf. 1)
R. Feliz aquele que espera no Senhor.

Feliz de ti que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.    R.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida
e possas ver os filhos dos teus filhos.    R.

54.    O ministro, conforme as circunstâncias, faz uma breve alocução  aos presentes, explicando a leitura bíblica, para que compreendam à luz da fé o significado da celebração.
PRECES
55.    Segue-se a oração comum. Das intercessões que a seguir se propõem, o ministro pode escolher as que parecerem mais apropriadas ou acrescentar outras mais diretamente relacionadas com as circunstâncias peculiares do momento e das famílias.
Invoquemos a Cristo Nosso Senhor, Verbo eterno do Pai, que, habitando entre nós, quis sentir as vicissitudes da família humana e santificá-la com as suas bênçãos celestes. Supliquemos- Lhe humildemente que proteja esta família, dizendo:
R. Guardai a nossa família, Senhor, na vossa paz.
Vós que consagrastes a vida doméstica,
vivendo sob a autoridade de Maria e José,
___ santificai esta família com a vossa presença.    R.

Vós que fostes sempre dedicado aos interesses do vosso Pai,
___ fazei que Deus seja sempre adorado e glorificado
     em todas as famílias.    R.

Vós que fizestes da vossa santa família
um exemplo admirável de oração, de amor e de obediência
à vontade do Pai celeste,
___ santificai esta família com a vossa graça
     e derramai sobre ela a abundância dos vossos dons.    R.

Vós que amastes os vossos parentes e por eles fostes amado,
___ confirmai todas as famílias na paz e na mútua caridade.    R.

Vós que, em Caná da Galileia,
alegrastes os primeiros momentos duma família
com o vosso primeiro milagre, convertendo a água em vinho,
___  aliviai os sofrimentos e preocupações desta família
     e convertei-os em alegria.    R.

Vós que, para confirmar a unidade da família, dissestes:
«Não separe o homem o que Deus uniu»,
___  guardai estes esposos sempre unidos
     pelo vínculo indestrutível do vosso amor.    R.


56.    Terminadas as preces, o ministro, conforme as circunstâncias, convida os presentes a cantar ou recitar a oração do Senhor, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:
Porque nos chamamos e somos realmente filhos de Deus, digamos confiadamente a oração que Jesus nos ensinou:
Todos:
Pai nosso, que estais nos céus...
ORAÇÃO DE BÊNÇÃO
57.    Então o ministro  ___  com as mãos estendidas sobre os membros da família se
é sacerdote ou diácono; de mãos juntas, se é leigo  ___  diz a oração de bênção:
Deus de misericórdia, criador e reparador do vosso povo,
que fizestes da família humana,
constituída pela aliança nupcial,
o sacramento de Cristo e da Igreja,
derramai a abundância das vossas bênçãos
sobre esta família reunida em vosso nome,
para que aqueles que nela vivem unidos pelo amor
sejam fervorosos no espírito e assíduos na oração, solícitos uns pelos outros e atentos às necessidades de todos
e dêem testemunho da fé pela palavra e pelo exemplo.
Por Nosso Senhor.
R. Amém.
58.    Ou
Nós Vos bendizemos, Senhor,
que, na vossa infinita misericórdia,
quisestes que o vosso Filho, feito homem,
fizesse parte duma família humana,
crescendo no ambiente da intimidade doméstica
e conhecendo as suas preocupações e alegrias.
Humildemente Vos pedimos, Senhor:
guardai e protegei esta família,
para que, fortalecida pela vossa graça,
goze de prosperidade, viva na concórdia
e, como Igreja doméstica,
seja no mundo testemunha da vossa glória.
Por Nosso Senhor.
R. Amém.
59.    Conforme as circunstâncias, o ministro asperge com água benta a família reunida, sem dizer nada.
CONCLUSÃO
60.    O ministro conclui a celebração, dizendo:
Nosso Senhor Jesus Cristo,
que viveu com a sua família em Nazaré,
esteja sempre presente na vossa família,
a defenda de todo o mal
e vos conceda a graça de serdes um só coração e uma só alma.
Todos respondem:
Amém.
61.    É conveniente terminar a celebração com um cântico apropriado.

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Tu és Pedro - Papa pede a Raul Castro feriado de Sexta-feira Santa

(28/03/2012) Bento XVI chegou ao Palácio da Revolução por volta das 19h25 (de Brasília) e foi recebido pelo Presidente do Conselho de Estado e do Conselho dos Ministros de Cuba, Raúl Castro. O colóquio, a porta fechada, prolongou-se por cerca de 40 minutos. Paralelamente, o Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, manteve um encontro com o Vice-Presidente do Conselho dos Ministros cubano, José Ramón Machado Ventura.

Após o encontro, numa conferência de imprensa, Pe. Federico Lombardi, apresentou os assuntos debatidos no encontro privado entre o Papa e Raúl Castro.
Mesmo sem discursos públicos previstos, o dia de Bento XVI foi intenso, com um momento, em especial, que permanecerá na memória dos cubano: a imagem do Pontífice que reza no Santuário Nacional da Virgem da Caridade do Cobre. “Este foi o momento central, a razão de sua viagem”, disse o sacerdote jesuíta.

Outro momento que comeveu o Papa foi o encontro, no Seminário S. Basílio Magno, em Santiago de Cuba, com cerca de 10 missionárias de Madre Teresa de Calcutá. Quando consagradas, elas recebem a tarefa de rezar, todos os dias, por um sacerdote. E neste encontro estava presente a indiana que há 20 anos reza pessoalmente por aquele que, na época, era somente o Card. Ratzinger. “O Papa estava comovido de encontrar essa pessoa que reza por ele.”

Já em Havana, destaque para a visita de cortesia ao Presidente Raúl Castro. O encontro durou cerca de 40 minutos, considerando que havia intérpretes. Pe. Lombardi ressaltou a importância do encontro pessoal – um momento cordial e sereno. Temas da conversa foram a situação do povo cubano e as expectativas da Igreja para continuar contribuindo para o crescimento da nação.

Um pedido especial foi feito a Castro: a possibilidade do reconhecimento por parte do governo da Sexta-feira Santa como feriado – assim como, 14 anos atrás, João Paulo II fez o mesmo pedido em relação ao dia do Natal, e foi atendido. Destaque também para as “temáticas de caráter humanitário” debatidas, mas Pe. Lombardi não tinha detalhes a respeito.

Fazendo um balanço da viagem no final deste segundo dia, o sacerdote jesuíta declarou que decorre “muito positivamente”. A seguir, os jornalistas perguntaram temas variados: o possível encontro com Fidel – “possível”, mas sem confirmações; o embargo (sobre o qual a Santa Sé já se declarou contrária); e se o Papa receberá as Damas de Branco. A propósito, Pe. Lombardi disse que a mensagem foi passada ao Pontífice e que ele está ciente da questão.

O Palácio da Revolução é o prédio principal do complexo da Praça da Revolução. Construído inicialmente para ser sede da Suprema Corte e da Procuradoria-geral, o complexo acolhe, desde 1965, o Conselho de Estado com o Escritório da Presidência, o Conselho dos Ministros e o Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.


Fonte: Radiovaticana.org 

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27 março 2012

Como viver melhor o sacramento da Confissão?

A Confissão (também chamada de “Reconciliação” ou “Penitência”) é um sacramento de cura pelo qual se é libertado do pecado e fortalecido pelo perdão de Cristo. A Bíblia diz, citando o exemplo de várias pessoas, o espírito com que um cristão vive este momento. Como Zaqueu, é preciso querer encontrar Cristo; como a pecadora do Evangelho de Lucas, é necessário se arrepender dos pecados; como Pedro, deve-se saber acolher o perdão.

O personagem bíblico Zaqueu é um exemplo da boa atitude a ser buscada por quem vai se confessar. Zaqueu, um arrecadador de impostos, corre em direção a Jesus e não se afasta d'Ele. Assim compreende que o perdão leva à mudança de vida (cf. Lc 19, 1-10).

Outro personagem evangélico que ensina como viver a Confissão com humildade e consciência é a mulher pecadora do Evangelho de Lucas. Ela chora pelas ofensas cometidas porque percebe que prejudicou a sua relação com Deus e busca a reconciliação por amor.

Uma terceira atitude para viver melhor o sacramento da Confissão é a de São Pedro, que foi capaz de aceitar o perdão de Jesus, inclusive depois de negá-lo três vezes. Seu exemplo contrasta com o de Judas, que se arrependeu do seu pecado, mas rejeitou pedir perdão.

A resposta a esta pergunta se baseia em uma conferência de monsenhor Bernie Schmitz, vigário para o clero da diocese de Denver (EUA), sobre “Como fazer uma boa confissão”. O sacerdote a pronunciou em 2 de março de 2012, dentro do ciclo “Vivendo da fé católica”.




Fonte: Aleteia.org

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'Lutem com as armas da paz, do perdão e da compreensão" Bento XVI

 (26/3/2012) Por ocasião dos 400 anos da descoberta da imagem da Virgem da Caridade, padroeira de Cuba., Bento XVI presidiu na Praça Antonio Maceo de Santiago de Cuba a Santa Missa durante a qual entregou à Virgem da Caridade a Rosa de Ouro
A homilia da Missa desta segunda-feira à tarde, em Santiago de Cuba, com a Igreja universal a celebrar a festa mariana da anunciação do Senhor, foi naturalmente centrada no mistério da incarnação. O Papa começou por interrogar-se o que significa este mistério, que São João exprime com as palavras “O Verbo fez-se carne e habitou no meio de nós”.

“A expressão «fez-Se carne» indica a realidade humana mais concreta e palpável. Em Cristo, Deus veio realmente ao mundo, entrou na nossa história, habitou no meio de nós, realizando assim a profunda aspiração do ser humano de que o mundo seja realmente uma casa para o homem. Pelo contrário, quando Deus é posto de lado, o mundo transforma-se num lugar que não é hospitaleiro para o homem, frustrando ao mesmo tempo a verdadeira vocação da criação que é ser o espaço para a aliança, para o «sim» do amor entre Deus e a humanidade que Lhe responde.”

Com a anunciação do arcanjo são Gabriel a Maria, somos levados a descobrir que “o nosso Deus, ao entrar no mundo, quis contar com o consentimento livre de uma sua criatura”. “É comovedor ver como Deus não só respeita a liberdade humana, mas parece mesmo ter dela necessidade”.

“Deus criou-nos como fruto do seu amor infinito; por isso viver segundo a sua vontade é o caminho para encontrar a nossa verdadeira identidade, a verdade do nosso ser, enquanto que o distanciamento de Deus nos afasta de nós mesmos e precipita-nos no vazio.
A obediência na fé é a verdadeira liberdade, a autêntica redenção, que permite unirmo-nos ao amor de Jesus no seu esforço por Se conformar com a vontade do Pai. A redenção é sempre esse processo de levar a vontade humana à plena comunhão com a vontade divina.”

Pelo seu papel insubstituível no mistério de Cristo, a Virgem Maria representa a imagem e o modelo da Igreja – recordou o Papa, que declarou conhecer “o esforço, audácia e abnegação” demonstradas pelos fiéis cubanos para fazer refletir, nas circunstâncias concretas do país, o verdadeiro rosto da Igreja…

“A Igreja, corpo vivo de Cristo, tem a missão de prolongar na terra a presença salvadora de Deus, de abrir o mundo para algo maior do que ele mesmo, ou seja, para o amor e a luz de Deus.
Vale a pena, amados irmãos, dedicar toda a vida a Cristo, crescer cada dia na sua amizade e sentir-se chamado a anunciar a beleza e a bondade da própria vida a todos os homens, nossos irmãos.”

A concluir, Bento XVI evocou especialmente o lugar do matrimónio e da família na concretização do projeto de Deus, com a “incomparável dignidade de cada vida humana”:

O mistério da Encarnação, em que Deus Se aproxima de nós, mostra-nos também a dignidade incomparável de cada vida humana. Por isso, no seu projeto de amor, desde a criação, Deus confiou à família fundada no matrimônio a sublime missão de ser célula fundamental da sociedade e verdadeira Igreja doméstica.”

“Cuba tem necessidade do testemunho de fidelidade dos esposos , da sua unidade, da sua capacidade de acolher a vida humana” – insistiu o Papa, que concluiu com um apelo aos católicos cubanos, “para que vivam de Cristo e para Cristo, lutando – com as armas da paz, do perdão e da compreensão, para construir uma sociedade aberta e renovada, uma sociedade melhor, mais digna do homem, que reflita a bondade de Deus”


Fonte: Radiovaticana.org 

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26 março 2012

Superar o cansaço da fé e recuperar a alegria de ser cristão - Bento XVI

(25/3/2012) Na viagem apostolica de Bento XVI ao México, viveu-se neste domingo o momento central com a missa no Parque Bicentenário, espaço comemorativo dos 200 anos da independência do México que se localiza entre as cidades de Guanajuato, Silao e León, que viu a participação de centenas de milhares de pessoas.

A missa foi ser concelebrada por 300 entre cardeais, arcebispos e bispos, para além de centenas de padres; uma ordem religiosa de clausura preparou as 250 mil hóstias distribuídas aos fiéis, na altura da comunhão.

“Recuperar a alegria de ser cristão”, em atitude de conversão e reconciliação, confiando no Deus misericordioso capaz de “transformar, a partir de dentro, nos corações, as situações insuportáveis e sem futuro”: estas as indicações do Papa aos fiéis mexicanos, na homilia da Missa deste domingo, em León. Comentando os textos da liturgia, Bento XVI começou pelo Salmo responsorial, que pede “cria em mim, Senhor, um coração puro”.

“Uma exclamação (observou) que mostra a profundidade com que é preciso preparar-se para celebrar… o grande mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor”, mas que ao mesmo tempo “ajuda a olhar em profundidade para o coração humano, especialmente nos momentos de sofrimento (e esperança), como o que atravessa o povo mexicano e também outros povos latino-americanos”.

Como mostra a história do povo de Israel e a oração expressa neste Salmo 50, “no momento de enfrentar a sua existência mais autêntica, o destino mais decisivo – a salvação”, mais do que nas próprias forças, há que pôr a sua esperança em Deus, que pode criar um coração novo, sensível e dócil.” Daqui uma importante mensagem “para cada um de nós e para os nossos povos”:

“Quando se trata da vida pessoal e comunitária na sua dimensão mais profunda, não bastam as estratégias humanas para nos salvar. Temos, também nós, de recorrer ao Único que nos pode dar vida em plenitude, porque Ele mesmo é a essência da vida e o seu autor, tendo-nos feito participantes dela por seu Filho Jesus Cristo.”

Recordando as palavras de Jesus no Evangelho deste domingo – que é morrendo que o grão de trigo germina e dá fruto abundante, Bento XVI evocou a imagem do Cristo Rei, tão venerada pelos católicos mexicanos, e que ele própria sobrevoara, no helicóptero, antes da Missa. O reinar de Cristo – advertiu o Papa – não consiste em submeter os outros com a força ou a violência!

“Assenta, isso sim, num poder maior que vence os corações: o amor de Deus que Ele trouxe ao mundo com o seu sacrifício e com a verdade de que deu testemunho. É este o seu domínio, que ninguém lhe poderá tirar e que ninguém deve esquecer.”

O santuário mexicano de Cristo Rei há-de ser portanto, antes de mais – recomendou o Papa – “lugar de peregrinação, de oração fervorosa, de conversão, de reconciliação, de busca da verdade e de acolhimento da graça”. Há que pedir a Cristo que reine nos nossos corações tornando-os puros, dóceis, cheios de esperança, ao mesmo tempo corajosos e humildes”.

A concluir, o Papa recordou ainda a “Missão continental”, decidida em Aparecida, pelos Bispos latino-americanos, para “confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho enraizada na história destas terras”. É importante que os cristãos e as comunidades eclesiais “resistam à tentação de uma fé superficial e rotineira, por vezes fragmentária e incoerente”.

“Também aqui há que superar o cansaço da fé e recuperar a alegria de ser cristão, apoiado pela felicidade interior de conhecer a Cristo e de pertencer à sua Igreja. É desta alegria que nascem as energias para servir a Cristo nas difíceis situações do sofrimento humano, colocando-se à disposição d’Ele, sem se fechar no próprio bem-estar”
Uma imagem da Senhora de Guadalupe, em tamanho natural, marcou presença na missa deste domingo e o Papa ajoelhou-se e rezou diante da mesma, após a recitação do Angelus.
Durante a celebração, Bento XVI ofereceu um mosaico, que vai ser colocado no interior do santuário de Cristo Rei.
O monumento situa-se na colina de Cubilete, centro geográfico do México, a 2579 metros de altitude, e a atual estátua, desenhada em 1942, é a quinta a ter sido colocada no local, após as limitações impostas pelo poder político.
A obra, com 20 metros de altura e 250 toneladas de peso, tem nas suas costas dois anjos, que oferecem as coroas da glória e do martírio.





Fonte: Radiovaticana.org 

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Tirinha: Cisco do Amor - Choro

tirinha

Fonte: Cisco do Amor

24 março 2012

É fácil ser cristão? Relatos sobre os duros anos para a fé em Cuba

HAVANA, 22 Mar. 12 / 12:11 pm (ACI)

"O primeiro era manter a presença do sacerdote em todos os cantos, ainda que as pessoas não fossem às capelas por medo", afirmou o Pe. Jorge Palma, capelão do Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, ao referir-se aos anos mais duros que viveu a Igreja em Cuba sob o regime de Fidel Castro.

Com motivo da visita do Papa Bento XVI a Cuba, a agência ACI Prensa do grupo ACI em espanhol, pôde dialogar com o sacerdote que recordou os primeiros anos do comunismo na ilha e como isto afetou a vida religiosa dos cubanos.

Nascido em Santiago de Cuba e ordenado presbítero em 1972, o Pe. Palma afirmou que para manter a fé foi necessário que os sacerdotes se mantivessem presentes em todos os cantos de Cuba "mesmo que ninguém fosse às capelas, ou ao que restou das capelas porque muitas vezes elas estavam destruídas".

"Então era uma presença muito simbólica, porque as pessoas que se atreviam a ir aos povoados pequenos podiam ser contadas com os dedos das mãos, eram poucas. Mas isto era indispensável: a presença do sacerdote, tendo pessoas ou não", afirmou.

Disse que a perseguição comunista também afetou a assistência dos fiéis ao santuário Mariano, que "permaneceu durante anos quase vazio porque havia muito temor de parte dos cubanos de perder o trabalho se fossem relacionados com a Igreja".

Entretanto, o Pe. Palma recordou que a Igreja começou a sair às ruas em 1986. Afirmou que um fato importante foi o Encontro Nacional Eclesial Cubano (ENEC), que foi realizado neste ano entre os dias dia 17 e 23 de fevereiro e que marcou o reinicio dos trabalhos de missão.

Nesse sentido, depois que o Natal foi restaurado como dia festivo em 1997 e as procissões foram permitidas desde 1998 –ano em que João Paulo II visitou Cuba-, a situação no aspecto religioso foi mudando na ilha.

O Pe. Palma indicou que o núcleo familiar e a devoção à Virgem da Caridade também foram fundamentais para manter a fé católica em Cuba. "O que cria comunistas, e o que cria católicos da mesma forma, é a família", afirmou.

O sacerdote disse que os cubanos que emigraram desde 1959 "e que foram muitos, aceitaram prudentemente a idéia de criar uma capela da Virgem da Caridade em Miami (Estados Unidos). Isso manteve a comunicação básica dos cubanos com as suas famílias em Cuba. Tinham um ponto comum de referência em ambos os lados do mar e em todos os países onde estivessem, pois embora não pudessem vir ao santuário, mantiveram a devoção à Virgem".

"Depois da etapa dos balseiros (cubanos que fugiram da ilha para os Estados Unidos), começaram a vir muitas pessoas de forma difícil de conter. E agora recentemente, depois que a Virgem peregrinou, romperam-se absolutamente todas as barreiras do temor e de vir aqui ao santuário. Inclusive até ateus e membros do Exército vêm por curiosidade (…). Gradualmente desde 1994 foi desaparecendo o temor de vir ao santuário", indicou.

Nesse sentido, disse ao grupo ACI que como capelão do santuário Mariano vê na devoção à Virgem da Caridade uma oportunidade para seguir evangelizando Cuba.

"Para nós, os sacerdotes, a visita dos peregrinos é uma exigência para de alguma forma levá-los ao conhecimento desse Menino que está nos braços da Virgem e ao mistério da Cruz (…). Esta é a exigência que tem qualquer sacerdote em Cuba, e de maneira especial é uma exigência que tem o Cardeal e o pároco do Santuário do Cobre", finalizou.


Fonte: Acidigital.com

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22 março 2012

Tu és Pedro - Peregrino da Caridade


O lema da visita de Bento XVI a Cuba

Paloma Rives, enviada especial
ROMA,quarta-feira, 21 de março de 2012 (ZENIT.org) - Bento XVI escolheu Cuba como um dos destinos da visita pastoral à América Latina. A chegada é prevista para a tarde da próxima segunda-feira, 26 de março, no Aeroporto Internacional Antonio Maceo, em Santiago de Cuba. Logo depois, o papa celebrará uma missa pelos 400 anos da descoberta da imagem da Virgen de la Caridad del Cobre, a devoção mariana da ilha.
O jornal Granma publicou em seu editorial de 12 de março: "Nosso país terá a honra de acolher o Santo Padre com grande hospitalidade para mostrar a cultura, o patriotismo e o espírito de solidariedade e humanismo dos cubanos, que são revelados na história e na unidade da nação".
O jornal, conhecido por ser o órgão oficial do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, também declarou: "Vamos receber da mesma maneira, com a amizade que nos caracteriza, todos os milhares de peregrinos que estarão conosco naqueles dias certamente memoráveis".
Lembrando depois a histórica visita de João Paulo II a Cuba, há 14 anos, Granma prossegue: "Recebemos com os mesmos sentimentos o papa João Paulo II, que, antes de partir, falou do profundo impacto que experimentou naquela visita e agradeceu pela calorosa hospitalidade, expressão autêntica da alma cubana".
Alma cubana que revela todo o seu amor por aquela que é chamada de “Mambisa”, porque invocada pelos soldados “mambises” durante a guerra da independência, ou de “Cachita”, carinhoso diminutivo de “caridade”.
Esta devoção a Maria, Mãe de Cristo, na sua invocação como Virgem da Caridade do Cobre, é parte essencial da peregrinação do Santo Padre à ilha.
O cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, falando ao povo de Cuba em mensagem transmitida em rede nacional, disse sobre a visita de João Paulo II: "Ele foi muito aguardado, porque foi a primeira vez que um papa visitou Cuba. As condições especiais do nosso país eram tais que os olhos do mundo se concentraram naquela visita. Depois das declarações da Santa Sé, as apreciações da igreja em Roma foram positivas e amplamente discutidas, inclusive pelo então cardeal Ratzinger, que, evidentemente, sentiu o eco daquela viagem do papa a Cuba, guardando algo em seu coração".
Ortega explicou ainda por que Cuba foi incluída nesta viagem: "O papa quis incluir esta fase porque sempre teve no coração o desejo de visitar Cuba. Agora ele teve uma oportunidade única: as comemorações dos 400 anos da descoberta da imagem da Virgem da Caridade do Cobre. Em Cuba é um Ano Jubilar: os cubanos estão peregrinando ao santuário de El Cobre para visitar a padroeira. E o papa também quis vir como peregrino. É por isso que foi escolhido o lema Peregrino da Caridade para esta visita".
O cardeal de Havana acrescentou: "Milhares e milhares de cubanos, talvez milhões, foram encontrar Nossa Senhora. Não é o número o que nos impacta, mas os sinais da religiosidade deste povo: ver os cubanos na rua fazendo o sinal da cruz ou se ajoelhando à passagem da Virgem, ou levantando os braços durante as orações. O Papa vem reafirmar os valores que a fé cristã plantou no nosso país".
A Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba, foi encontrada boiando no mar, quatrocentos anos atrás, por três escravos das minas de cobre, que a levaram para o continente. A imagem de Maria, que depois se tornou a mãe do povo cubano e viajou por todo o país na companhia de crentes e de não crentes, receberá neste 26 de março o Peregrino da Caridade.

Fonte: Zenit.org 

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Saúde?


Achei a imagem muito interessante. 
Todos temos que lutar contra a "droga lícita" que mais destói lares.
Falo isso pois tenho um irmão que quase foi levado à morte pelo álcool, mas hoje ele está sóbrio e ainda ajuda a outros que querem se livrar do vício.




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21 março 2012

Você confessa seus pecados?

A CONFISSÃO

A Igreja ensina que a confissão deve ser feita somente a um sacerdote, mas o encontrei uma base sólida para isso na Bíblia. Você poderia indicar-me onde na Bíblia se ensina isto?

Claro. Temos, porém, que manter em mente que a nossa fé o é baseada apenas na Bíblia, já que a Bíblia é filha da Igreja, o Sua e.

Para reconhecer este fato basta verificar que os livros do Novo Testamento (tanto os Evangelhos quanto os Atos dos Apóstolos ou as Epístolas) foram escritos quando a Igreja já existia. Além disso, a lista de livros que compõem a Bíblia só foi determinada no ano de 397 depois de Cristo, quase quatrocentos anos depois da Ressurreição do Senhor e de Pentecostes.

Muitos outros livros foram escritos a respeito de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas nem todos eles eram realmente inspirados por Deus. o existia um acordo geral entre os cristãos a respeito de quais livros eram realmente Palavra de Deus e quais o eram, nos primeiros séculos. O Apocalipse de o João era considerado por muitos como um livro que o faria parte da Bíblia, enquanto outros livros, como o Pastor de Hermas, eram considerados por muitos cristãos livros inspirados e parte da Bíblia.

Quem determinou quais os livros que fazem parte da Bíblia, tanto no Novo quanto no Antigo Testamento, foi a Igreja Católica, reunida sob a autoridade do Papa o Dâmaso I.

Mesmo assim encontramos na Escritura dados suficientes para confirmar o ensino da Tradição Oral e do Magistério da Igreja.

Jesus, dentre todos os que o seguiam (multidões!), escolheu doze apóstolos. Este número corresponde ao número de tribos de Israel, Povo de Deus. A Igreja, fundada sobre os apóstolos (Cf. Ap. 21,14, 1Cor 3,10 e Ef. 2,20), é o novo Povo de Deus.

A estes doze, e apenas a eles, Jesus deu o poder de perdoar os pecados, e declarou quem os pecados que eles não perdoassem o seriam perdoados (Jo 20,21-23). Note que ele deu este poder apenas aos apóstolos, e o fez depois de Sua Ressurreição.

o faria sentido dar este poder a eles se isto o fosse necessário. O próprio São Paulo nos lembra da necessidade e da origem deste sacramento (2Cor 5,18).

E também o faria sentido que este poder acabasse na geração dos apóstolos. Afinal, por que s precisaríamos menos do perdão dos pecados que a gente daquele tempo?

É por isso que este poder foi transmitido aos Apóstolos por Jesus e estes aos seus sucessores. A Igreja foi fundada por Cristo sobre o Pedro (Mt 16,18), a quem Jesus entregou as Chaves do u (Mt 16,19) e a missão de apascentar o Seu rebanho (Jo 21,15-17).

Os Papas receberam a sucessão apostólica de o Pedro. Desde então a Igreja tem ciosamente guardado e transmitido a única Doutrina de Cristo (Ef 4,5)e ministrado os Sacramentos por Ele instituídos como meios para nossa salvação.

O poder de perdoar os pecados, porém, o deve ser conferido a qualquer um (1Tm 5,22), ainda que o valor do Sacramento independa da santidade pessoal do sacerdote (Rom 5,11). O objetivo deste cuidado é evitar escândalos (um escândalo é fazer parecer que é certo o que na verdade é errado) causados por pessoas despreparadas, que o abraçam a graça a eles conferida pelo Sacramento da Ordem (1Tm 4,14).

Existem vários grupos que se separaram da Igreja nos primeiros séculos, mas mantiveram a Sucessão Apostólica, logo o poder de perdoar ou reter os pecados. Estes grupos são chamados Igrejas autocéfalas, ou seja, Igrejas que seguem sua própria cabeça.

Dentre eles podemos citar os Coptas, do Egito, os Etíopes, da Etiópia, e os Nestorianos, da Índia. o grupos que passaram séculos sem contato algum com a Igreja; os nestorianos sequer chegaram a conhecer a Escritura em sua íntegra, enquanto os Etíopes aceitam alguns livros não-inspirados (como os Livros dos Macabeus 3 e 4, o Livro de Enoque, etc.).

Note que Igrejas autocéfalas, como os coptas ou os nestorianos da Índia, apresentam praticamente da mesma forma o Sacramento da Reconciliação. Chamo à atenção estes grupos porque se separaram da Igreja há muito tempo. Os nestorianos da Índia seguem a sucessão apostólica de o Tomé, que ordenou seus primeiros bispos e deu a eles o poder de perdoar ou reter os pecados.

Os coptas, nestorianos e outros frequentemente apresentam erros graves de doutrina, por o se terem mantido sob o Pedro, a quem Cristo deu o poder de ligar e desligar (expressões rabínicas significando estabelecer a verdadeira exegese de um texto bíblico que diga respeito a direitos e deveres - Mt 16,19). Mas mesmo assim, a Confissão é por eles considerada necessária e praticada.

Carlos Ramalhete

Fonte: Pergunte e Responderemos - www.pr.gonet.biz

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