30 setembro 2013

Há base bíblica para afirmar que Maria é rainha do universo?





Por Jorge Arturo Rodriguez Reyna

Nossos irmãos protestantes ficam chocados quando ouvem que nós católicos nos referimos à Maria como "Rainha do Universo". E para tentar justificar a sua oposição, citam referências bíblicas, em relação ao culto proibido por Deus à "rainha dos céus":

"Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha para fazerem bolos à rainha do céu, e oferecem libações a outros deuses, para provocarem minha ira" (Jeremias 7,18).

Segundo eles, isso seria argumentar em seu favor que Deus está contra nós consideramos Maria como "Rainha do Universo". Mas se você tomar um pouco mais de tempo e analisar a palavra de Deus com cuidado e sem preconceito anti-católico, o aviso e a condenação para esse culto foram para deusas pagãs: Astarte, Ishtar, Afrodite, entre outros nomes. Por outro lado, essas "deusas" eram adoradas - como sabemos e ensina a Igreja Católica, devemos adorar somente a Deus - e, por isso, era óbvio que o Senhor proibiu. Além disso, o amor que nós dedicamos à Maria, Mãe de Deus e Rainha do Universo, é de veneração, que é apenas um especial respeito e amor, mas nunca adoração, como argumentam alguns irmãos protestantes erroneamente mal informados. Vale destacar que o culto de veneração é diferente, como demonstrado em um artigo anterior (1).

Vamos ver que se nós católicos consideramos Maria como "Rainha do Universo" não é para tirar a honra, glória e honra de nosso Senhor Jesus "Rei do Universo", mas apenas o fato de que Jesus é Rei, é precisamente o que confere o título de Rainha à Maria, pois é sua mãe. Sabemos que tudo está sujeito ao Rei, e que Rainha não tira qualquer poder ou domínio do rei. O título de Maria é um título de honra por ser a Mãe do Rei, o Senhor Jesus.

Amigos protestantes vão pensar que esta afirmação é uma invenção ou capricho, que é apenas uma discussão inútil sem o apoio bíblico. Só para eles e para os meus irmãos católicos é que, em seguida, cito referências bíblicas para justificar o título de Rainha que tem a mãe de Jesus.

Quando o anjo Gabriel anunciou à Maria que ela vai conceber Jesus, por sua vez faz com que ela saiba que seu filho receberá o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre Jacó para sempre.

"O anjo disse:" Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus, que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi , o reinado de seu pai sobre a casa de Jacó para sempre, e o seu reino não terá fim "(Lucas 1,30-33).

Se Deus Pai deu a Jesus o trono de Davi – que segundo o anjo é trono de seu pai -, é óbvio que esta regra vai manter as suas disposições habituais, manter a sua estrutura, de modo que foi chamado pelo anjo de "trono de Davi", porque não simplesmente dizer vai ser Rei, mas esclarece que esta regra vai estar no "trono de Davi". Lembre-se também que o próprio Senhor havia prometido a Davi que seu reino ficaria para sempre, que seu trono manter-se-ia firme para sempre.

"Tua casa e teu reino serão firmados para sempre diante de mim, o seu trono será firme, para sempre "(2 Samuel 7,16).

Agora, se nós concordamos que o reino de David vai durar para sempre - a promessa do próprio Deus - e Jesus é agora o rei do reino de Davi como aquele que recebeu este trono, vemos que o reino de David, a mãe do rei, veio a ser a rainha, é por isso que quando a Bíblia fala do início do reinado de cada um dos reis de Judá - a dinastia de Davi - mencionado automaticamente o nome de sua mãe, uma vez que eram as rainhas e esposas. Em outras palavras, o reino de Davi teria como rainha a Mãe do Rei:

"E Roboão, filho de Salomão, reinava em Judá. Roboão tinha quarenta e um anos quando começou a reinar ... nome de sua mãe era Naamá , amonita "(1 Reis 14,21).

"No décimo oitavo ano do rei Jeroboão, filho de Nebate, Abias tornou-se rei de Judá. Reinou três anos em Jerusalém e nome de sua mãe era Maaca , filha de Absalão "(1 Reis 15,1-2).

"Acazias tinha vinte anos quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. E o nome de sua mãe era Atalia , neta de Onri, rei de Israel "(2 Reis 8:26, 2 Crônicas 22,02).

"No sétimo ano de Jeú que Joás começou a reinar, e reinou quarenta anos em Jerusalém, e do nome de sua mãe era Sebia de Beersheba (2 Reis 12:1, 2 Crônicas 24,1).

"No vigésimo sétimo ano de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá ... O nome de sua mãe era Jecolia e Jerusalém "(2 Reis 15,1-2).

"No segundo ano de Peca, filho de Romelia, rei de Israel, Jotão, filho de Uzias, rei de Judá ... e nome de sua mãe era Jerusa a filha de Zadok "(2 Reis 15:32-33 , 2 Crônicas 27,1).

"No décimo oitavo ano do rei Jeroboão, Abias tornou-se rei de Judá ... e nome de sua mãe era Micaías , filha de Uriel de Gibeá (2 Crônicas 13:1-2).

"E Jeosafá reinou sobre Judá. Ele tinha trinta e cinco anos quando começou a reinar, .... E o nome de sua mãe era Azuba , filha de Sili "(2 Crônicas 20,31).

"Amazias tinha vinte anos quando começou a reinar, e reinou 29 anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jeoadã e Jerusalém "(2 Crônicas 25,1).

"Tinha Uzias dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou cinqüenta e dois anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Jecolia e Jerusalém "(2 Crônicas 26,3).

"Ezequias começou a reinar quando tinha 20 anos de idade, e reinou 29 anos em Jerusalém. nome de sua mãe era Abia , filha de Zacarias "(2 Crônicas 29,1).

Talvez me dirão meus irmãos protestantes que as citações referidas não mencionam especificamente que as mães de reis, rainhas são, no entanto, vale lembrar que, quando Bate-Seba, mãe de Salomão - na verdade, que era o rei no trono do David - veio falar com ele, Salomão imediatamente prostrou-se diante de sua mãe como um sinal de veneração e também depois de se sentar no seu trono, ele colocou outro trono à sua direita, para se sentar neste trono sua mãe. Não é à toa: quem se senta em um trono? A resposta é óbvia: só um rei ou rainha, por isso é um trono, caso contrário seria apenas um lugar, nada mais. E se o rei faz com que sua mãe se sentar em um trono, é porque sua mãe é uma rainha:

“Betsabé foi, pois, ter com o rei para falar-lhe em favor de Adonias. O rei levantou-se para ir-lhe ao encontro, prostrou-se diante dela e sentou-se no trono. Mandou colocar um trono para a sua mãe, e ela sentou-se à sua direita: Tenho um pequeno pedido a fazer-te, disse ela; não mo recuses. Pede, minha mãe, respondeu o rei, porque nada te recusarei.” (1 Reis, 2,19-20).

Diante do exposto, é possível que todavia, alguém não queria aceita que no reino de Davi, a mãe do rei é a rainha, pois alguns querem a citação textual, quando não se dão conta da incoerência de se pedir uma citação bíblica para tudo o que crêem. Pois, verão, caríssimos irmãos que, sim existe essa citação. No primeiro livro dos Reis e segundo de Crônicas, podemos encontrar que o rei Asa tirou de sua mãe Maaca o título de rainha, pois esta praticou a idolatria. Nota-se claramente que o título não foi negado à sua mãe, mas tirado dela. Ora, se foi tirado é porque o possuía.

“O rei Asa destituiu até de sua posição de rainha sua mãe Maaca, por ter feito um ídolo de asserá. Asa destruiu a imagem, deixou-a em pedaços e a queimou no vale de Cedron.” (2 Cron 15,16; 1 Reis 15,13).

Como podemos notar, está claramente demonstrado que no reino de Davi - o quel tem a Nosso Senhor Jesus Cristo como Rei - a mãe do rei tinha por sua vez, o título de rainha. Sendo assim, não havendo nada que diga ao contrário em relação a mudança a essa prerrogativa que a mãe do rei possui, é natural que nós católicos consideremos Maria, mãe do Senhor, como Rainha do Universo, posto que Jesus é o Rei do Universo.

De agora em diante, irmão protestante, eu te peço que antes que tu me solicites uma citação bíblica que diga que Maria é Rainha, me dê você uma citação bíblia que afirme que Jesus retirou de Sua Mãe, o título de Rainha. Onde a Escritura diz que Jesus retirou essa prerrogativa de Maria? Se Jesus reina no trono de Davi, por consequência Sua mãe é Rainha.

Por último, eu peço que reflita, amigo protestante. A Sagrada Escritura nos ensina que os que pertencem a Cristo reinarão com Ele. Tu crês nele, claro que sim, estou certo disso. Em outras palavras, não te escandalizas pensando e crendo que serás rei junto ao Senhor, pois sua palavra diz que sim, sem embargo, te escandalizas porque nós católicos cremos que Maria, a Mãe do Senhor, é Rainha. Não te parece uma incoerência?

“Se pelo pecado de um só homem reinou a morte (por esse único homem), muito mais aqueles que receberam a abundância da graça e o dom da justiça reinarão na vida por um só, que é Jesus Cristo!” (Romanos 5,17).

“Se soubermos perseverar, com ele reinaremos.” (2 Timóteo 2,12).

Por acaso, não se manteve Maria firme junto a Jesus, aceitando ser sua mãe (Lucas 1,38), em sua viagem ao Egito (Mateus 2,13-14), buscando-o quando se perdeu em Jerusalém (Lucas 3,43-48), acompanhando-o durante sua vida pública (Marcos 3,32), ao é da cruz (João 19,25), junto no princípio da Igreja (Atos 1,14)? Acaso Maria não recebeu em abundância a graça de Deus, tanto que assim o anjo a chamou de "cheia de Graça" (Lucas 1,28)? E se para aqueles que perseveram firme com o Senhor, Ele promete quer são reis para reinar ao seu lado, por que você se escandaliza, irmão protestante, se Maria que melhor cumpriu todas essas promessas, ser considerada e reconhecida como Rainha?

Traduzido por Alessandro Lima, para o Veritatis Splendor, do original em espanhol "¿Existe base bíblica para afirmar que María es reina del universo?", do site http://www.apologeticacatolica.org.


De:De: veritatis.com.br

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João XXIII e João Paulo II serão canonizados em 27 de abril de 2014

 O Papa Francisco presidiu esta manhã, às 10 horas, no Vaticano, a um Consistório ordinário público no Vaticano com os cardeais presentes em Roma, para aprovar as causas de canonização de João Paulo II e João XXIII, estabelecendo que tal tenha lugar a 27 de abril de 2014. Trata-se do segundo domingo do tempo pascal, Domingo da Divina Misericórdia, celebração instituída por João Paulo II e na véspera da qual ele próprio faleceu, em 2005.
Recordamos que em fins de julho, na viagem de regresso do Brasil o Papa justificou a decisão de juntar no mesmo dia a canonização dos seus dois predecessores: "Fazer a cerimónia de canonização dos dois juntos quer ser uma mensagem para a Igreja: estes dois são bons, eles são bons, são dois bons".O Papa reconheceu oficialmente um segundo milagre de João Paulo II em julho, depois de ter recebido o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, o que vai permitiu avançar com a canonização do beato polaco. No mesmo dia, o Santo Padre aprovou a canonização de João XXIII, falecido há 50 anos, após ter recebido o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, dispensando o reconhecimento de um novo milagre.
João Paulo II foi proclamado beato por Bento XVI a 1 de maio de 2011, na Praça de São Pedro. A Igreja celebra a memória litúrgica de João Paulo II a 22 de outubro, data do início de pontificado de Karol Wojtyla, em 1978, pouco depois de ter sido eleito Papa.Por sua vez, João XXIII foi declarado beato pelo Papa João Paulo II, a 3 de setembro de 2000. A sua celebração litúrgica tem lugar a 11 de Outubro, data da abertura do Concílio Vaticano II, por ele convocado.
O último Consistório público ordinário tinha tido lugar a 11 de fevereiro passado, durante o qual Bento XVI apresentou a sua renúncia pontificado.


De: news.va

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29 setembro 2013

Os padres roqueiros - Espanhol

Quando eu era jovem, eu gostava muito de Rock, este estilo sempre me chamou a atenção.
Hoje mais velho e mais careca, deixei de lado este gosto, mas nunca abandonei
Encontrei esse vídeo e achei incrível, a música é muito boa, espero que gostem.

A Voz do Deserto, o grupo é composto atualmente por sete músicos (três padres e quatro leigos), lançou o clipe de "Ruth", primeiro single de seu novo trabalho, ele sobe novamente, o seu quarto álbum . Para a promoção do sujeito com a participação de Inmaculada Galván, jornalista e 13tv e Telemadrid. O vídeo inclui extras no final!





De religionenlibertad.com


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28 setembro 2013

Como é ser católico en Tajiquistão - Vídeo em espanhol

A Igreja está crescendo muito rápido na ex-república soviética da Ásia Central, mas um pequeno número de católicos. Essa história do Povo de Deus mostra a presença e atividade das várias congregações que evangelizam o país.


De religionenlibertad.com

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27 setembro 2013

Rezando o terço com Roberto Carlos

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Como desmascarar a mentira de que a Igreja é inimiga da ciênca.


Nikolaus_Kopernikus


Muitos clérigos da Igreja Católica ao longo da história fizeram contribuições significativas para a ciência. Dentre esses clérigos-cientistas estão nomes ilustres tais como Nicolau Copérnico, Gregor Mendel, Alberto Magno, Roger Bacon, Pierre Gassendi, Ruđer Bošković, Marin Mersenne, Francesco Maria Grimaldi, Nicole Oresme, Jean Buridan, Robert Grosseteste, Christopher Clavius, Nicolas Steno, Athanasius Kircher, Giovanni Battista Riccioli, William de Ockham, e muitos outros. Centenas de outros nomes têm feito contribuições importantes para a ciência desde a Idade Média até os dias atuais. (Wikipedia)


Cristianismo e a ORIGEM DA CIÊNCIA:
Como explica Rodney Stark, citando Alfred Whitehead, no livro A Vitória da Razão:
Whitehead compreendeu que a teologia cristão foi fundamental para o surgimento da ciência no Ocidente (…) Whitehead explica: “A maior contribuição da Idade Média para a constituição de um movimento científico foi… a certeza de que existe um segredo, um segredo que pode ser descoberto. Como essa certeza ficou tão impressa na mente europeia? Deve provir na insistência medieval na racionalidade de Deus (…) Todos os pormenores foram supervisionados e organizados: a pesquisa da natureza só pode fortalecer a razão”. (…) A maioria das religiões não cristãs nem sequer acredita em uma criação: o Universo é eterno e, apesar de comportar ciclos, não tem objetivo nem propósito e, mais grave ainda, nunca foi criado; não tem um criador. O Universo é concebido como uma entidade completamente misteriosa, inconsistente, imprevisível e arbitrária. (…) Não há ocasião para celebrar a razão.
Se a religião inspira esforços para compreender a obra de Deus, é possível chegar à sabedoria; se para compreender uma coisa é necessário conseguir explicá-la, a ciência desenvolve-se de mãos dadas com a teologia. Foi exatamente nesses termos que pensaram as grandes figuras [Newton, Kepler, Descartes, etc] dos séculos XVI e XVIII.
Por isso, para um cristão tradicional, a nossa existência em um Universo regular que pode ser descoberto pela nossa mente é algo que poderíamos esperar e pelo qual nós deveríamos estar gratos por isso. Para um naturalista, assim como para os antigos orientais, a contingência de existir um Universo gigantesco, composto de várias substâncias diferentes, todas elas se comportando de maneira regular, codificado com leis da física e da química que levam para a produção de seres humanos, seres que vão ter a capacidade intelectual de descobrir grandes verdades sobre o Universo, sendo que esse ambiente é exatamente do tipo que apresentam relações que podem ser descobertas, é, no máximo, uma grande coincidência.
Se a ciência se baseia em princípios que podem florescer e nada se opõe à idéia de Deus. Dessa forma, a alegação de que “A Ciência torna a crença em Deus cada vez mais improvável” é bizarra. Os teístas acreditam que Deus é a expressão da razão; e a sabedoria de compreender o ambiente é um bem que nos foi possibilitado. E se esse é um presente de Deus, o mínimo que nós devíamos é gostar dele.

De facebook.com/pages/Anti-ateismo

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26 setembro 2013

Eu sou feliz por ser católico - Corpos incorruptos

https://www.facebook.com/CAIAFARSA



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Conheça a história de São Cosme e São Damião - 26 de setembro




Hoje, lembramos dois dos santos mais citados na Igreja: Cosme e Damião. Eram irmãos gêmeos, médicos de profissão e santos na vocação da vida. Viveram no Oriente e, desde jovens, eram habilidosos médicos. Com a conversão passaram a ser também missionários, ou seja, aproveitando a ciência com a confiança no poder da oração levavam a muitos a saúde do corpo e da alma.
Viveram na Ásia Menor, até que diante da perseguição de Diocleciano, no ano 300 da era cristã, foram presos pois eram considerados inimigos dos deuses e acusados de usar feitiçarias e meios diabólicos para disfarçar as curas. Tendo em vista esta acusação, a resposta deles era sempre:
“Nós curamos as doenças, em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder!”
Diante da insistência, quanto à adoração aos deuses, responderam: “Teus deuses não têm poder algum, nós adoramos o Criador do céu e da terra!”
Jamais abandonaram a fé e foram decapitados em 303. São considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.
São Cosme e São Damião, rogai por nós!


De: Canção Nova


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25 setembro 2013

Francisco alerta para tentação de privatizar a Igreja



Na audiência geral desta manhã na Praça de São Pedro o Papa Francisco desenvolveu na sua catequese o tema da unidade da Igreja. No Credo dizemos: “Creio na Igreja Una...”, ou seja, professamos que é única; a Igreja é uma só para todos. Em todo o lado, mesmo no sítio mais isolado da Terra, na paróquia mais pequenina, aí existe a mesma e única Igreja; aí estamos em casa, somos irmãos e irmãs:

“Não há uma Igreja para os europeus, uma para os africanos, uma para os anericanos, uma para os asiáticos, uma para os que vivem na Oceania, mas é a mesma em todo o lado. É como uma família: podemos estar longe, espalhados pelo mundo, mas as ligações profundas que unem todos os membros conservam-se fortes seja qual for a distância. Penso na experiência da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro: naquela multidão sem fim de jovens presentes na praia de Copacabana, ouviam-se falar muitas línguas, viam-se rostos com traços muito diversos; e, contudo, estávamos unidos, sentíamo-nos e éramos uma única Igreja.“

O Santo Padre lançou algumas questões: Sinto eu esta unidade? Quando ouço falar de cristãos que sofrem no mundo, fico indiferente ou sinto-o como se sofresse um da minha família? O Papa Francisco referiu-se, assim, às muitas feridas que ainda afetam a Igreja como por exemplo as diferenças entre católicos, protestantes e ortodoxos... É preciso procurar construir a unidade:
“O nosso mundo tem necessidade de unidade, de reconciliação, de comunhão e a Igreja é Casa de Comunhão. São Paulo dizia aos cristãos de Éfeso: Eu, prisioneiro em nome do Senhor, exorto-vos: comportai-vos em modo digno ao chamamento que haveis recebido, com humildade, doçura e magnanimidade, suportando-vos uns aos outros no amor, conservando a unidade do espírito por meio do vínculo da paz. Humildade, doçura, magnanimidade, amor para conservar a unidade! E continuava: um só corpo, aquele de Cristo que recebemos na Eucaristia; um só Espírito, o Espírito Santo que anima e recria a Igreja; uma só esperança, a vida eterna; uma só fé, um só batismo, um só Deus, Pai de todos.”

O Papa Francisco concluiu a sua catequese afirmando que a unidade da Igreja tem um motor que é o Espírito Santo:
“A nossa unidade, não é primariamente fruto do nosso esforço por vivermos de acordo e unidos; mas vem d’Ele que faz a harmonia na diversidade. Por isso é importante a oração, que é a alma do nosso compromisso de homens e mulheres de comunhão, de unidade.
Peçamos-Lhe que nos faça cada vez mais unidos e não nos deixe ser jamais instrumentos de divisão.”

No final da audiência o Papa Francisco saudou os peregrinos de língua portuguesa especialmente os grupos de comunidades paroquiais do Brasil e ainda um grupo de Lisboa.

De: news.va

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Nunca acobertei casos de pedofilia, diz Bento XVI em uma longa carta escrita a um ateu militante



ROMA, 24 Set. 13 / 08:50 pm (ACI/EWTN Noticias).- O matemático italiano e ateu militante, Piergiorgio Odifreddi, recebeu no último dia 3 de setembro uma carta muito especial. Um envelope selado, com 11 páginas com data de 30 de agosto e assinada por Bento XVI.

No texto, o Bispo Emérito de Roma responde ao livro de Odifreddi "Caro papa, ti scrivo" (Querido Papa, escrevo-te, Mondadori, 2011). Um livro que, como o autor recorda, desde a capa se define como uma "luciferina introdução ao ateísmo".

No artigo no qual Odifreddi comenta as suas impressões ao receber esta carta afirma: "Não foi uma coincidência ter dirigido a minha carta aberta a Ratzinger. Depois de ter lido o seu "Introdução ao Cristianismo", entendi que a fé e a doutrina de Bento XVI, a diferença de outros, eram o suficientemente coerentes e sólidas para poder confrontar perfeitamente e sustentar ataques frontais".

Agressividade e descuido na argumentação

No fragmento da carta que foi publicado no jornal La Repubblica, pode-se ler como Bento XVI reconhece que desfrutou e aproveitou a leitura de algumas partes da carta, mas outras partes se surpreendeu por "uma certa agressividade e descuido na argumentação".

No início da carta, o Bispo Emérito de Roma assinala que "você me dá a entender que a teologia seria ‘fantaciência’". E frente a este argumento apresenta quatro pontos.

Ficção científica na religião... e a matemática

Em primeiro lugar assinala que "é correto afirmar que "ciência" no sentido mais estrito da palavra é somente a matemática, enquanto eu aprendi contigo que seria necessário distinguir ainda entre aritmética e geometria. Em todas as matérias específicas a científica tem a sua própria forma, segundo a particularidade do seu objeto. O essencial é que aplique um método verificável, exclua o arbítrio e garanta a racionalidade nas respectivas modalidades".

Em segundo lugar, Bento XVI sustenta que "você deveria pelos menos reconhecer que, no âmbito histórico e no do pensamento filosófico, a teologia produziu resultados duradouros".

Como terceiro aspecto afirma que "uma função importante da teologia é a de manter a religião unida à razão e a razão à religião. Ambas as funções são de essencial importância para a humanidade".

Recordando a Habermas

Neste ponto recorda que no seu diálogo com Habermas "mostrei que existem patologias da religião e -não menos perigosas- patologias da razão. Ambas necessitam uma da outra, e tê-las continuamente conectadas é uma tarefa importante da teologia".

No último ponto, muito mais longo que os anteriores, Bento expressa que "a "fantaciência" existe, por outro lado, no âmbito de muitas ciências e faz referências às teorias que Odifreddi expõe sobre o início e o fim do mundo em Heisenberg, Schrödinger, etc., que -continua Bento XVI-, "eu o designaria como ‘fantaciência’ no bom sentido: são visões e antecipações, para alcançar um verdadeiro conhecimento, mas são, de fato, somente imaginações com as que procuram aproximar-nos da realidade".

Pouco nível: a pederastia

Depois de desenvolver com mais detalhe estas ideias, Bento XVI se detém no capítulo sobre o sacerdote e a moral católica e nos distintos capítulos sobre Jesus. "No que se refere ao que você diz do abuso moral de menores por parte de sacerdotes, posso -como você sabe- mostrar somente uma profunda consternação. Nunca tentei acobertar estas coisas. O fato de o poder do mal penetrar até este ponto no mundo interior da fé é para nós um sofrimento que, por um lado, devemos suportar, e por outro, nos obriga a fazer todo o possível para que estes casos não se repitam".

"Não é tampouco motivo de tranquilidade saber que, segundo as investigações dos sociólogos, a porcentagem dos sacerdotes culpados destes crimes não é mais alta que em outras categorias profissionais semelhantes. Em qualquer caso, não se deveria apresentar este desvio ostentosamente como se fosse uma sujeira específica do catolicismo. Não é lícito calar o mal na Igreja, mas também não se deve fazer esquecer o grande rasto luminoso de bondade e pureza que a fé cristã deixou ao longo dos séculos".

Por isso, Bento XVI recorda nomes como São Bento de Nursia e sua irmã Escolástica, Francisco e Clara de Assis ou Teresa de Ávila e João da Cruz.

O "Jesus histórico", o do Hengel e Schwemer

Com respeito ao que o matemático diz sobre a figura histórica de Jesus, Bento recomenda ao autor os quatro volumes da obra que Martin Hengel publicou em conjunto com Maria Schwemer, "um exemplo excelente de precisão histórica e de amplíssima informação histórica", assinala Ratzinger.

Assim mesmo, recorda, como já esclareceu no primeiro volume de seu livro sobre Jesus de Nazaré, que "a exegese histórica-crítica é necessária para uma fé que não propõe mitos com imagens históricas, mas reclama uma verdadeira historicidade e por isso deve apresentar a realidade histórica de suas afirmações também de forma científica".

Em vez de Deus, uma natureza sem definir

Continua Bento XVI afirmando que "se você, entretanto, quer substituir Deus pela "Natureza", fica a pergunta, quem ou o que é esta natureza. Em nenhuma parte você a define e aparece, portanto, como uma divindade irracional que não explica nada".

E acrescenta: "Queria, portanto, sobretudo destacar que na Sua religião da matemática três temas fundamentais da existência humana ficam sem serem considerados: a liberdade, o amor e o mal. Qualquer coisa que a neurobiologia diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração".

Na última parte publicada da carta de Bento, assinala que a "minha crítica sobre o seu livro é por um lado dura, mas a franqueza faz parte do diálogo; só assim o conhecimento pode crescer".


De: acidigital.com

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24 setembro 2013

“O sacramento não é um rito mágico, mas um encontro com Jesus Cristo” – Papa Francisco


Jesus Cristo sempre nos espera, esta é a humildade de Deus - o Papa Francisco retirou a sugestão para a sua mediatação na missa desta manhã do Salmo que nos diz: ” Iremos com alegria para a Casa do Senhor”. Mesmo com histórias e momentos marcados pelo pecado o Senhor sempre por nós espera de braços abertos:
“E seja nos momentos maus, seja nos momentos bons, uma coisa sempre é igual: o Senhor está lá, nunca abandona o Seu povo! Porque o Senhor, no dia do pecado, no primeiro pecado, tomou uma decisão, fez uma escolha: fazer História com o Seu Povo. E Deus, que não tem História porque é eterno, quis fazer História, caminhar junto do Seu Povo. Mas mais ainda: fazer-se um de nós, caminhar connosco em Jesus. E isto diz-nos o que é a humildade de Deus”.
A grandeza de Deus é precisamente a humildade. Mesmo quando o seu povo o esquecia e regressava à idolatria, Deus ficava à sua espera. E Jesus veio para caminhar com o seu povo mesmo com os soberbos. E fez tanto para ajudar os corações soberbos dos fariseus:
“Humildade. Deus sempre nos espera. Deus está connosco, Deus caminha connosco, é humilde: espera sempre por nós. Jesus sempre nos espera. Esta é a humildade de Deus. E a Igreja canta com alegria esta humildade de Deus que nos acompanha, como o fizemos no salmo. ‘Iremos com alegria para a casa do Senhor’: vamos com alegria porque Ele nos acompanha, Ele está connosco. É o Senhor Jesus, mesmo na nossa vida pessoal acompanha-nos: com os Sacramentos. O Sacramento não é um rito mágico: é um encontro com Jesus, nós encontramos o Senhor e Ele está junto a nós e nos acompanha.”
“E se o Senhor entrou na nossa história, peçamos-Lhe a graça de que seja Ele a escrever a nossa história.”(RS)


De: news.va

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Pais da Igreja (pré Éfeso) e o Título “Maria Mãe de Deus”




A fim de combater o erro e aqueles que negam que o título de Maria “Mãe de Deus” foi algo inventado por volta do século V no concílio de Éfeso, a presente matéria foi feita, com os testemunhos mais antigos e autênticos dos grandes Pais da Igreja confirmando a fé primitiva no título atribuído a Maria, em virtude da sua missão na terra. Todos estes testemunhos, que os leitores verão, dá fim a qualquer dúvida que possa existir sobre o tema.


A IGREJA PRIMITIVA E A MATERNIDADE DIVINA

Os Padres da Igreja Primitiva não tinham nenhum problema ao referir-se a Maria como a Mãe de Deus. Eles viam isso como uma consequência natural da Encarnação.

Santo Irineu (189 d.C)

“A Virgem Maria, sendo obediente à sua palavra, recebeu do anjo a boa nova de que portaria (portaret) Deus” (Contra as Heresias, 5:19:1)

Santo Hipólito de Roma (217 d.C)

“Para de todas as gerações eles têm retratado por diante os grandiosos assuntos para a contemplação e para a ação. Assim, também, eles pregavam o advento de Deus em carne e osso para o mundo, seu advento pela impecável e mãe de Deus (Theotokos) Maria no caminho do nascimento e crescimento, e a forma de sua vida e conversa com os homens, e sua manifestação por meio do batismo, e o novo nascimento, que era para ser para todos os homens, e a regeneração pela pia [do batismo]” (Discurso sobre o Fim do Mundo, 1).

Gregório de Taumaturgo (262 d.C)

“Para Lucas, nas narrativas dos evangelhos inspirados, oferece um testemunho não apenas para José, mas também a Maria, a Mãe de Deus, e dá este relato com referência à própria família e da casa de Davi” (Quatro Homilias 1).

“É nosso dever apresentar a Deus, como sacrifícios, todos os festivais e celebrações de hinário, e em primeiro lugar, [a festa] da Anunciação à santa Mãe de Deus, a saber, a saudação que lhe foi feita pelo anjo, ‘Ave, cheia de graça!’” (Quatro Homilias 2).

Pedro de Alexandria (305 d.C)

“Eles vieram para a Igreja da Santíssima Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, que, como se começou a dizer, ele tinha construído no bairro ocidental, em um subúrbio, um cemitério dos mártires.” (Os Atos genuínos de Pedro de Alexandria).

Metódio

“Salve a ti para sempre, Virgem Mãe de Deus, nossa alegria incessante, pois para ti Eu volto novamente. Você é o início de nossa festa; Você é o seu meio e fim, a pérola de grande valor, que pertence ao reino; a gordura de cada vítima, o altar vivo do Pão da Vida. Salve, você tesouro do amor de Deus. Salve, você, fonte de amor do Filho para o homem [...] você brilhava, doce dom-outorgante Mãe , com a luz do sol, você brilhou com os fogos insuportáveis ​​de da mais fervorosa caridade, trazendo no final, aquele que foi concebido de você [...] para manifestar o mistério escondido e indizível, o Filho do Pai invisível, o Príncipe da Paz, que de uma forma maravilhosa mostrou-se como menos do que toda pequenez.”(Oração sobre Simeão e Ana 14).

Cirílo de Jerusalém (350 d.C)

“O Pai dá testemunho do céu para seu Filho. O Espírito Santo dá testemunho, descendo corporalmente na forma de uma pomba. O arcanjo Gabriel é testemunha, trazendo as boas novas a Maria. A Virgem Mãe de Deus é testemunha...” (Leituras Catequéticas 10, 19).

Efraim, o Sírio (351 d.C)

“Apesar de ainda ser virgem, ela carregava uma criança em seu ventre, e a serva e obra de sua sabedoria tornou-se a Mãe de Deus” (Cantos de Louvor 1, 20).

Epifânio de Salamissa (374 d.C)

“Ser perfeito ao lado do Pai, encarnado entre nós, não na aparência, mas na verdade, ele [o filho] homem remodelada para a perfeição em si mesmo a partir de Maria, a Mãe de Deus através do Espírito Santo” (O homem bem ancorada 75).

Ambrósio de Milão (377 d.C)

“A primeira coisa que acende ardor na aprendizagem é a grandeza do professor. O que é maior do que a Mãe de Deus? O que é mais glorioso do que aquela a quem própria Glória escolheu?” (As Virgens 2, 2).

Gregório de Nazianzo (382 d.C)

“Se alguém não concorda que santa Maria é Mãe de Deus, ele está em desacordo com a divindade” (Carta a Cledonius Sacerdote 101).

São Jerônimo (401 d.C)

“Quanto à forma como a virgem tornou-se Mãe de Deus, ele tem pleno conhecimento; de como ele mesmo nasceu, ele não sabe nada.” (Contra Rufino 2, 10).

Teodóro de Mopsuestia (405 d.C)

“Quando, pois, eles perguntam: 'Será que Maria mãe do homem ou Mãe de Deus?' Nós respondemos: ‘Os dois!’. O primeiro pela própria natureza do que foi feito e outro pela relação.” (A Encarnação 15).

São Cirílo de Alexandria (427 d.C)

“Eu fiquei impressionado que alguns estão totalmente em dúvida quanto à existência ou não da Virgem santa ser capaz de ser chamada de Mãe de Deus. Porque, se nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, como deve ser a Virgem santa que lhe concebeu, não ser a Mãe de Deus?” (Carta aos monges do Egito 1).

João Cassiano (429 d.C)

“Você não pode deixar de admitir que a graça vem de Deus. Ele é Deus, então, quem lhe deu. Mas foi dado por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, o Senhor Jesus Cristo é Deus. Mas se ele é Deus, como ele certamente é, então ela quem deu à luz a Deus é a Mãe de Deus.” (Sobre a Encarnação de Cristo contra Nestório 2, 2).

Concílio de Éfeso (431 d.C)

Finalmente no concílio de Éfeso, isto é dogmatizado:

“Confessamos, então, nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, perfeito Deus e perfeito homem, de uma alma racional e de um corpo, gerado antes de todas as eras do Pai em sua divindade, o mesmo nos últimos dias, por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, de acordo com a sua humanidade, um e o mesmo consubstancial com o Pai em divindade e consubstancial a nós na humanidade, pois a união de duas naturezas ocorreu. Portanto, nós confessamos um só Cristo, um filho, um Senhor. De acordo com esse entendimento da união inconfudível, nós confessamos a Virgem santa como sendo a Mãe de Deus, porque Deus, o Verbo se fez carne e se fez homem e de sua própria concepção unido a si mesmo o templo ele tomou dela” (Formula da União [AD 431 ]).

“Se alguém não confessar que o Emanuel é verdadeiro Deus, e que, portanto, a Santíssima Virgem é a Mãe de Deus (Θεοτόκος), na medida em que na carne, ela deu à luz o Verbo de Deus feito carne [como está escrito: "O Verbo era que se fez carne "] seja anátema.” (1º Anátema de São Cirílo a Nestório).

CONCLUSÃO

Quem negava que Maria era mãe de Deus, nas épocas primitivas, eram os mesmos hereges que negavam a divindade de Cristo. Semelhante e ao mesmo tempo contraditoriamente, os mesmos protestantes que hoje dizem crer na divindade de Cristo, negam que Maria era mãe de Deus, logo não acreditam realmente na divindade de Cristo.

PARA CITAR

RODRIGUES, Rafael. Pais da Igreja (pré Éfeso) e o Título “ Maria Mãe de Deus”.

De: Apologistascatolicos.com.br 


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23 setembro 2013

ATENTADO SUICIDA NA SAÍDA DE UMA MISSA, NO PAQUISTÃO, MATA 61 PESSOAS E DEIXA 120 FERIDOS

 Um duplo atentado suicida em frente a uma Igreja em Peshawar, no Paquistão, na saída da Missa, provocou ao menos 61 mortos e 120. É um dos ataques mais sangrentos contra cristãos no país. Até o momento nenhum grupo assumiu a autoria. Os dois terroristas suicidas acionaram seus cinturões de explosivos quando os fiéis saíam da missa.
O ataque ocorreu ao meio-dia local a principal cidade do nordeste do Paquistão, uma região atingida frequentemente por atentados atribuídos em grande parte aos rebeldes islamitas talibãs. "O número de mortos subiu para 61. Há 120 feridos", declarou à AFP Mohamed Iqbal, um médico do hospital Lady Reading. O balanço anterior era de 53 mortos e 100 feridos.
Trata-se de um dos ataques mais mortíferos cometidos contra cristãos no Paquistão, comunidade que representa 2% da população deste país de 180 milhões de habitantes, em sua maioria muçulmanos.
O funcionário da administração da cidade Sahibzada Annes disse à imprensa que as bombas explodiram logo após o fim da missa."A maioria dos feridos está em situação crítica", acrescentou o funcionário.
Nazir Khan, professora de 50 anos, disse que a missa havia terminado e que 400 fiéis estavam saindo da igreja quando ocorreu uma primeira explosão. "Uma enorme explosão me lançou no chão e assim que recuperei meu sentidos uma segunda bomba explodiu", disse Khan à AFP.
As autoridades sabiam que esta igreja poderia ser atacada e mobilizaram forças de segurança ao seu redor, acrescentou Anees.
"Estamos em um local que é alvo potencial para os terroristas; foram tomadas medidas especiais para proteger estas igreja. Ainda estamos na fase de socorros, mas quando terminar investigaremos para saber o que falhou", disse.
Imagens de televisão mostravam ambulâncias transferindo os feridos a hospitais locais.
Familiares das vítimas se aglomeravam em frente à igreja. Alguns gritavam frases hostis à polícia, considerada incapaz de deter as ameaças.
O noroeste é uma região onde imperam muitos grupos rebeldes islamitas, entre eles o Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP), autores de inúmeros atentados que já deixaram mais de 6.000 mortos desde 2007.
O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou firmemente este atentado. "Os terroristas não têm religião. Atacar inocentes é contrário aos preceitos do islã e de todas as outras religiões. Estes atos terroristas mostram o estado de ânimo brutal e desumano dos terroristas", disse em um comunicado.
A violência entre fanáticos religiosos aumentou nos últimos anos no Paquistão, com uma série de atentados suicidas contra a minoria muçulmana xiita (20% da população) reivindicados pelo grupo armado sectário Lashkar-e-Jhangvi, próximo ao TTP e à Al-Qaeda. Mas até agora os cristãos não haviam sido atacados desta forma sangrenta.


De: RadioVaticano

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Tudo que seu professorzinho do méqui nunca lhe contou sobre... a Inquisição



Há algumas semanas, a página “Meu professor de História Mentiu pra mim” publicou uma imagem na qual afirmava que a inquisição foi um “marco civilizatório na Idade Média”. Mais do que prontamente, a súcia de apedeutas, sequelados e retardados em geral fez coro em gargalhada histriônica. Como os idiotas úteis jamais se deram ao trabalho de abrir um livro de verdade, naturalmente estranham uma afirmação tão destoante do conteúdo que eles absorveram nas cartilhas marxistas, que o méqui chama de livros didáticos. Qualquer pessoa que tenha tido acesso à historiografia que apresenta a Inquisição com acuidade histórica e livre de ideologia não poderá se furtar à conclusão de que essa, além de se basear em fontes primárias, se reflete em uma narrativa muito mais coerente do que os "istoriadores” que apenas recorrem a falácias de pensamento, facilmente desmontáveis por qualquer um que tenha mais de um neurônio funcionando, para denegrir a imagem da Inquisição. Quem quer que tenha acesso ao trabalho historiográfico que nega a forma como o senso comum retrata a Inquisição, percebe imediatamente o quão a História foi deturpada para caber dentro das necessidades ideológicas da mentalidade revolucionária. No Brasil, contudo, o méqui segue a política de restringir o acesso apenas a versões historiográficas que atendam aos interesses ideológicos da esquerda. Isso faz com que seja criado um contingente de analfabetos funcionais que se pensam intelectuais, não por acreditarem que sabem muito, mas por terem sidos convencidos de que o que precisam saber para ser intelectuais é um arremedo de cultura composto de meia dúzia de clichês. Por ter sofrido lavagem cerebral desde a mais tenra idade, o brasileiro médio toma o falso como verdadeiro e ri com desdém diante de quem proclama a verdade, a qual ele ignora completamente. O objetivo desse texto é apresentar de forma rápida e objetiva a Inquisição que não aparece nos livros do méqui, assim teremos um material de referência, curto, que poderá ser usado para esfregar no focinho dos animais esquerdistas toda vez que começarem com a cantilena de “os crimes da Inquisição”. 

Para entendermos o que de fato foi a Inquisição, precisamos retroceder no tempo até um pouco antes de seu início, afinal uma das ferramentas de deturpação mais utilizadas pela historiografia marxista é fazer ignorar o contexto histórico do assunto sobre o qual ela pretende formar uma “openeão”. No ano 476, os bárbaros invadiram a Europa, transformando esse continente em um mosaico de povos incivilizados, que além de terem destruído todas as instituições romanas, passaram a brigar entre si. A Europa se tornou um gigantesco campo de batalha. No meio desse Armagedom, a Igreja Católica foi a única Instituição que ficou de pé. A Igreja sustentou o ocidente, pois salvaguardou de diversas formas o conhecimento civilizacional e, com base nesse legado, fez um trabalho de ACULTURAÇÃO da massa bárbara, composta de alanos, ostrogodos, visigodos, francos, hunos, suevos, entre outros. Dessa maneira, a Igreja Católica foi a grande responsável pelo surgimento, durante a Idade Média, de uma Europa pacificada e unificada em torno de um mesmo ideal. Esse é o motivo pelo qual a mentalidade do homem comum medieval era tão profundamente religiosa (cristã), ele devia à Igreja Católica a paz necessária para prosperar, INCLUSIVE materialmente. Ao contrário do que conta a historiografia marxista, a Idade Média foi uma época de luzes, marcada por grandes avanços em muitos campos do conhecimento: filosofia, ciência, artes, etc. Esse avanço foi fruto do cristianismo, que salvaguardou o legado da antiguidade clássica e estabeleceu a cultura que serviu de lastro para ordem social, sem a qual não seria possível gerar o progresso (obs.: antes de prosseguir na leitura desse texto, certifique-se de que você compreendeu o grau de Importância da Igreja Católica para a época medieval). 
Contudo, desde os primeiros séculos do cristianismo, havia alguns DISSIDENTES da Igreja Católica, pessoas que tinham ganhado preeminência social dentro do seio da própria Igreja, mas que a partir de dado momento passavam a pregar ensinamentos estranhos ao corpo de ensinamentos da Igreja, traindo assim a instituição que tinha lhes possibilitado a posição de destaque que ocupavam na sociedade (e consequentemente a autoridade de que gozavam para que seus pensamentos fossem ouvidos). Essas pessoas fundavam seitas e, assim, suas ideias ganhavam vida própria após arrebanhar um determinado número de seguidores. Tais ideias resistiam até mesmo à morte de quem primeiro as pregou, ganhando popularidade e se constituindo em um corpo doutrinário que, apesar de nascido de dentro da Igreja, era independente e contrário ao corpo doutrinário cristão que lhes deu origem. Essas seitas eram chamadas de “hereges”. A historiografia marxista praticada no Brasil atualmente repete os dogmas da historiografia iluminista e ensina que “a Igreja queimava na fogueira quem se recusasse a aceitar a fé cristã”, reduzindo a questão da heresia a uma mera “intolerância religiosa” ou “excesso de dogmatismo”. É impossível entender o que de fato foi a Inquisição, sem compreender o que eram na verdade as seitas hereges. Para fazê-lo, usaremos como exemplo a principal seita que foi combatida pela Igreja Católica: os cátaros. Essa seita pregava a crença na coexistência de dois deuses, um bom (o criador das coisas espirituais) e um mau (o criador das coisas materiais). Algum inadvertido que pense com a mentalidade de hoje pode imaginar que negar o cristianismo e optar por uma crença dessa era uma mera questão individual, que devemos respeitar a religião dos outros e blá blá blá; principalmente se estivermos falando de algum sequelado pelo paulofreirismo, completamente convencido (coitado!) da aleivosia de que “tudo no mundo é uma questão de 'openeão'". Mas o que de fato aconteceu foi bem diferente desse devaneio esquerdista idiota. Tais seitas pregavam que, uma vez que o mundo material era uma criação do deus mau, ENTÃO tudo que fortalecesse o mundo material deveria ser COMBATIDO. Vejam só de que maneira eles faziam isso; prestem atenção para entender de que forma ser um herege era muito diferente de ter gnomos de louça e cristais energizados no quarto: na qualidade de seita, eles se organizavam em grupos de ação para depredar fazendas, queimar plantações, destruir benfeitorias,  instrumentos agrários e por aí vai. Como se pode ver, não era meramente uma questão de crença diferente, mas do que essa crença diferente provocava no mundo prático: os cátaros eram uma espécie de MST da Idade Média. 
Como não fosse suficiente, tem mais. Enquanto de um lado o cristianismo pregava que a vida tinha valor em si mesma, por ser uma criação divina, e que precisava ser defendida a todo custo, os cátaros diziam que a carne aprisionava o espírito. Assim, na "openeão" deles, as mulheres que engravidavam estavam aprisionando na matéria espíritos que antes eram livres e, com o intuito de impedir esse aprisionamento, eles, com todo altruísmo possível, praticavam a “liberdade de expressão de sua 'openeão'” ASSASSINANDO MULHERES GRÁVIDAS. É mole? Essas eram as ideias que estavam se espalhando na Europa como um incêndio e, caso não fossem debeladas, por certo levariam ao total colapso da civilização ocidental, conforme afirma o historiador PROTESTANTE Henry C. Lea: “(assim) era a crença cuja rápida difusão encheu a Igreja de um terror PLENAMENTE JUSTIFICADO. Se o catarismo se tornasse dominante, ou pelo menos igual ao catolicismo, não há dúvida de que sua influência teria sido desastrosa. Por mais horror que nos possam inspirar os meios empregados para combatê-la, por mais piedade que devemos sentir por aqueles que morreram vítimas de suas convicções, reconhecendo sem hesitar que, nas circunstâncias, a causa da ortodoxia era a da CIVILIZAÇÃO E DO PROGRESSO".
Por causa disso, os senhores feudais e reis já haviam percebido que, de um lado as seitas heréticas com suas crenças obscurantistas e suas ações criminosas perturbavam e lançavam terror sobre toda a vida social, do outro lado o lastro estabelecido pela cultura advinda do cristianismo favorecia a ordem social, e consequentemente o progresso geral da sociedade. Assim, MUITO ANTES do estabelecimento da Inquisição, o poder secular já havia determinado que a heresia fosse considerada CRIME CIVIL e, consequentemente, já havia estipulado penas para esse tipo de prática. Além disso, a disseminação de tais crenças era prejudicial para o conjunto da sociedade, mas, PRINCIPALMENTE, para a camada mais pobre da população, que era quem menos podia se defender se um grupo de loucos invadisse uma vila com o singelo objetivo de expressar sua "openeão" destruindo o fruto de anos de trabalho e matando suas esposas grávidas. Dessa forma, mesmo com o poder secular agindo para cercear a heresia, com o passar do tempo, foi se tornando cada vez mais comum que o povo não mais esperasse a ação do poder instituído, mas fizesse justiça com as próprias mãos, para reprimir prontamente o avanço de tais seitas. Estabeleceu-se assim, a prática comum na Idade Média de que a população revoltada punisse por conta própria os praticantes das heresias. Repetindo: TUDO ISSO JÁ ACONTECIA ANTES DO ESTABELECIMENTO DA INQUISIÇÃO.
Ao mesmo tempo, em que essas insurreições populares contra hereges aconteciam, disputas de terras entre os senhores feudais eram comuns na Idade Média, e eles perceberam que poderiam utilizar como instrumento de batalha, nessas disputas, a turba ensandecida e disposta a fazer justiça com as próprias mãos. Para tal, os senhores feudais começaram a acusar seus inimigos de serem “hereges” apenas com o objetivo de lhes destruir a reputação. Muitas injustiças estavam sendo cometidas. Muitos eram acusados por poderosos de cometer heresias, mas não tinham nenhuma ligação com as seitas hereges, e mesmo assim acabavam morrendo nas mãos do povo, cujos humores haviam sido ardilosamente inflamados por acusações falsas. Vendo toda essa bagunça, a Igreja Católica decidiu intervir para estancar os julgamentos sumários e o derramamento de sangue de inocentes.
Para facilitar, vou recapitular o que foi dito até aqui: de um lado, o Catolicismo ao disseminar uma mentalidade voltada para valores transcendentes, trouxe paz e prosperidade para Europa. De outro, essa mentalidade voltada para valores transcendentes deixava o povo europeu suscetível a “falsos profetas”, uma parte significativa da população dava crédito às ideias hereges, que deturpavam os ensinamentos da Igreja causando confusão e desordem social. A Igreja sabia que a heresia era, de certa forma, um efeito colateral da própria Igreja, sobretudo porque os fundadores das seitas eram ex-membros do clero (dissidentes), portanto precisava assumir sua parte na responsabilidade de combatê-la. Em especial porque o combate às heresias feito pelas autoridades civis estabelecidas era corrupto e cometia injustiças, quando não acontecia o pior, que eram os linchamentos populares.
É dentro desse cenário que surge a instituição criada pela Igreja Católica Apostólica Romana, em 1231, pelo Papa Gregório XI, para VERIFICAR se aquele contra quem pesava uma acusação era de fato praticante e disseminador de heresias. Tal instituição foi chamada de INQUISIÇÃO. A Inquisição não aplicava nenhuma pena, mas SOMENTE decidia se o acusado estava de fato envolvido com heresia e, nesse caso, o entregava para que o poder civil secular aplicasse as penas que já haviam sido estabelecidas ANTES do surgimento da Inquisição. Repetindo: o objetivo da Inquisição era apenas dar uma oportunidade de julgamento processual a pessoas que, de outra forma, teriam sido mortas nas mãos de populares praticando linchamentos, ou nas mãos de reis e nobres que se utilizavam do expediente de fazer falsas acusações de heresia para eliminar seus opositores. Repetindo mais uma vez: a partir do estabelecimento da Inquisição, o povo não podia mais ser inflamado para fazer justiça com as próprias mãos, porque estava determinado que um comitê de especialistas estudaria as acusações com distanciamento e parcimônia a fim de verificar se eram procedentes ou não. É por isso que é possível afirmar sem a menor hesitação que: “A INQUISIÇÃO FOI UM MARCO CIVILIZACIONAL NA IDADE MÉDIA”. A partir do momento em que a Inquisição é estabelecida, as massas estão desautorizadas a praticar justiça sumária e os nobres não mais podiam praticar acusações falsas para conseguir objetivos obscuros. Vejam o que diz Césare Cantu, em seu História Universal (Tomo 11, Capítulo 6): "O tribunal da Inquisição pode ser considerado um VERDADEIRO PROGRESSO, porque se substituía as matanças mais ou menos gerais e os tribunais sem direito de defesa. Este tribunal admoestava por duas vezes antes de empreender qualquer devassa e ordenava a prisão só de hereges obstinados e dos relapsos (aqueles que não voltavam atrás na heresia, preferiam morrer a se arrepender), aceitava o arrependimento e contentava-se com castigos MORAIS, o que lhe permitiu salvar muitas pessoas que os tribunais ordinários teriam condenando”. Alguém que se disponha a provar que uma instituição desse tipo é ruim não passa de um canalha movido por má fé e está apenas se utilizando do expediente de tratar os fatos a torniquete para fazê-los servir à sua ideologia nefasta. Deturpar na cabeça do povão inculto, cuja mentalidade foi deformada pelo méqui, o que de fato foi a Inquisição é apenas mais uma  das várias ferramentas utilizadas pelo marxismo cultural para impingir mentiras contra a Igreja.

Mas voltemos à Inquisição: como era um tribunal, eventualmente podem ter ocorrido falhas. Ainda hoje, por mais que se criem mecanismos judiciais para impedir que a ação jurídica vitime inocentes, há casos de pessoas que cumprem pena (até mesmo pagando com a vida) e mais tarde fica provado que foram condenadas indevidamente. Quanto mais na Idade Média, quando ainda não existia nenhuma das modernas técnicas da ciência forense! Contudo, na Inquisição, o rigor para considerar alguém herege era altíssimo (vamos ver isso mais detalhadamente adiante), além do que, na grande maioria dos casos, aplicava-se penas alternativas, como a responsabilidade de cuidar de um pobre, o confisco dos bens, o exílio ou a peregrinação. Foram pouquíssimas as condenações com pena capital. As próprias práticas que tais seitas pregavam para seus membros, como por exemplo a “endura”, ceifaram muito mais vidas de hereges do que toda a atividade inquisitorial (a “endura” nada mais era do uma heresia que consistia no suicídio por envenenamento, jejum ilimitado, ingestão de vidro moído, abertura das veias durante o banho e até a morte por pneumonia adquirida de propósito). Isso posto, é preciso destacar o fato de que a maior parte das condenações indevidas e das atrocidades que o senso comum usualmente atribui à Inquisição aconteceu na chamada Inquisição Espanhola, que foi um capitulo à parte dentro da História da Inquisição. Ao contrário da Inquisição Medieval (criada para combater as seitas hereges, como os cátaros) e da Inquisição Romana (criada para combater o protestantismo), a Inquisição Espanhola NÃO foi uma ideia da Igreja. Como, então, surgiu a Inquisição Espanhola? A Península Ibérica esteve por sete séculos sob domínio dos muçulmanos, que a invadiram por volta do ano 700 e lá permaneceram até quase o século XVI. Após o casamento dos reis Fernando e Isabel de Castela e Aragão, católicos, a Espanha foi unificada e isso possibilitou que os espanhóis vencessem a última batalha contra os muçulmanos, travada no ano de 1492, em Granada. Para assegurar essa expulsão conseguida através da espada, era necessário dar continuidade ao trabalho fazendo agora uma expulsão cultural: os reis precisavam estabelecer o catolicismo pleno na Espanha. 
Assim, os reis de Espanha EXIGIRAM do Papa que ele autorizasse a abertura de uma nova Inquisição. O Papa não quis autorizar, justamente porque sabia que uma Inquisição realizada longe de Roma não teria nenhum controle por parte da Igreja Católica, e permitiria que os reis fizessem o que bem entendessem em nome da Inquisição, como de fato aconteceu (Há casos de terem se aproveitado da Inquisição, somente para tomar os bens dos acusados). Mas então, se sabia disso, por que o Papa autorizou a Inquisição Espanhola? Simplesmente porque o rei Fernando ameaçou o Papa dizendo que se não autorizasse a abertura da Inquisição Espanhola, ele separaria a Espanha da Igreja Católica (ou seja, de uma forma ou de outra, o rei faria o que quisesse). Nessa época, a Espanha era o maior polo católico do mundo. A Igreja Católica já tinha perdido a Alemanha para o protestantismo, que também avançava na Inglaterra, na Escandinávia, na Bélgica, e na Holanda. Se o Papa aceitasse perder a Espanha, poderia simplesmente ter sido o fim da Igreja Católica. Entre dois males, o que fazer? Diante desse dilema, o Papa finalmente optou pelo mal menor e, a contragosto, autorizou a tal Inquisição Espanhola, uma Inquisição que foi MUITO MENOS eclesiástica do que civil. O único aspecto que une a Inquisição Espanhola às duas inquisições anteriores era o nome. Para começo de conversa, ao contrário das anteriores, a Inquisição Espanhola não foi estabelecida para julgar dissidentes da Igreja, mas para combater outras crenças: o islamismo e o judaísmo, o que por si só a diferencia completamente do contexto da Inquisição Medieval, que foi quando começou a Inquisição. Claro que tais “detalhes” históricos foram completamente ignorados quando a propaganda iluminista decidiu usar a Inquisição Espanhola para manchar a imagem da Igreja Católica. 
Os legados da Inquisição
Conforme foi demonstrado, acusar os procedimentos do tribunal eclesiástico de ser rudimentares é um grande anacronismo. A Inquisição não inaugurou nenhum dos procedimentos que hoje pululam no senso comum ao lado das alegações de "atrocidade!". A acusação anônima, a prática de tortura, as penas de morte, todos eram comumente utilizados pela autoridade civil DA ÉPOCA. E cada um deles pode ser explicado também por uma contingência da época. Por exemplo, penas de morte eram muito mais comuns do que são hoje, simplesmente porque era inexistente o moderno aparato de penitenciárias. Além de inexistente, tal aparato era simplesmente IMPOSSÍVEL para a organização social da época. Por causa disso, a mentalidade de então era que os crimes deveriam ser sempre punidos com severidade máxima, o que, se por um lado choca nossa sensibilidade moderna quando comparamos os procedimentos medievais com os atuais, por outro tal mentalidade na prática gerava uma baixíssima incidência criminal, se comparada com a realidade atual. Assim, é possível afirmar que, à luz da verdade, em qualquer comparação que se faça entre a atividade inquisitorial e a prática da autoridade civil secular da época, notar-se-á que o cuidado nos procedimentos no sentido de evitar injustiças e no sentido de ser piedoso com o ente humano era muito maior dentro da Inquisição do que na prática da autoridade civil secular. Por exemplo, com relação às prisões católicas, devemos esquecer a mitologia de que eram masmorras horrendas, frias e insalubres. Claro que havia problemas, pessoas chegavam a ficar doentes e até morrer nas cadeias, mas se comparadas às cadeias civis da época, possuíam instalações mais limpas, iluminadas, ventiladas, espaçosas e seguras. A alimentação também se dava de forma regular, havendo a possibilidade de o prisioneiro receber comida e demais suprimentos de seus parentes, sendo que os mais pobres tinham suas despesas pagas pelo próprio tribunal. Além disto, muitas cadeias da Inquisição possuíam divisões que separavam os homens das mulheres.
Foi por causa desse esforço, por parte da Igreja Católica (de evitar injustiças e ser piedoso com o ente humano) que foi possível deixar para o mundo, entre outros legados, grandes avanços jurídicos que seriam impensáveis até então. Após a queda do Império Romano, o modelo jurídico praticado na Europa estava mais próximo do que era adotado pelos povos bárbaros invasores do que do sofisticado Código de Leis, vigente na Civilização Romana. Na prática os reis e nobres tinham plenos poderes para julgar e condenar, como bem entendessem. Foi somente com o estabelecimento da Inquisição que foi adotado um sistema que remotamente se assemelhava ao que hoje chamamos de código processual. Desde a queda do Império Romano, foi a primeira vez na História que se pensou que um julgamento deve seguir um rito sistemático. Até a Inquisição, simplesmente não havia o conceito de que o julgamento tinha que seguir um rito. Em que pese as imperfeições que possam ser apontadas se compararmos os procedimentos da Inquisição com o sofisticado código processual moderno, estamos falando do progresso que há em passar da situação em que os julgamentos não possuíam NENHUM processo para a situação posterior em que HÁ um processo, por mais primitivo que fosse. E o processo praticado na Inquisição nem era tão primitivo assim. Por exemplo, em que pese o fato de não ser, nem nunca ter sido um livro católico (tendo sido, inclusive, condenado pela ICAR, logo após sua publicação, na década de 1480), além de NUNCA TER SIDO USADO NA SANTA INQUISIÇÃO, o Maleus Maleficarum se tornou conhecido como católico, por ter sido inspirado na bula papal do Papa Inocêncio VIII; esse livro possuía todos os elementos de um manual de direito processual.
Além disso, a Inquisição foi o primeiro tribunal da Europa a separar magistrado, acusação e defesa. Até essa época, todas essas funções eram exercidas por uma mesma pessoa, na quase totalidade das vezes um senhor feudal, que se auto imbuía do poder de julgar e condenar quem bem entendesse. Com a mentalidade que temos hoje, seria possível afirmar que as funções de promotor e juiz serem exercidas por membros da Igreja não era o ideal, mas isso seria ignorar o progresso em relação ao que era praticado como justiça até então. Também foi a partir da Inquisição que foi adotado o procedimento de registrar TODOS os autos do processo, o que limitava muito a ação do tribunal, além de instituir uma espécie de jurisprudência registrada. Tal procedimento já tinha sido adotado na época do Império Romano, mas somente na Inquisição foi praticado em caráter absoluto. A Inquisição também estabeleceu que um notário transcrevesse todos os debates. Foi estabelecido na Inquisição que os acusados não ficariam presos durante todo o inquérito, podendo recusar determinado juiz ou apelar para Roma contra alguma decisão do tribunal.

O legado mais importante da Inquisição é justamente o que é mais deturpado, diz respeito à questão da tortura. A despeito de todas as gravuras mostrando pessoas sendo torturadas pela Inquisição, é preciso compreender que não foi o Santo Ofício que estabeleceu a tortura, MUITO PELO CONTRÁRIO. O expediente do uso de tortura como ferramenta de confissão era considerado normal e era amplamente usado pelos tribunais seculares, ao passo em que foi muito raramente usado dentro da Inquisição. Ao todo, menos de 10% dos julgamentos envolveu a agonia física dos acusados. Dentro do contexto de que a tortura era considerada pela mentalidade da época como uma ferramenta válida para extrair uma confissão, o Papa Inocêncio IV instituiu algumas regras em relação à utilização desse procedimento: a proibição de que qualquer pessoa fosse torturada mais de uma vez, não era permitido que o método levasse à perda de um membro ou, ainda, que trouxesse risco de morte para quem recebia, sendo comum a presença de médicos para evitar maiores problemas, não poderia ultrapassar mais que alguns minutos. Estas normas nem sempre foram cumpridas, é verdade, mas o problema é que muitos historiadores iluministas/marxistas se utilizam do desvio para fazer entender que as autoridades eclesiásticas pregavam os abusos, o que é de uma desonestidade atroz. Há ainda as alegações sobre as famigeradas "máquinas de tortura" que estão em exposição em tantos museus da Europa e que fazem a alegria do departamento de marketing do History Channel, pois enchem os olhos da audiência dos pseudo-documentários realizados pelo canal. Sobre elas é preciso entender que ninguém que queira torturar um ser humano precisa de muito mais do que uma corda que o imobilize e um pedaço de vidro quebrado ou um chicote, que o infrinja dor. Se máquinas foram criadas para realizar a tortura, era exatamente porque se buscava de alguma forma mensurar e aplicar o sofrimento de forma gradual, controlando a intensidade do efeito o máximo possível. Além disso, as máquinas eram especialmente confeccionadas para que tivessem aparências assustadoras, buscando gerar o que se chamou de conspectu tormentorum, quando a mera vista dos instrumentos de tortura já provocava a confissão. Em dado momento da História da Inquisição, estabeleceu-se que as confissões conseguidas através de tortura só seriam aceitas se no dia seguinte fossem confirmadas pelo acusado, do contrário as investigações continuariam, apesar de o réu permanecer preso. Posteriormente, foi estabelecido que nenhuma confissão conseguida através de tortura teria validade. Ou seja: se hoje a tortura não é mais considerada um instrumento justo de extração de confissão, ISSO É UM LEGADO DA INQUISIÇÃO!
Em suma, o Direito conseguiu evoluir MUITO por causa da Inquisição. Mas, então, como nasceu a deturpação da imagem da Inquisição? Tudo começou na propaganda iluminista que queria denegrir a Igreja Católica. Assim, a historiografia iluminista sempre segue a mesma técnica, que consiste em ignorar como as circunstâncias eram antes da Inquisição e apresentar o Santo Ofício como a entidade que instaurou tudo que era primitivo na Idade Média. Além disso, eles utilizam do método de apresentar apenas os casos de desvio e, assim, dão a entender que eram a regra (contudo, como a mentira tem perna curta, é possível encontrar confissões, mesmo dentro da bibliografia iluminista. Vejam o que diz a Enciclopédia Iluminista Francesa, de 1765: "Sem dúvida, imputaram-se a um tribunal, tão justamente detestado, excessos de horrores que ele nem sempre cometeu". Isso o méqui não mostra!). Alguém que tenha sido apresentado à Inquisição pela historiografia marxista, que mostra apenas os estudiosos iluministas que denegriam a Inquisição, imagina que antes dela o planeta era um paraíso idílico no qual reinavam o humanismo e a justiça perfeita, e a Igreja Católica foi a responsável pela introdução dos métodos que eles criticam como retrógrados, comparando-os não com o que de fato existia antes, mas com a situação atual, que é, na verdade, FILHA dos avanços da Inquisição. Como se vê, trata-se de um erro muito grave em historiografia, que se chama ANACRONISMO. Esse tipo de deturpação é muito comum quando os historiadores não são movidos por entender o que de fato aconteceu, mas sim por criar uma representação do que aconteceu de modo que esta seja capaz de endossar uma ideologia. Um caso clássico é a forma como Engels retrata a Revolução Industrial. Na versão dele, o mundo era um paraíso de prosperidade e riqueza, quando surgiu a terrível Revolução Industrial impondo restrições e carência às classes trabalhadoras, que nunca as tinham experimentado antes. É claro que isso é apenas um delírio, uma ficção, sem nenhum rigor historiográfico. Da mesma forma que no caso da Inquisição, não é possível entender a Revolução Industrial sem entender como o mundo era antes dela. Para finalizar com mais um exemplo de uso ideológico do anacronismo, citemos a forma como a esquerda brasileira se refere aos "crimes da ditadura militar", ignorando completamente os crimes que vinham sendo cometidos pelos terroristas revolucionários e que foram, na verdade, aquilo que desencadeou a instauração do regime militar.

Esse texto é só um quebra-gelo, para introduzir ao assunto "Inquisição". Há ainda muitas informações que não foram incluídas para que o texto não ficasse ainda maior do que já ficou. Para comprovar a veracidade das informações que foram apresentadas aqui e para continuar a conhecer a verdadeira Inquisição, consulte a bibliografia abaixo.

Diane Moczar, "Sete Mentiras sobre a Igreja Católica"
Daniel-Rops, "A Igreja das Catedrais e das Cruzadas"
Eric Voegelin, "Idade Média Tadia"
Felipe Aquino, "Para Entender a Inquisição"
Henry Kamen, "A Inquisição Espanhola"
João Bernardino Gonzaga, ”A Inquisição em seu mundo”
Rodney Stark, "A Vitória da Razão"
Regine Pernoud, "Luz Sobre a Idade Média"
Regine Pernoud, "O mito da Idade Média"
Ronald L. Numbers, "Galileu na Prisão"
Thomas Woods, "Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental"


De: meuprofessordehistoriamentiupramim.blogspot.com.br

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"Mantenham a Fé na Síria"



Um prelado Sírio – ordenado bispo há apenas um mês – falou sobre seu pesar a respeito do êxodo massivo de cristãos da Síria, mas que está convencido de que o futuro de uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo está garantido.


O bispo Católico Greco-Melquita de Bosra e Hauran, Dom Nicolas Antiba, descreveu como os fiéis de sua localidade, no sul da Síria, fugiram em centenas para a área vizinha à residência episcopal em Khabab após os ataques que incluíram a destruição de uma das igrejas mais antigas do país, uma construção do século VI.

Referindo-se às consequências do ataque à Igreja de Santo Elias, construída por volta do ano 542, em Izraa, o bispo acredita que o êxodo de cristãos da região poderia ser tão numeroso quanto ao ocorrido no Iraque, onde a maioria de fiéis deixou seus lares e partiram como refugiados a outras localidades ou países durante a guerra.

O bispo Antiba sublinhou a necessidade urgente de ajuda para os que chegam a Khabab e outros lugares, incluindo água e abrigos – um problema que se torna cada vez pior à medida que o clima piora na região.

Em alguns comentários do que afirmou no mês passado o Patriarca Melquita Gregórios III, Dom Antiba reafirma que a crise está piorando devido à chegada de armas e guerrilheiros vindos do exterior. O recém-ordenado bispo sublinha que estes fatores são como um “câncer” que ameaça destruir a Síria.

Em seguida, o Bispo Antiba reitera o chamado a colocar um fim nos planos de uma intervenção militar estrangeira no país, enviando ao presidente americano Barack Obama o seguinte recado: “Deixe-nos sozinhos”.

Em meio a relatos de que até um terço da população cristã do país está agora desalojada ou vivendo como refugiados no exterior, o bispo disse: “Eu creio, eu sei, que esta perseguição não destruirá a Igreja. O sangue dos mártires dá nova vida à Igreja”.

“Tenho a esperança que continuaremos vivendo como cristãos aqui. Sim, seremos um número inferior, basta ver o que aconteceu no Iraque, mas não creio que a população cristã do país deixará de existir”, disse o bispo Antiba.

As declarações deste prelado sírio se enquadram também no contexto de outros ataques à igrejas cristãs, como o ocorrido no início do mês à antiga cidade cristã de Maloula, atacada e ocupada por grupos de Jihadistas. Segundo relatam cristãos desta região, o ataque foi intencionalmente dirigido contra eles aos gritos de “vitória sobre os infiéis” por parte dos agressores.

“Os cristãos são um povo pacífico, diz o bispo. Eles não buscam luta armada, especialmente na Síria, onde até pouco tempo atrás viviam tranquilamente”.

“Nós somos um povo que não tem meio algum de lutar. Ao contrário, somos gente de paz, e ainda assim os primeiros a sermos atacados. Já sofremos muito. Ainda estamos sofrendo. Não está sendo fácil”, partilhou.

Ele reiterou os chamados para que os Estados Unidos e seus aliados favoráveis a uma intervenção militar descartem esta possibilidade.

“Tenho esperança de que (os EUA e seus aliados) nos deixarão em paz, pois se as armas continuarem chegando ao país a situação só vai piorar. Não se trata de sírios atacando sírios, mas de estrangeiros que também estão envolvidos no conflito”.

“Em vez de trazer armas ao país, tragam paz”, pediu Dom Antiba afirmando que “as armas são como um câncer - um organismo externo que ameaça destruir-nos”.

Pedindo que os Estados Unidos mantenham distância da política na Síria, este bispo sírio afirma: “Eu diria ao presidente Obama que sempre fala sobre a paz... por favor, deixe-nos em paz e coloque em prática as ideias que trarão a paz. O senhor tem sua própria ideia de democracia, que é bela, mas não necessariamente é a nossa; deixe-nos desenvolver nossa própria ideia de democracia”, concluiu.

De: ais.org.br

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21 setembro 2013

O que é o "Depósito da Fé"?




As verdades que devemos crer, onde as encontramos de fato? Acham-se nas duas chamadas “fontes da Revelação”, a saber: a Escritura (Revelação escrita) e a Tradição (Revelação oral), consoante a doutrina definida pelo Concílio Tridentino: fontes de toda verdade salutar e da disciplina dos costumes, são os livros escritos e as tradições não escritas que, recebidas pelos Apóstolos dos próprios lábios de Cristo ou a eles ditados pelo Espírito Santo, até nós chegaram como que transmitidas pelas mãos dos mesmos (cf. Denzinger 783).




Quem discute com protestantes, ouvirá, muito em breve, a objeção: os católicos admitem como verdade de fé tanta coisa que não está nas Escrituras; por exemplo: a perpétua virgindade de Maria; logo acrescentam eles opiniões humanas à Revelação divina.


Quando não é maliciosa, a objeção é ingênua, pois deveriam saber os protestantes que, segundo a doutrina católica, a Bíblia não é a única fonte da Revelação. Na feliz expressão de S. Tomás More: “A palavra de Deus é tão forte não escrita quanto escrita”.


De fato, Jesus nada escreveu e jamais disse a seus Apóstolos que escrevessem, mas antes ordenou-lhes que pregassem. S. Paulo não se farta de apresentar como fonte precípua da fé, a pregação da Palavra pelos Apóstolos (Rom 10, 14; l Cor 15, 11; Gál l, 8, etc.). Estabeleceu-se e prosperou a Igreja primitiva por obra do magistério oral; só uns dois decênios após a morte do Senhor começaram a surgir os escritos apostólicos. Estes, como é sabido, são muito incompletos. Os evangelhos conservaram parte reduzida dos ensinamentos e milagres de Jesus, como atesta o mesmo S. João (21, 25). Tampouco foi guardado tudo quanto escreveram os Apóstolos (S. Paulo alude a epístolas suas perdidas). Ora, as verdades que eles de viva voz ensinaram, conservaram-nas seus discípulos e os sucessores destes, segundo a Timóteo recomendava S. Paulo: “O que de mim diante de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens l fiéis que sejam idôneos para também a outros ensinar” (2 Tim 2, 2). O Apóstolo considerou os seus ensinamentos como “depósito” a guardar fielmente (l Tim 6, 20), fugindo as novidades, conservando com firmeza as verdades aprendidas dele (l Tim 4, 6-15; 2 Tim l, 13; 3, 14). E assim formou-se a cadeia da Tradição dogmática.


Por certo, em tantos séculos que nos separam da idade apostólica, qualquer tradição humana já se teria desde muito deturpado; mas nesse caso privilegiado garante-lhe a fidelidade a perpétua assistência prometida por Cristo à sua Igreja (Mt 28, 20).


Dessa Tradição, encontramos expressão fidelíssima nos escritos dos Santos Padres e Doutores, nos símbolos de fé, nos decretos dos Concílios, nas definições dos Papas.


Teremos ocasião de voltar sobre o magistério da Igreja. Quanto aos Padres, não se cansam os teólogos de revolver-lhes as obras para encontrar nelas os monumentos da Tradição. Os Padres são autênticos testemunhos da fé. Observemos, todavia, que uma doutrina patrística só terá valor decisivo como porta-voz da Tradição dogmática, quando refletir o consenso moralmente unânime dos Padres; não bastam, portanto, textos isolados deste ou daquele, nem mesmo de um pequeno grupo. Neste caso só lhes caberia a autoridade de teólogos particulares. Ademais indispensável é que os Padres dêem tal doutrina como revelada por Deus e não apenas como simples opinião teológica. Existindo essas condições, cessa qualquer dúvida: estamos positivamente em presença de um enunciado que pertence à fé. Com efeito, se o conjunto dos Padres se enganasse, ter-se-ia por força enganado a Igreja, pois eles eram os mestres em ortodoxia e os fiéis apenas seguiam-nos. É contra a palavra de Cristo que a Igreja, na sua totalidade, em qualquer época, estivesse no erro.


Também os fiéis — a Igreja discente — podem ser órgão da Tradição, por exemplo, quando os teólogos ensinam em conjunto que tal doutrina é de fé, ou quando a totalidade dos católicos professa uma crença (por exemplo, na Assunção de Maria). É claro que nesses casos a Igreja discente reflete apenas o ensinamento que recebeu da Igreja docente; o povo católico crê o que lhe ensinam seus pastores; logo um erro desta sorte, em que incidisse o povo, revelaria um erro na Igreja docente, o que é impossível.


Escritura e Tradição constituem ambas o “depósito da fé” (l Tim 6, 20) que se acha, e para sempre, completo com a morte do último Apóstolo. Motivo pelo qual as revelações privadas que se produziram no decurso da história do catolicismo, ainda que feitas a santos eminentes (por exemplo: do Sagrado Coração a S. Margarida Maria; de Nossa Senhora de Lourdes a S. Bernadette) não podem exigir de nós um assentimento de fé divina. Será simples crença humana, embora piedosa.


Seria errôneo considerar o “depósito” como um esboço ou mesmo um germe que se iria desenvolvendo. Na realidade ele é uma plenitude; uma plenitude tal, que são necessários séculos aos homens para aprofundarem a verdade das palavras de Cristo e dos Apóstolos. O que se evolve e progride não é pois o depósito, mas nosso conhecimento das riquezas nele entesouradas. Esse conhecimento se vai completando e determinando, de geração em geração, por obra do Magistério da Igreja.


Função da Igreja é “guardar santamente e expor com fidelidade” o depósito a ela confiado (cf. Concílio do Vaticano, Denzinger 1836. – Ao tratar do Magistério da Igreja explanaremos mais detidamente estas noções).


Guardar: conserva o que foi revelado, protege-o contra deturpações, jamais ensina dogmas não contidos no depósito.


Expor: discerne infalivelmente o sentido exato da Revelação a fim de propô-lo à crença dos fiéis; explica-o sem erro possível. Os dogmas aparentemente “novos”, definidos no decorrer do tempo, não são frutos de novas revelações feitas à Igreja, muito menos invenções da Igreja. O que de “novo” tem é muito relativo. São apenas formulações de verdades reveladas l9 que já se encontravam explicitamente expressas na Escritura ou na Tradição (ou em ambas) mas cuja impugnação pelos heresiarcas exigiu solene definição (por exemplo: a divindade do Verbo); 2′ não tão claras ou expressas, estavam implicitamente contidas no depósito, como exigidas inelutavelmente por uma verdade já explicitamente revelada. Bastou uma simples explicação do Magistério infalível, para trazê-Ias à luz (por exemplo: a Imaculada Conceição).


Há, pois, que distinguir entre o evolver da Revelação e o progresso dogmático. O primeiro estendeu-se, por diversas fases, desde Adão até a morte do derradeiro Apóstolo; completou-se e encerrou-se então definitivamente (cf. Pio X, decreto Lamentabili, n. 21; Denzinger, n. 2021).


Os que sonham com revelações novas, superiores ao cristianismo — joaquimitas na Idade Média, teósofos e espíritas hoje em dia — olvidam as palavras cominatórias de S. Paulo: “Ainda que nós mesmos ou um anjo do céu anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema!” (Gál l, 8).


Severidade bem merecida; crer, ou mesmo esperar, em novas revelações, é fazer sumo agravo a Deus, como se o Pai não nos tivesse dado o próprio Filho, pelo qual nos disse tudo o que precisamos saber para realizar nosso fim sobrenatural. O mesmo Pai solenemente declarou: “Este é o meu amado Filho, em que me hei comprazido, escutai-o!” (Mt 17, 5). Donde: “Quem não crê no Filho, por mentiroso tem a Deus, porquanto não crê no testemunho que Deus de seu Filho deu” (l Jo 5, 10).


Se a Revelação está definitivamente encerrada, em compensação nosso conhecimento dela progride, dentro da fé. Aumenta-se-lhe a riqueza e a nitidez à medida que a Igreja, assistida infalivelmente pelo Espírito Santo, vai explicando e propondo com maior clareza e de maneira definitiva, o que já foi revelado por Cristo a seus Apóstolos. Por conseqüência, não há no século XX verdades reveladas mais numerosas do que no fim do I século; há tão só conhecimento mais explícito, porque houve proposição mais determinada pela Igreja; formulações novas, de antigas verdades.

Fonte: PENIDO, Pe. Dr. Maurílio Teixeira-Leite. Iniciação Teológica I: O Mistério da Igreja. Petrópolis: Ed. Vozes, 1956. Pg 34-37.







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20 setembro 2013

Quero meu papai de volta!

Adoro crianças, eu aprendo muito com elas.
Veja a reação dessa garotinha quando seu papai resolve fazer a barba



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A Igreja cure as feridas e aqueça o coração dos fiéis: Papa Francisco

Cidade do Vaticano (RV) -"A Igreja muitas vezes fechou-se em pequenas coisas, em pequenos preceitos. A coisa mais importante, ao invés, é o primeiro anúncio: 'Jesus Cristo o salvou'." Essa é uma das passagens da longa entrevista ao Papa Francisco, publicada nesta quinta-feira pela prestigiosa revista "La Civiltà Cattolica" e, ao mesmo tempo, por outras dezesseis revistas da Companhia de Jesus.
No longo colóquio de cerca de trinta páginas com o diretor da "La Civiltà Cattolica", Pe. Antonio Spadaro, o Papa traça um retrato falado de si mesmo, explica qual é a sua ideia da Companhia de Jesus, analisa o papel da Igreja hoje, indica as prioridades da ação pastoral e aborda questões sobre o anúncio do Evangelho.
"Um pecador para quem Deus olhou": assim se define o Papa Francisco na longa entrevista concedida em seu estúdio privado na Casa Santa Marta, no Vaticano, durante três encontros, realizados dias 19, 23 e 29 de agosto. Trinta páginas para contar a sua história de jesuíta, bem como o seu pensamento sobre a missão da Igreja.
"A capacidade de curar as feridas e de aquecer o coração dos fiéis, de estar perto, a proximidade... E precisa começar de baixo": com essas palavras, o Papa explica aquilo de que a Igreja mais precisa.
"Eu vejo a Igreja como um hospital de campo após uma batalha. É inútil – diz – perguntar a um ferido grave se tem colesterol e glicose altos! É preciso curar as feridas. Depois se poderá falar de todo o restante."
"A Igreja – prossegue – por vezes se fechou em pequenas coisas, pequenos preceitos. A coisa mais importante, ao invés, é o primeiro anúncio: 'Jesus o salvou!'. Portanto, os ministros da Igreja, em primeiro lugar, devem ser ministros de misericórdia" e "as reformas organizativas e estruturais são secundárias, ou seja, vêm depois", porque "a primeira reforma deve ser a da atitude".
De fato, para o Papa Francisco "os ministros do Evangelho devem ser pessoas capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar com elas na noite, de saber dialogar e também entrar na noite delas, na escuridão delas sem perder-se. O povo de Deus – diz - quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado".
Quanto à pastoral missionária, o Papa explica que não se deve ter "obsessão pela transmissão desarticulada de um amontoado de doutrina a ser imposta com insistência". O anúncio missionário se concentra "no essencial" que é também aquilo que mais atrai, "aquilo que faz arder o coração".
Portanto, é preciso "encontrar um novo equilíbrio", do contrário – observa –, "também o edifício moral da Igreja corre o risco de desmoronar como um castelo de areia", de "perder o perfume do Evangelho". Assim sendo, a proposta evangélica deve ser "mais simples" e "é dessa proposta que depois vêm as conseqüências morais".
Em seguida, na entrevista o Papa Francisco relê a sua história de jesuíta, inclusive em relação a alguns momentos difíceis: "o meu modo autoritário e rápido de tomar decisões – afirma – levou-me a ter sérios problemas e a ser acusado de ser ultraconservador".
Uma experiência difícil que hoje produz fruto: recordando o seu ministério episcopal na Argentina, diz ter entendido como a "consulta" é importante: "Os Consistórios, os Sínodos, por exemplo, são lugares importantes para tornar esta consulta verdadeira e ativa", mas devem ser "menos rígidos na forma". "Quero consultas reais, não formais", diz.
O Papa fala, ainda, sobre a sua formação jesuíta, sobre o discernimento e sobre reformas. É sempre necessário "tempo para colocar as bases de uma mudança verdadeira". "E este é o tempo do discernimento", afirma, embora "por vezes o discernimento, ao invés, impulsione a fazer logo aquilo que, na realidade, inicialmente se pensa fazer depois. E foi o que aconteceu também comigo nestes meses.
No longo colóquio com o diretor da "La Civiltà Cattolica", Pe. Spadaro, também se faz referência à Companhia de Jesus, que para o Papa Francisco "é em si mesma descentralizada": o seu centro é Cristo e a Igreja, dois pontos de referência fundamentais para poder viver "na periferia", enquanto se colocar a si mesma no centro "como estrutura bem sólida", "corre o perigo de sentir-se segura e suficiente".
A imagem da Igreja evocada na entrevista é a expressa no Concílio Vaticano II na Lumen Gentium "do santo povo fiel de Deus", e "sentir com a Igreja" para Francisco é "estar neste povo".
Uma Igreja que não quer reduzir-se a conter "apenas um grupinho de pessoas selecionadas", mas deve ser uma "Igreja Mãe e Pastora". A Igreja é fecunda, deve sê-lo", diz o Papa contando que quando se dá conta de "comportamentos negativos de ministros da Igreja" ou consagradas, a primeira coisa que lhe vem em mente é: "'eis um solteirão' ou 'eis uma solteirona'". "Não são nem pais, nem mães. Não foram capazes de dar vida", diz.
Entre outras questões, o diretor da referida revista jesuíta volta também a temas complexos como divorciados em segunda união, pessoas homossexuais e pergunta qual pastoral fazer nesses casos.
"É preciso considerar sempre a pessoa – diz o Pontífice. Aí entramos no mistério do homem. Na vida Deus acompanha as pessoas, e nós devemos acompanhá-las a partir da condição delas. É preciso acompanhar com misericórdia."
Também se faz presente o tema da mulher e o Papa Francisco evidencia que "o desafio" é "refletir sobre o lugar específico da mulher também justamente onde se exerce a autoridade nos vários âmbitos da Igreja".
No final, a conversação chega um aspecto que está muito a peito para o Papa Francisco, ou seja, que "Deus o encontramos caminhando". "Deus é sempre uma surpresa – diz – e, portanto, jamais se sabe onde e como encontrá-lo, não é você quem fixa o tempo nem os lugares do encontro com Ele."
Para o Pontífice, portanto, é preciso "discernir o encontro": se o cristão "quer tudo preto no branco", então não encontra nada. A tradição e a memória do passado devem levar a "abrir novos espaços a Deus".
Com uma visão estática e de involução, se buscam sempre "soluções disciplinares" ou o passado perdido, "a fé torna-se uma ideologia entre tantas outras".
"Tenho uma certeza dogmática: Deus está na vida de toda pessoa", diz o Papa Francisco ressaltando que "mesmo se a vida de uma pessoa é um terreno repleto de espinhos e ervas daninhas, há sempre um espaço em que a semente boa pode crescer." Daí, o seu encorajamento: "É preciso confiar em Deus". (RL)
 


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